Economia

Ibovespa cai 1,94% em meio a fatores externos

Uma série de fatores externos puxou a Bolsa brasileira para baixo no pregão desta quarta-feira, 15. O recrudescimento da crise da Turquia, que deixou os mercados na defensiva, o desempenho negativo das bolsas americanas e as perdas registradas na cotação dos contratos futuros das commodities fizeram com que o Ibovespa operasse durante toda a sessão em baixa. O principal índice do mercado acionário brasileiro fechou em queda de 1,94%, aos 77.077,99 pontos, tendo tocado os 76.828 pontos, na mínima, e 78.617 pontos, na máxima intraday.

As ações mais líquidas foram determinantes para o desempenho do índice. Petrobras e Vale seguiram os sinais negativos das commodities e de seus pares no exterior. Os papéis da estatal do petróleo encerraram o pregão com perdas e 3,95% (ON) e 4,65% (PN), na mínima. A mineradora brasileira, cuja ação ordinária recuou 4,45%, também espelhou as quedas de 5,11% da BHP e de 3,20% da Rio Tinto 3,20%, em Londres. No bloco financeiro, Banco do Brasil perdeu 2,12%, Bradesco, 1,20% e Itaú Unibanco, 0,67%.

Os sinais negativos do exterior foram fortes e vieram logo cedo com as bolsas asiáticas fechando em queda, pressionadas pelo fraco desempenho das ações de tecnologia, aversão ao risco pela crise turca. Além disso há sinais de descontentamento com a liderança do presidente da China, Xi Jinping, a economia chinesa perde vigor e vieram à tona escândalos nos setores da saúde pública e financeiro. Nos Estados Unidos, a queda também foi generalizada.

Tanto as divulgações locais como o IBC-BR e o IGP-10 quanto a cena eleitoral ficaram em segundo plano. O índice do Banco Central que mede a atividade econômica subiu 3,29% em junho ante maio, na série com ajuste, e repôs as perdas vistas com a greve dos caminhoneiros. Ao mesmo tempo, o índice que mede os preços no atacado ficou em 0,51% frete alta de 0,93% em julho.

Já na política, no último dia para a inscrição das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Partido dos Trabalhadores (PT) promoveu junto com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) uma mobilização que reuniu 10 mil pessoas em Brasília a favor da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República.