Região

Itaipu emplaca dois primeiros lugares no Benchmarking 2016

Alexandre Marchetti
Imagem aérea do Refúgio Biológico Bela Vista e da faixa de proteção da Itaipu Binacional
Imagem aérea do Refúgio Biológico Bela Vista e da faixa de proteção da Itaipu Binacional

A Itaipu Binacional obteve dois primeiros lugares no Ranking 2016 dos Legítimos da Sustentabilidade, promovido pelo Programa Benchmarking Brasil, uma das principais iniciativas de certificação de ações socioambientais no País. A Itaipu foi vencedora com o case “Biodiversidade: Nosso Patrimônio”. E também venceu na nova categoria “Indicadores”, pelo conjunto de certificações e de parâmetros que atestam a qualidade da gestão socioambiental da empresa.

A entrega do prêmio foi no último dia 30 de junho, em São Paulo. A Itaipu foi representada pelo superintendente de Meio Ambiente Jair Kotz e pelo gerente da Divisão de Áreas Protegidas Edson Zanlorensi.

“A Itaipu conta hoje com um amplo conjunto de indicadores de sustentabilidade, como o protocolo do IHA (Associação Internacional de Hidreletricidade), a certificação Life, as normas do GRI (Global Report Initiative) para elaboração de relatórios, além cumprir com as exigências do ISE-Bovespa e Dow Jones”, afirmou Kotz, justificando o primeiro lugar na categoria indicadores.

Zanlorensi atribuiu o primeiro o lugar com o case “Biodiversidade...” ao trabalho conservacionista que é desenvolvido desde o início da construção da empresa.  Já naquela época, foram desenvolvidas ações que eram consideradas de vanguarda para os anos 1970.

Pesou sobre isso o fato de o então diretor-geral brasileiro Costa Cavalcanti e do então superintendente de Meio Ambiente Arnaldo Carlos Müller terem feito parte da comitiva brasileira que participou da 1ª Conferência de Meio Ambiente da ONU, em 1972. A Conferência de Estocolmo, como ficou conhecida, foi a primeira a falar sobre a necessidade de impor limites à ação do homem e de adotar medidas compensatórias.

Um dos resultados práticos dessa influência foi a aquisição de terras para a formação de áreas protegidas que, somadas, praticamente equivalem à área do reservatório. “Além da manutenção das áreas protegidas, o programa Biodiversidade inclui a produção de mudas para a recuperação de áreas degradadas na região, ações para a reprodução de espécies ameaçadas, o acompanhamento de bioindicadores da ictiofauna do Rio Paraná e do Canal da Piracema, que é referência para hidrelétricas em todo o mundo”, resume Zanlorensi.

A partir de 2003, com a criação do programa Cultivando Água Boa, esse trabalho de conservação que era realizado nos 16 municípios brasileiros afetados pela formação do reservatório foi ampliado para a Bacia Hidrográfica do Rio Paraná Parte 3 (a bacia hidrográfica conectada com o lago de Itaipu, no Oeste do Paraná e Sul do Mato Grosso do Sul).

“Por isso, a premiação é resultado de um esforço de muitas pessoas nesses mais de 40 anos, muitas delas já aposentadas e algumas até que já faleceram. Esse não é só um prêmio para a Divisão de Áreas Protegidas da Itaipu, mas da empresa como um todo”, acrescentou.