Toledo

Mosquito da dengue se prolifera até no inverno

Neste período os ovos levam de 25 a 30 dias para eclodirem (Foto: Franciele Mota)

O inverno começa em uma semana, no dia 21. O período chuvoso já deu uma trégua e as temperaturas estão mais baixas. Apesar do cenário ajudar a reduzir a proliferação do Aedes aegypti, os cuidados com a casa, o quintal e o ambiente de trabalho não podem ficar de lado na nova estação.

Até a última sexta-feira (14), Toledo tinha 54 casos de dengue autóctone, 18 importados e outros 80 casos aguardando resultado. O coordenador de Endemias Selídio Schimdt explica que as baixas temperaturas retardam o desenvolvimento das larvas do mosquito. “Neste período os ovos levam de 25 a 30 dias para eclodirem, mas a reprodução ocorre durante o ano todo”.

Ele lembra também que o número de notificações cai nesta época do ano porque as pessoas se protegem mais com roupas de mangas compridas, o que dificulta a picada do mosquito. Mesmo assim, durante o inverno, as ações de combate à dengue continuam.

“Nós já fizemos os bloqueios e agora estamos com as visitas rotineiras. Estamos com um grupo maior de agentes, com 84 pessoas percorrendo os locais e orientando a população”, complementa.

 

VISITAS - Os agentes fazem uma visita nas localidades a cada 60 dias. Se no primeiro momento encontrar larva do mosquito Aedes aegypti, o proprietário é notificado e precisa regularizar a situação. Na segunda visita, se o agente encontrar novamente o mesmo caso, então o proprietário é notificado e multado. Somente nesta semana a equipe de Endemias aplicou seis multas.

“O valor da multa é correspondente ao que for encontrado na propriedade. Mais focos do mosquito, a multa é maior”, lembra Schimdt. A multa mínima é de cinco Unidades de Referência de Toledo (URT). Cada URT equivale a R$ 75,90.

 

CUIDADOS – O próximo Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (Liraa) será na primeira semana de julho. Selídio espera que os dados sejam mais positivos e, que o município fique abaixo de 1% preconizado pelo Ministério da Saúde.

“Para isso precisamos da colaboração da população. No inverno, os cuidados continuam. Na verdade, esse é o momento de arrumar a casa, tirar os entulhos do quintal, pneus, baldes jogados e outros locais que podem acumular água parada e ser um criadouro do mosquito, para quando chegar o verão a situação ser melhor”, finaliza.