Toledo

Mudança climática não deve interferir no desenvolvimento do milho safrinha

O milho está em fase de frutificação e evoluindo para maturação (Foto: Graciela Souza)

Após o começo do milho safrinha sofrer com a falta de chuvas e os produtores temerem pela capacidade produtiva das lavouras, o clima se normalizou e as expectativas são boas para a rentabilidade e qualidade da produção na regional de Toledo.

De acordo com a engenheira agrônoma do Departamento de Economia Rural (Deral) Jean Marie Aparecida Ferrarini, as condições das lavouras de milho safrinha e as expectativas dos agricultores são boas.

“Essa mudança climática registrada no final de semana e no começo desta semana não deve interferir no desenvolvimento da lavoura. As chuvas e as temperaturas mais baixas não mudam a produção”, informa a profissional.

Jean Marie explica que o grão está em fase de frutificação e evoluindo para maturação. “Para atrapalhar o desenvolvimento do milho só se cair uma forte geada. Mas acredito que não deve acontecer”.

 

COLHEITA

No entanto, a engenheira agrônoma esclarece que as chuvas somente devem interferir se for no momento da colheita. “Na Regional de Toledo, ela deve começar em meados de junho”. No Paraná, a colheita deve se estender até agosto, já que os plantios aconteceram em prazos diferentes pelas regiões do Estado.

A previsão de colheita está acima da média, totalizando 445.176 mil hectares na regional de Toledo. “Agora é esperar a época de colher e desejar que não seja registrada chuva para que o produtor possa colher mais tranquilo”, relata Jean Marrie. Ela pondera que em algumas regiões, o produtor já iniciou a colheita, porém ainda é baixa.

 

DANOS

Porém, o dano econômico causado pelas doenças nessa cultura pode ser grande. Uma das doenças é causada pela cigarrinha-do-milho. O inseto é responsável pela redução da produtividade da cultura do milho e está cada vez mais presente nas lavouras.

A engenheira agrônoma comenta que a praga provoca o enfraquecimento da planta. “A cigarrinha fragiliza o milho”, afirma ao complementar que “a cigarrinha esteve presente no início da lavoura, entretanto, o dano aparece somente agora: na fase mais adiantada da lavoura”.

Outra doença também registrada pelo produtor é no solo. “O percentual tanto de casos no solo ou do surgimento de pragas pode ser considerado esporádico. É um percentual já conhecido pelo produtor. Contudo, a colheita ainda será positiva”, finaliza a engenheira agrônoma.