Toledo

Obesidade: população luta contra o sobrepeso

A luta contra a balança já atinge mais de 50% da população brasileira (Foto: Janaí Vieira)

Nesta quinta-feira (11), é comemorado o Dia Nacional de Prevenção da Obesidade. Caso o paciente não seja submetido a um tratamento adequado e contínuo, essa doença crônica tende a piorar com o passar dos anos. O excesso de peso pode interferir na qualidade de vida e desencadear doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão, entre outros problemas.

A luta contra a balança atormenta milhares de brasileiros e em diversos casos a maneira encontrada para que ele volte a ter qualidade de vida é se submeter a uma cirurgia bariátrica. Dados da 20ª Regional de Saúde apontam que, em 2016, foram realizados 57 procedimentos, enquanto que, no ano passado, foram 67 e em 2018, foram 35. As cirurgias atenderam pacientes da área de abrangência, ou seja, os 18 municípios.

Os números dos procedimentos não contextualizam o aumento de obesidade na população, pois para realizar a cirurgia é preciso atender diversos requisitos estipulados no protocolo. “Para o paciente fazer o procedimento é preciso ter massa corpórea superior a 40, ou 35 com comorbidade, ou seja, ele ter diabete pressão alta, algum problema articular decorrente do excesso de peso, por exemplo”, explica a chefe da 20ª Regional de Saúde Nissandra Karsten.

O início do processo consiste em o paciente procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e fazer uma consulta. O médico da UBS vai avaliar as condições e fazer o encaminhamento para a 10ª Regional de Saúde, local que possui o serviço habilitado. O Hospital São Lucas é a unidade de referência.

“Já em Cascavel, o paciente passa por nova consulta ambulatorial e é atendido por uma equipe multidisciplinar que irá iniciar o processo pré-cirúrgico. Ele será submetido às avaliações com um nutricionista, um psicólogo, além de realizar todos os exames necessários. Somente após toda essa preparação e aprovação, ele estará pronto para realizar o procedimento”, esclarece Nissandra.

 

POLÍTICAS DE PREVENÇÃO

O procedimento cirúrgico é apenas uma das ações adotadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Nissandra comenta que cada município busca adotar políticas públicas que visam reduzir a obesidade, pois o objetivo também é combater as outras doenças que o sobrepeso pode causar.

Geralmente, esse tipo de trabalho é acompanhado pelos Núcleos de Atenção à Saúde (NASs) através dos atendimentos prestados pelas equipes compostas por nutricionistas, psicólogos, clínicos e profissionais da área de educação física. “Dentro do NAS, cada município vai verificar como irá chamar esse programa. Outra iniciativa já em ação é o projeto Saúde na Escola que acompanha os casos de obesidade infantil e visa estimular hábitos saudáveis desde a primeira infância”, destaca.

 

BRIGA COM A BALANÇA

De acordo com a nutricionista Deise Baldo, a obesidade é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal. Ela é diagnosticada através do cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC). Para chegar ao resultado é preciso dividir o peso do paciente em quilos por sua altura em metros elevada ao quadrado. A Organização Mundial da Saúde padroniza que quando o cálculo ficar entre 18,5 e 24,9, o peso é considerado normal. Entre 25,0 e 29,9, sobrepeso, e acima disso, a pessoa é considerada obesa.

“Para combater a obesidade o caminho é adotar uma alimentação saudável e praticar exercícios. O sobrepeso pode reduzir a qualidade de vida e desencadear doenças sérias, por isso, merece atenção. Para a maioria da população é fácil engordar e difícil emagrecer”, alerta a profissional ao acrescentar que as pessoas não devem, simplesmente, fazer a dieta da moda. “O ideal é buscar acompanhamento de um nutricionista, além de outros profissionais para obter o resultado desejado e com saúde”, finaliza.

 

PREVENÇÃO

Palestra trata sobre a obesidade como a doença do século XXI

“Para revertermos isso é preciso promover a mudança de vida que vai desde os hábitos alimentares até a prática de atividades físicas”, diz Takada (Foto: Janaí Vieira)

“Dados do IBGE apontam que 54% da população brasileira está acima do peso, ou seja, estamos em estado de alerta”, enfatiza o médio Torao Takada. Preocupado em promover saúde, ele convida a comunidade para participar de uma palestra com o tema Obesidade: a doença do século XXI. O evento acontece no dia 19, a partir das 19h30, no auditório do Colégio La Salle.

Para o médico, é fundamental que a população discuta o tema. Ele destaca que, em dez anos, a média do peso teve aumento de 22%. “A Organização Mundial da Saúde alerta que, em 2030, aproximadamente 2 bilhões de pessoas devem estar acima do peso e 700 milhões devem estar no grau 3 de obesidade. As progressões e os números atuais chamam a atenção para que mais medidas sejam tomadas”.

Na avaliação de Takada, a obesidade pode ser considerada a doença do século XXI. O médico acrescenta que ela é considerada a doença que mais mata no mundo, pois decorre em sérios problemas de saúde, como hipertensão, diabete, AVCs, entre outros. “Para revertermos isso, é preciso promover a mudança de vida que vai desde os hábitos alimentares até a prática de atividades físicas”, reforça.

 

PALESTRA

O evento terá início às 19h30 com o médico que também irá falar da 16ª Caminhada da Saúde – atividade ligada a 1ª Caminhada em Combate a Obesidade – que acontece no dia 21, a partir das 8h.

O profissional de educação física Gilberto Silva vai falar sobre Saúde e Atividade Física e a nutricionista Simone Zanin irá tratar o tema Nutrição e Obesidade. A endocrinologista Cristina Magro trará o assunto Tratamento Clínico da Obesidade e o cirurgião bariátrico Paulo Neto irá palestrar sobre Tratamento Cirúrgico da Obesidade Mórbida.

A entrada é gratuita, contudo, é preciso fazer a reserva na Associação Médica de Toledo ou através do telefone (0xx45) 3054-5078. O evento é uma promoção do Rotary Club de Toledo.