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Paraná fecha centro de triagem e 72 animais são sacrificados

(Foto: IAP)

O Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Tijucas do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, encerrou as atividades no fim de junho. Com isso, o estado ficou sem um espaço específico para triagem de espécies e 72 animais foram sacrificados. O local era gerenciado pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), em parceria com o Ibama, que garantia a manutenção do espaço.

O trabalho do Cetas era receber animais apreendidos por órgãos ambientas e avaliar as condições de saúde dos bichinhos. Se estivessem machucados ou doentes, eles recebiam tratamento. Depois iniciava-se um processo de reintegração do animal à natureza. Caso isso não fosse possível, eram indicados outros locais para o bicho ser encaminhado.

Geralmente chegavam ao Centro animais silvestres vítimas de atropelamento, principalmente nas rodovias que cortam a Mata Atlântica no Paraná e em Santa Catarina.

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Falta de recursos

A falta de recursos provocou o fechamento da instituição. Dessa maneira, cerca de 200 animais precisaram ser transferidos. Só que nem todos encontraram um novo lar. Outras 72 tartarugas, conhecidas como Tigre d’água de Orelha Vermelha, foram sacrificados com autorização do Ibama.

De acordo com Edilaine Vieira, diretora de licenciamentos especiais do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), por serem dos Estados Unidos, as tartarugas eram consideram invasoras.

“São animais de espécies invasoras, espécies exóticas e invasoras. Ou seja, são animais que não são do Paraná e em razão disso eles não tem predador natural e ocupam nichos de outros animais que são nativos. Então eles são espécies que causam prejuízos, causam malefícios ao nosso bioma, à nossa fauna nativa”, afirma.

De acordo com Clóvis Borges, diretor-executivo da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), conta que o sacrifício de animais é uma medida comum nesses casos. “Muitas vezes a existência de plantéis de espécies exóticas sem destinação acaba tendo como encaminhamento técnico o esforço de eutanásia, para não liberar esses animais na natureza e nem passar para pessoas que possam fazer essa soltura. Então neste caso é um procedimento aceito e tecnicamente recomendado”, explica.

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