Segurança

PCPR comemora três anos de seu Grupamento de Operações Aéreas

Grupamento já realizou mais de mil vôos durante esses anos
Grupamento de Operações Aéreas da Polícia Civil comemora três anos de funcionamento (Foto: Guilherme Kozien Roczon/PCPR)
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) comemora o aniversário de três anos de seu Grupamento de Operações Aéreas. Em sua existência, já prestou apoio a 325 operações programadas da PCPR e outras instituições da segurança no Estado. É a unidade especializada responsável pela repressão aérea ao tráfico de drogas, aos crimes correlatos e atividades de operações aéreas. Atualmente, o grupo conta com três helicópteros e se prepara para colocar em operação a aeronave bimotora Baron B58.
 
Do total de voos de apoio às operações programadas, 82% foram direcionados às desenvolvidas pela PCPR e o restante a ações da Polícia Federal (PF), Polícia Militar, Guarda Municipal e Bombeiros Militar. Desde 2016, o grupamento ainda prestou voos de apoio a 243 ocorrências não programadas, sendo que 74% foram voltadas a ações da PCPR.
 
Entre os voos de apoio a ocorrências de outras instituições, atendeu a duas grandes demandas de importância nacional da PF nos últimos nove meses. A primeira foi no dia 19 de novembro de 2018 com o apoio à transferência do narcotraficante, Marcelo Fernando Pinheiro da Veiga, mais conhecido como “Marcelo Piloto”, do Paraguai para o Brasil. Aeronave da PCPR transferiu Marcelo Piloto do aeroporto de Itaipu no Paraguai para a sede da PF em Foz do Iguaçu e deste ponto para o aeroporto de Foz do Iguaçu. 
 
Em 2 de março deste ano, atuou no traslado de ida e volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva da sede da PF em Curitiba (onde cumpre pena) para o aeroporto do Bacacheri, de onde partiu para acompanhar o sepultamento do neto em São Bernardo do Campo (SP).
 
MAIS DE MIL VOOS – No total, o grupamento soma 1.159 voos realizados desde a data de inauguração. Além de apoio a operações programadas e a ocorrências, a unidade especializada aérea da PCPR fez 190 voos de repressão qualificada em locais com alto índice de criminalidade, 10 voos de repressão a rebeliões de presos, quatro voos de apoio a transporte de órgãos para transplante e cinco voos de levantamento de locais de desmanche de veículos.
 
Em 9 de agosto de 2018, o grupamento teve papel determinante na apreensão de um caminhão que carregava duas toneladas de maconha em Bandeirante, no Norte do Paraná. Após não acatar a ordem de parada de policiais em terra, o motorista fugiu e foi perseguido por helicóptero até que conseguiu a entrega do suspeito à polícia.
 
INAUGURAÇÃO – O Grupamento de Operações Aéreas da PCPR foi criado no dia 20 de junho de 2016 através do decreto nº 4385/2016. A unidade possui 14 policiais civis atuando como pilotos, copilotos e operadores aerotáticos, sendo que nesta função, conta com uma policial. Os helicópteros em operação são dois de modelo Robinson R44 e um helicóptero AS 350.
 
A existência do grupo é fundamental para a otimização do trabalho da PCPR, já que uma aeronave com quatro policiais permite cobrir uma área em que seriam necessárias de 20 a 25 viaturas via terrestre. As aeronaves têm função de plataforma de observação nas operações, apoiando no cumprimento de mandados de busca e apreensão e ordens de prisão. Além disso, os helicópteros permitem iluminar o local alvo das operações, mitigar a fuga de suspeitos, e ainda prestar socorro de emergência a policiais feridos. 
 
Hoje, a base aérea fica no aeroporto do Bacacheri na Capital. Há projeto para que uma nova base com pista de voo e hangar seja instalada no Oeste do Estado.