Toledo

Plano de Saneamento é revisado e obras importantes serão implementadas em Toledo até 2025

Após a instalação da ETE Norte, hoje o principal gargalo é buscar solução para a região Sul de Toledo (Foto: Arquivo JO)

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Ambiental e Saneamento de Toledo criou uma comissão para realizar a revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico. O documento contempla ações para água, esgoto, resíduos sólidos e drenagem urbana. Uma proposta, a partir desse trabalho, deve ser apresentado até o final do próximo mês.
De acordo com o secretário da pasta Neudi Mosconi, a revisão do Plano estabelece diretrizes que vão nortear o Programa a ser firmado com a Sanepar. “Faremos um diagnóstico da atual estrutura e um planejamento estratégico da cidade. Essas informações devem dimensionar todas as obras necessárias em prol do desenvolvimento de município e uma boa qualidade de vida para a sociedade”.
Para ele, a partir do diagnóstico será possível garantir o abastecimento de água e o tratamento dos resíduos em Toledo. “As obras necessárias serão pautadas e um cronograma será efetivado. Por sua vez, quem apresentará os prazos será a administração, após manter diálogo com a empresa”.
Mosconi destaca que a principal necessidade é migrar de um contrato de concessão para um contrato de Programa com a Sanepar. “Desta maneira, o Município pode estabelecer as ações e ainda prever punições em caso de descumprimento da empresa, como a aplicação de multas”.

 

FUTURO - Com essa alteração, a população será a principal beneficiada, pois a administração consegue antecipar a implantação das obras necessárias para o saneamento. De acordo com o secretário, o planejamento da administração é investir mais de R$ 110 milhões em saneamento e parte das obras deve ser efetivada até o ano de 2025.
Ele comenta que o atual contrato de concessão já cumpriu com as finalidades. “Na época estabelecia 80% de esgoto na cidade (hoje já temos efetivado cerca de 82%)”.
O secretário pondera que é preciso ampliar o atendimento de esgoto no município. A proposta é elevar o potencial para 95% em curto espaço de tempo. A concessão também estabelecia as retiradas das Estações de Tratamentos de Esgotos (ETEs) do perímetro urbano. Hoje, o principal gargalo da região Sul de Toledo é o esgoto. “Nós precisamos implementar a ETE do São Francisco para atender essa região e o bairro do Panorama”.
O projeto já está formatado o projeto e uma área está em análise. Entretanto, é preciso viabilizar recursos para edificar a Estação. Ele complementa que a obra está estimada em R$ 30 milhões. Outra região em que deve ser construída uma Estação é no Biopark. O serviço está avaliado em aproximadamente R$ 15 milhões.

 

ÁGUA – O planejamento também contempla estratégias para garantir o abastecimento de água em Toledo para os próximos 30 anos. Mosconi relata que existe a possibilidade de trazer água do Rio Santa Quitéria para uma estação de tratamento, localizada na saída para Cascavel. “Hoje, o Rio Toledo é insuficiente para atender toda a demanda e não apresenta condições para ampliar o abastecimento da cidade”.
O secretário recorda que nos últimos dois anos foram construídos três grandes reservatórios no município. Eles estão localizados no Coopagro, Porto Alegre e América. Foram mais de R$ 6 milhões em investimento na cidade. “Antes as regiões eram independentes. Agora os reservatórios estão conectados e garantem o abastecimento de água para as pessoas”.
Quem também deve participar do processo é a comunidade do interior. “Já estamos com problemas de falta de água em algumas regiões. Nós pretendemos montar uma rede para o interior no caso de uma eventualidade de seca, pois precisamos atender o cidadão e manter a atividade agropecuária”, finaliza.