Toledo

“Por que escolher a vida diante do sofrimento?” é tema de palestra na PUC

Durante o mês, a PUC promoveu várias atividades (Foto: Divulgação)

Durante a programação do Fórum da Juventude, a psicóloga Dra. Giovana Kreuz vai abordar a temática “Por que escolher a vida diante do sofrimento?”. A atividade faz parte das ações do Setembro Amarelo, realizadas Pontifícia Universidade Católica (PUC), campus Toledo. O encontro acontece no dia 27 de setembro e está previsto para iniciar às 19h15, no auditório.
A Dra. Giovana considera fundamental trabalhar com a valorização da vida. “Mesmo diante de tanto sofrimento, injustiças e condições indignas, por que não pensar a respeito das características da sociedade em que vivemos? Do cansaço, do consumo, do desempenho, do esgotamento ou da extrema performance. Quais são as exigências?”.
A profissional salienta que a sociedade está diante de muitos desafios, com menos resiliência ou recursos de enfrentamento. “Precisamos falar sobre a avaliação da sociedade e tentar refletir sobre o que ainda vale a pena estar vivo e por qual motivo é essencial a escolha”.
A professora do curso de psicologia e do Serviço de Apoio Psicológico e Psicopedagógico (SEAP) complementa que a necessidade de abordar o tema da vida, mostrar saídas e possíveis meios de superação. “São esses meios que nos atribuem novos significados e nos tornam pessoas mais fortes e conhecedoras de nossa subjetividade”.
Sandra afirma que tratar a vida proporciona um momento de reflexão e em compreender que o sofrimento é um sentimento considerado difícil, porém muitas vezes, ele precisa ser vivido; não de modo doentio e sem amparo. “Somos pessoas e, como tais, precisamos falar de nossas angústias e precisamos de espaço para ressignifica-las”.
A profisisonal Giovana Kreuz vai abordar a valorização da vida. “Falar do suicídio é um assunto ainda complexo e qualquer tentativa pode correr o risco de simplifica-lo ou tornar algo ‘grosseiro’. Nós precisamos estar atentos aos sinais de falta de motivação para a própria vida ou indícios de um desejo de não querer viver”, comenta a professora Sandra.
Ela destaca que existe um pedido de socorro diante dos excessos, como abuso de droga, sexo sem cuidado, descaso com a saúde, entre outras questões. “Na própria ideia do suicídio existe um pedido de socorro, porque não estava dita de outro modo”.
A psicóloga Sandra menciona que o projeto Setembro Amarelo, da PUC, tem como objetivo mostrar que é possível falar da morte, mas também é possível falar da vida. A professora acrescenta que também é preciso cuidar dos cuidadores. “É importante perceber que os profissionais, que tratam de pessoas estão em processo de sofrimento, acolhem as dores e em alguns momentos perdem os seus pacientes ou pessoas queridas. Esses profissionais precisam ser escutados”.

 

AÇÃO – O Fórum da Juventude encerra a programação realizada no Setembro Amarelo. Foi um mês de atividades com a público da instituição. A professora afirma que as ações tiveram como propostas enaltecer o processo de acolhimento para a vida. “Diante da cultura da morte que prevalece em nossa sociedade, a PUC reitera o compromisso com a cultura da vida. A instituição propõe que a comunidade acadêmica se coloque em relação a essa escolha”.
Em setembro, a lema da PUC foi ‘Escolhe pois a Vida’. “Ações que propõem a reflexão da dignidade inviolável do ser humano e o cuidado com todo o ser vivo. A certeza que a humanidade possui a capacidade de colaboração na construção de nossa casa, o qual é o nosso planeta e o universo onde habitamos”, afirma a professora Sandra.
Entre as atividades, o Setembro Amarelo, da PUC, promoveu apresentações culturais durante os intervalos. Os professores, os colaboradores e os acadêmicos realizaram apresentações. Filmes, debates e rodas de conversas contemplaram a programação neste mês.