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Programa seleciona negócios inovadores para receberem investimentos

Ideias que podem virar um negócio milionário surgem a qualquer hora, mas não é raro que acabem esquecidas em alguma anotação de celular ou pedaço de papel. Quem já viveu uma situação semelhante ou mesmo está pensando em empreender com um negócio inovador pode ter uma oportunidade e buscar R$ 40 mil para financiar o seu projeto.

O programa Sinapse da Inovação Paraná, que tem apoio do Sebrae/PR, está com inscrições abertas até o dia 3 de maio e vai selecionar até 100 projetos no Estado. Os escolhidos receberão um investimento de até R$ 40 mil por parte do governo do Paraná.

O coordenador do Projeto Startup do Sebrae/PR Rafael Tortato explica que a entidade atua na divulgação e apoio da iniciativa, além de auxiliar no processo de formalização da ideia de negócio, exigência do edital para participação nas fases seguintes do programa. “Uma das dificuldades de quem está começando é recurso financeiro para apostar numa ideia inovadora”, afirma. Tortato lembra que muitos jovens empreendedores precisam atuar no contraturno, porque trabalham e estudam. “Ter esse recurso possibilita a ele se dedicar e ampliar as chances de ser bem-sucedido”, pontua.

 

ENTENDA AS ETAPAS

Qualquer pessoa que tenha mais de 18 anos e uma ideia inovadora pode participar. O cadastro é feito, exclusivamente, pelo site sinapse.sinapsedainovacao.com.br/parana. A seleção terá três fases, que vão seguir critérios como potencial de inovação e mercado, capacidade de gestão e benefícios para a região.

Ao longo do processo, os empreendedores terão que construir um plano de negócio e um projeto de fomento, detalhando o orçamento e a execução. Em todas as etapas, eles contarão com apoio de consultoria presencial e online. A operação do Sinapse está prevista para dezembro deste ano e, além dos R$ 40 mil, os escolhidos vão passar pela fase de pré-incubação, com suporte do Sebrae/PR, para o desenvolvimento dos produtos e modelo de negócio, durante seis meses.

“As empresas de caráter tecnológico vêm ajudando a gerar renda e emprego”, salienta Luiz Márcio Spinosa, diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, entidade vinculada ao governo do Estado e que executa o projeto no Paraná. “O Estado assume o risco do empreendimento, para que a ideia se transforme em negócio”, completa.

 

DESENVOLVIMENTO DA IDEIA

Uma das características do Programa é contemplar os principais segmentos da economia paranaense. “Em Londrina, existe um perfil agrotech. Na região Oeste, questões ligadas à água, por causa de Itaipu. Na Região Metropolitana de Curitiba, temos um movimento intenso de TICs (Tecnologia de Informação e Comunicação)”, frisa Spinosa.

Rafael Tortato, do Sebrae/PR, orienta que só um pensamento inovador não é suficiente: é preciso esmiuçar a ideia e validá-la junto ao mercado. “Tem que ver se aquele problema realmente existe, para só depois criar a solução. Às vezes, cria-se um produto que parece perfeito e depois vão em busca de clientes, que podem nem existir, tornando a ideia menos atrativa ou, ainda pior, inviável do ponto de vista mercadológico”, explica.