Toledo

Projeto Pequeno Amor já arrecadou R$ 25.000 em doações para a UTI Neonatal de Toledo

O Projeto Pequeno Amor atua no município de Toledo desde novembro do ano passado e tem como principal objetivo arrecadar doações para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do Hospital Bom Jesus, que atualmente apresenta uma demanda muito grande de fraudas, lenços umedecidos e produtos de higiene do bebê. Nesta terça-feira (10), a redação do JORNAL DO OESTE recebeu uma das voluntárias do projeto, Cláudia Justus, que contou um pouco mais sobre as ações do grupo. “Quem pretende doar pode entrar em contato com os voluntários por meio da página do Facebook intitulada ‘Projeto Pequeno Amor’”, destaca.

O grupo surgiu a partir da iniciativa de uma mãe que reuniu outras mulheres que também passaram pelos serviços da UTI Neonatal de Toledo e acabaram se sensibilizando pela falta de fraudas e materiais da rotina dos bebes. “No início, o projeto era para ser só uma arrecadação de fraudas, mas como as voluntárias foram vendo outras faltas na unidade, viu que havia demanda de materiais e equipamentos também”, apresenta Claúdia. Por isso, o projeto passou a arrecadar dinheiro e possui hoje cerca de 60 voluntários dispostos a auxiliar e divulgar as doações com ações previstas até novembro deste ano. “O mês de novembro é muito especial porque ele é o mês mundial da prematuridade, por conta disso nada melhor do que atuar em prol da única UTI Neonatal da cidade”.

 

HISTÓRIA

Atualmente o projeto já arrecadou cerca de R$ 25.000,00 com pequenas iniciativas e estão realizando também uma rifa para arrecadar pelo menos mais R$ 25.000,00. Além do dinheiro, os interessados podem doar fraudas RN e leite. “A unidade chega a ter bebês de apenas 400 gramas de tão frágeis. Atender prematuro não é como atender um bebe normal, porque o bebê prematuro é muito mais frágil”, aponta a voluntária.

Vale lembrar que a UTI Neonatal de Toledo utiliza hoje dez leitos que geralmente apresentam superlotação da unidade.

 

PROJETOS

Agora o principal objetivo do projeto é conseguir mais incubadoras, equipamento responsável por manter a umidade do corpo do bebê, mas tudo isso vai depender do andamento do projeto e da colaboração da comunidade. “A gente quer que realmente não falte nada para a UTI, por isso a gente vai buscar a onde for preciso e somos sempre movidos pelo sentimento de gratidão por salvar essas vidinhas que já possuem tantas histórias”, finaliza.