Toledo

Regional de Toledo já tem 39 casos de acidentes com escorpião

Na 20ª Regional de Saúde de Toledo já são 39 acidentes com escorpião neste ano.
A limpeza dos quintais deve ser feita para manter esse animal longe de casa (Foto: Franciele Mota)

O tempo quente e úmido tem sido favorável para o aparecimento de alguns animais peçonhentos e a proliferação dos insetos, principalmente o mosquito Aedes aegypti. Deixar os quintais limpos e sem lixo é a principal atitude para manter esses animais bem longe de casa.

O escorpião está entre os bichos que preocupam a população. O pequeno animal invertebrado tem um ferrão na ponta da calda e seu veneno contém substâncias neurotóxicas, enzimas, histaminas, entre outras. Todos os escorpiões produzem substâncias tóxicas, mas menos de 30 espécies podem causar a morte em humanos.

No Brasil, as duas espécies mais comuns em acidente são o escorpião amarelo e escorpião preto. A picada de um escorpião causa muita dor local, febre, sudorese, dispneia e pode levar a óbito, principalmente crianças e idosos.

 

CASOS

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), desde o início do ano até agora, no Paraná foram registradas duas ocorrências de óbitos por picada de escorpião, uma na 19ª Regional de Saúde de Jacarezinho, e outra na 20ª Regional de Saúde de Toledo, onde o caso foi registrado na cidade de Assis Chateaubriand.

No Estado, a regional com maior número de acidentes é Maringá (533) e Paranavaí (352). A região de Toledo já registrou neste ano 39 acidentes com escorpião. O município de Assis Chateaubriand está com o maior número, foram 26 acidentes até agora. Em seguida está Guaíra com dez acidentes. Outros dois municípios da 20ª RS que registraram acidentes com escorpião são Palotina (2) e Marechal Cândido Rondon (1).

 

HÁBITOS

Esses pequenos animais passam o dia escondidos em lugares escuros, entre frestas, ou debaixo de pedras, folhas e troncos, ou enterrados na areia. São comuns em lugares com entulhos, que possuem madeira, materiais para construção, sendo mais ativos à noite, quando saem para comer.

De acordo com o enfermeiro da vigilância epidemiológica da 20ª RS Marcos Cardoso dos Santos é importante a população entender o comportamento deste animal para prevenir acidentes. “Sabemos que a maioria das espécies apresentam hábitos noturnos, e durante o dia se abrigam em locais úmidos e escuros, alimentando-se principalmente de insetos como grilos, cupins ou baratas, e podem sobreviver vários meses sem alimento ou água, o que torna seu combate muito difícil”.

Ele lembra que os escorpiões podem ser encontrados também, em rede de esgoto, em caixas de gorduras e de passagem e em túmulos de cemitérios. Por se tratar de um animal de hábito noturno, ter galinhas em casa é pouco eficiente no combate deste animal peçonhento.

 

PREVENÇÃO

Santos enfatiza que para evitar acidentes é preciso verificar cuidadosamente roupas, calçados, toalhas e roupas de cama antes do seu uso. Em casa também deve evitar que lenções toque no chão e manter a cama afastada da parede cerca de dez centímetros.

Nas aberturas de ralos, pias e tanques é importante utilizar telas de proteção e fechar frestas na parede que podem ser usadas como esconderijos. “A população também deve manter os quintais limpos eliminando insetos que possam servir de alimentos. Ao fazer a limpeza usar botas e luvas apropriadas”, conclui.

Em caso de picada de escorpião, a pessoa deve lavar com água e sabão a área, manter a região em repouso e procurar um posto de saúde com urgência, para que receba o soro que neutralizará a toxina.