Toledo

Reprovação escolar: suporte emocional é essencial

(Foto: Arquivo JO)

Mais um ano letivo está chegando ao fim. Muitos pais já vivem as aflições dos resultados, pois, o filho pode ser reprovado. Aquelas sensações de missão fracassada, tristeza e vergonha tomam conta dos responsáveis e das crianças e adolescentes que terão que repetir os estudos. O momento é de dar apoio, descobrir as causas e buscar alternativas para melhorar o próximo ano.

“Se durante todo o ano os pais acompanharam o desenvolvimento dos filhos, a notícia da reprovação não será novidade para nenhum dos lados”, pontua o psicólogo Silvio Vailão. “Logicamente, se for surpresa para os responsáveis é um alerta para que eles estejam mais atentos à vida dos filhos”.

O profissional declara que, ao longo do ano letivo, a escola também tem como missão alertar que o aluno apresenta dificuldades e não atinge o desenvolvimento desejado. Ele acrescenta que são esses especialistas na área que podem detectar os problemas iniciais e ajudar no processo de melhoria.

“O impacto da notícia deve ser absorvido e projetado de forma que possa trazer outros resultados. O contexto deve ser trabalhado pela vertente de que a criança e o adolescente terão a oportunidade de aprender os conteúdos. É quase inevitável deixar externar a pressão e gerar mais sentimento negativo”, justifica.

 

DESCOBRIR AS CAUSAS – Silvio alerta que diante da reprovação a família precisa estar atenta as causas, pois, o resultado foi fruto de algo vivido pelo aluno. Ele explica que os motivos podem variar e, às vezes, os familiares já têm conhecimento. “Pode ter ocorrido uma perda de alguém próximo, a separação dos pais, problemas de saúde, e o bullying. Todas essas situações podem interferir na concentração dos alunos, além de refletirem na dedicação”.

 

AUTOESTIMA – Com as causas apontadas, conforme o psicólogo, a família e a escola devem prestar a atenção no próximo ano, pois, esse aluno irá enfrentar novos desafios. Uma ação é inibir situações de preconceito que repetem o contexto desse jovem ser incapaz por não ter conseguido ‘passar de ano’. Segundo Silvio, uma das preocupações está voltada a autoestima dessa criança e adolescente.

“Pior do que não ser aprovado é sentir a falta de apoio para atingir o sucesso. Diante da formação atual que tange o ensino fundamental e médio do país, com as aprovações por conselho de classe, muitos têm a ideia que não acontecem mais casos de reprovação. A questão é que os responsáveis devem acompanhar os estudos dos filhos, ver os cadernos, interagir em relação aos conteúdos, logicamente dentro do nível de aprendizado de cada um, conferir a mochila. São detalhes que fazem a diferença na vida do estudo”, reforça.