Toledo

Toledo conta com várias frentes de combate ao trabalho infantil

Ainda é muitos casos de trabalho infantil na área rural (Foto: Franciele Mota)

O Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, lembrado nesta quarta-feira (12) foi instituído pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), em 2002, para conscientizar sociedade, trabalhadores, empregadores e governos do mundo todo contra o trabalho infantil.

A data é marcada com mobilizações em todo o país. Diversas instituições que compõem a Rede Nacional de Combate ao Trabalho Infantil promovem eventos como audiências públicas, caminhadas, exposições, panfletagem e seminários, entre outros.

As ações são parte da campanha “Criança não deve trabalhar, infância é para sonhar” realizada pelo Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI), Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Ministério Público do Trabalho (MPT).

Em Toledo, as ações de prevenção e combate ao trabalho infantil são realizadas por uma rede de atendimento durante o ano todo. Nesta rede estão incorporadas as Secretarias de Assistência Social e Proteção à Família, Educação, Saúde, Esporte e Lazer, Cultura e Juventude.

A secretária de Assistência Social e Proteção à Família Marisa Cardoso conta que os profissionais destes órgãos passam por capacitações e realizam atividades de prevenção e combate ao trabalho infantil. “Preparamos as nossas equipes para perceber sinais de trabalho infantil na realização das atividades”.

Marisa explica que se o profissional questionar alguma família sobre a existência de trabalho infantil naquele núcleo, é certo que os pais poderão negar. Mas ela lembra que o trabalho infantil evidencia não necessariamente no atendimento da assistência. “Na escola, a criança pode apresentar fadiga, cansaço, sinais que podemos observar que algo não está certo”, enfatiza.

A mesma situação pode ser observada em outros setores como o da saúde, quando um paciente é atendido com ferimentos de um acidente de trabalho que não é normal para a idade da vítima.

 

NOTIFICAÇÕES - Toda situação de trabalho infantil deve ser notificada aos órgãos responsáveis, como o Conselho Tutelar, a secretaria de Assistência Social e Proteção à Família e aos Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). “Nesses casos, nós conversamos e orientamos os pais e encaminhamos a criança para um dos nosso locais de atendimento, para um serviço de proteção à criança ou serviço de convivência e fortalecimento de vínculos”, cita.

A secretaria pontua que o Censo 2010, informação mais recente sobre o assunto, trouxe dados preocupantes em Toledo. A pesquisa apontou em torno de 1.200 casos de trabalho infantil evidenciado. Atualmente, a secretária relata que 30 casos estão sendo acompanhados nos dois Creas.

Todas as ações realizadas no município atuam para reduzir os casos de trabalho infantil. Marisa Cardoso lembra que ainda existem algumas situações principalmente na área rural. A equipe de profissionais também tem orientado pais e mães com informações sobre o que é trabalho infantil, o que são classificadas como atividades rotineiras, aquelas em que a criança pode fazer como guardar pertences, pequenas tarefas domésticas realizadas sob a supervisão de um adulto, entre outras.

 

PREJUÍZOS - Uma criança que é submetida ao trabalho perde a oportunidade de estudar, brincar, socializar com outras crianças da mesma idade e ainda corre os perigos de um ambiente de trabalho. Os riscos podem trazer danos irreversíveis como cortes, machucados, quebraduras, perigos de choque elétricos e outras situações porque ela não tem maturidade suficiente para determinadas atividades ou para arcar com responsabilidades que seriam de um adulto.