Toledo

Transportes e alimentação impulsionam IPCA de outubro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou em 0,45% em outubro. O estudo mede a inflação oficial do país. Os principais responsáveis foram os gastos com transportes (0,92%) - puxados principalmente pelos combustíveis (2,44%) - e alimentação e bebidas (0,59%). Foi a maior taxa para o mês desde outubro de 2015 (0,82%).

“Nos combustíveis, o etanol registrou o maior aumento de preço, ele chegou a 4,52%. Na sequência vieram o óleo diesel com 2,45%, a gasolina com 2,18% e o gás veicular com 2,45%. Essa cadeia puxou os índices que ainda foram menores do que os registrados no mês anterior”, explica a economista Kelen Camargo.

A profissional pontua que mesmo que a pessoas busquem economizar, ao adotar medidas como utilizar outro meio de locomoção, apliquem o esquema de carona ou evitem fazer passeios mais longe, existem situações em que ‘encher o tanque’ é inevitável. “O reflexo do aumento também está dentro das famílias que possuem apenas um carro, por exemplo, e isso ajuda a impactar nos casos de maior consumo e proporção”.

 

ALIMENTOS

Em relação aos alimentos e bebidas, o índice apontou alta de 0,59%. “O alimento que continua no topo da lista é o tomate. Ele chegou a 51,27%. Depois tivemos a batata-inglesa com 13,67%, o frango inteiro com 1,95% e por último as carnes com 0,57%. Quando o assunto é alimento envolve fatores externos inevitáveis, como as condições climáticas e até mesmo pestes, que refletem nos preços por longas datas até que a situação se normalize”, relata.