Toledo

Vazio sanitário: Adapar fiscaliza situações de soja nas lavouras

No dia 10 de junho iniciou o período em que nenhum pé vivo de soja pode estar nas lavouras do Paraná. É o chamado vazio sanitário que se estende pelo período de 60 dias. A iniciativa tem por objetivo controlar a doença conhecida como ferrugem asiática da soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi. Sem a planta viva nas lavouras, há uma quebra do ciclo de reprodução deste fungo e assim, evita-se o aparecimento precoce da ferrugem durante a safra.

Para que a determinação seja cumprida, a fiscalização da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Adapar) atua nas áreas rurais. A partir da data inicial o órgão fiscalizador já pode iniciar os trabalhos e autuar o infrator responsável pela área onde a soja verde for encontrada.

Conforme o fiscal da Adapar de Cascavel Nei Omar Heiden, os trabalhos de fiscalização ocorrem de acordo com o previsto. “Os produtores já têm conhecimento da importância em seguir as restrições deste período. Fica o alerta para quem plantou soja safrinha, pois, depois da colheita a atenção se volta para os grãos remanescentes que possam brotar. Tudo deve ser eliminado e o responsável pela área será responsabilizado se alguma planta de soja nascer”.

Heiden declara que as equipes das regionais estão focadas nesse trabalho e fiscalizam também os trechos as margens das rodovias. “Até o momento não encontramos nenhuma irregularidade. As fortes geadas também pode ter impactado nos casos de plantas vivas”, relata o fiscal.

 

AUTUAÇÃO - O processo administrativo é organizado no escritório regional da Seab e encaminhado a Curitiba. Na capital acontece o julgamento. Nesta etapa alguns fatores serão considerados como a reincidência, o tamanho da área, se dificultou a destruição da planta, entre outros.