Programas de segurança alimentar são reforçados em ano de pandemia

A segurança alimentar e nutricional da população paranaense, particularmente a mais vulnerável, permanece na mira do Governo do Estado desde o início da decretação da pandemia mundial, em razão do novo coronavírus. Nenhum dos programas de distribuição de alimentos foi suspenso em 2020. Pelo contrário, outros foram criados.

“O Estado possui vários arranjos que garantem atenção qualificada para quem é vulnerável e precisa da ajuda pública, afinal esse público é destinatário da ação prioritária de um governo”, afirma o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. “Isso possibilitou que, na outra ponta, os produtores, sobretudo familiares, não tivessem descontinuidade na produção e no recebimento de renda.”

A merenda escolar continuou chegando às crianças, mesmo com a interrupção das aulas presenciais. O investimento estadual de R$ 176 milhões, dos quais R$ 90 milhões para compras da agricultura familiar, não parou.

Também foram atendidas diariamente 112 mil crianças, entre seis meses e três anos de idade, com um litro de leite no Programa Leite das Crianças. Na outra ponta, 5,2 mil produtores de 42 pequenos laticínios tiveram a garantia do trabalho e da renda.

COMIDA BOA – O Estado implantou os programas Cartão Comida Boa e Compra Direta Paraná. O primeiro foi uma ajuda emergencial criada em abril, que contou com parceria dos municípios e de entidades, como igrejas, que auxiliaram na distribuição, e de estabelecimentos do comércio que atenderam esse público.

Foram concedidas três parcelas mensais de R$ 50,00 para pessoas economicamente vulneráveis adquirirem gêneros alimentícios em estabelecimentos comerciais, que também puderam garantir renda no momento em que, seguindo a orientação sanitária, a população permanecia em casa.

Nesse período foram movimentados, apenas por esse instrumento, R$ 113 milhões na economia paranaense, fruto de aproximadamente 2,7 milhões de transações de compras em cerca de 6 mil comércios cadastrados. O programa distribuiu 794 mil cartões a moradores dos 399 municípios paranaenses. Os recursos investidos foram do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza.

COMPRA DIRETA – O Compra Direta iniciou no final de junho a entrega de alimentos a mais de 900 entidades sociais, hospitais filantrópicos, unidades de acolhimento de crianças, idosos e pessoas vulneráveis, casas de passagem, restaurantes populares e cozinhas comunitárias, entre outras instituições. Os alimentos oriundos da agricultura familiar foram entregues diretamente nas unidades, onde aproximadamente 530 mil pessoas foram atendidas.

O Estado investiu R$ 20 milhões e, por edital de chamada pública, beneficiou 147 cooperativas e associações de pequenos produtores. Aproximadamente 12,5 mil agricultores familiares estiveram envolvidos no processo de produzir e entregar alimentos. O programa tem possibilidades de ser estendido além dos seis meses inicialmente previstos. “Vamos continuar nesse esforço de comprar comida e entregar”, disse Ortigara.

RESTAURANTES – Os Restaurantes Populares, administrados por prefeituras, mas, na maioria, construídos ou reformados com a ajuda do Estado, também não deixaram de atender, obedecendo todas as regras de segurança sanitária. Um deles, no bairro Cascavel Velho, em Cascavel, foi entregue no final de outubro, oferecendo 400 refeições por dia ao custo de R$ 3,00.

Outros 13 restaurantes e duas cozinhas sociais estão em obras construção, modernização ou reforma em andamento dentro do programa paranaense de apoio aos restaurantes populares. O investimento por parte do Governo do Estado soma cerca de R$ 14,7 milhões, com previsão de beneficiar de forma direta pelo menos 27,4 mil pessoas, que terão refeição saudável e preço acessível.

Da AEN

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