Mulheres se destacam no ‘2º time’ da disputa

O andar de baixo nas intenções de voto da lista de candidatos à Prefeitura paulistana é completado por seis nomes, dos quais três mulheres: Joice Hasselmann (PSL), Marina Helou (Rede) e Vera Lúcia (PSTU). Além delas, foram às ruas buscar votos Andrea Matarazzo (PSD), Orlando Silva (PCdoB), Antônio Carlos (PCO) e, pela 15.ª vez em uma disputa eleitoral, o “eterno” Levy Fidelix (PRTB).

Joice teve um início de campanha agitado. Eleita deputada federal em 2018 com mais de 1 milhão de votos, chegou a emplacar 3% nas pesquisas, mas perdeu fôlego. Um dos focos era reposicionar o PSL depois do rompimento da legenda com o Palácio do Planalto.

Marina Helou, da Rede, entrou na disputa sem tempo de TV, mas fazendo fé em seu sucesso nas redes sociais. Costuma estar cercada de aliados com idade igual ou menor que seus 33 anos. Filha da classe média alta de Pinheiros que se envolveu com os movimentos de renovação política enquanto estudava gestão pública, foi eleita deputada estadual, o que impulsionou a candidatura da Rede.

Vera Lúcia, já em sua 11.ª eleição, sempre pelo PSTU que ajudou a fundar – em 2018, foi candidata a presidente -, passou a maior parte da campanha em sua casa, no Ipiranga, diante do computador e com celular a tiracolo, falando mais da causa do que de programas concretos do partido.

Os três outros candidatos do grupo são figuras mais conhecidas. Andrea Matarazzo, pelo PSD, apostou em uma campanha tradicional, valorizando o corpo a corpo nas ruas e fazendo contato com líderes locais. O candidato que, se eleito, trabalharia em um prédio que leva seu próprio sobrenome, se valeu da agenda de contatos que construiu enquanto chefiou a zeladoria nas gestões José Serra e Gilberto Kassab.

Aos 49 anos, indicado pelo PCdoB para sua primeira disputa em São Paulo, Orlando Silva não se beneficiou de sua projeção em Brasília, onde foi ministro do Esporte dos governos Lula e Dilma. Partindo de 1% na campanha, não subiu nunca acima dessa marca. Sua campanha foi afetada pela covid-19, que infectou seu coordenador, a mulher dele e sete de seus auxiliares. “Suspendi a agenda, tirei o pé”, relatou depois. Ao final, admite que “se divertiu”.

Das 15 disputas eleitorais de sua história, Levy Fidelix viveu, em 2020, a mais frustrante de todas. Ele estava otimista em agosto, esperando o apoio do presidente Jair Bolsonaro por ter cedido seu principal “quadro”, Hamilton Mourão, para formar a chapa do PSL em 2018. O presidente o ignorou, primeiro dizendo que não entraria nestas eleições e, depois, apoiando Celso Russomanno. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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