Senador Flávio Arns participa de debate sobre os impactos da pandemia para a educação no Brasil e no mundo

O senador Flávio Arns (Podemos/PR) participou na manhã desta quinta-feira (03) de live promovida pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação. Junto com a relatora especial da ONU para o direito à Educação, Koumbou Boly Barry, a coordenadora-geral da Campanha, Andressa Pellanda, a professora da Faculdade de Educação da UNB e dirigente da Campanha, Catarina de Almeira Santos e o estatístico-chefe do DataSenado e coordenador-geral da Secretaria de Transparência do Senado, Marcos Ruben de Oliveira, eles debateram o impacto da pandemia de Covid-19 para a educação no Brasil e no mundo.

“O quadro da educação no Brasil é precário e em 2021 ainda teremos reflexos da pandemia, principalmente para a educação básica, com a diminuição de recursos. Temos que lembrar que a educação é que oferece sustentação ao desenvolvimento econômico do país”, destacou Flávio Arns.

O senador também ressaltou que a suspensão das aulas mostrou a grande desigualdade existente, pois os alunos da rede pública de ensino foram os mais afetados, pois nem todos tem acesso à internet. “Lembro, quando falamos da internet, que ela auxilia no processo educacional, mas não substitui a presença nas escolas”.

Arns enfatizou durante a live “que não está se direcionando o Brasil no rumo certo, a começar pelos financiamentos e investimentos na área”.

Boly Barry concordou com o senador Flávio Arns que é preciso lutar pelo direito à educação e pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). “Atrás das instituições, existem as pessoas que trabalham, que fazem acontecer”, disse a idealizadora do “Relatório sobre o impacto da pandemia no direito à educação”.

Boly lembrou que educação tem que ser prioridade em cenários de crise e, assim, como disse o senador Arns, é preciso recurso público para a educação. “A educação é o vetor de desenvolvimento social e econômico, é preciso escutar os atores, que são os professores, alunos, pais de alunos”.

Tanto a relatora especial da ONU, como o senador Arns, concordam que é preciso diálogo com todos os setores da sociedade, para que se alcance soluções viáveis. “A educação não é uma ciência e exige conversas, consensos e convergências”, explicou o parlamentar.

DataSenado – A pesquisa do Instituto DataSenado ouviu os brasileiros sobre a educação durante a pandemia e os resultados foram preocupantes. Eles apontam que cerca de 20 milhões de estudantes não tiveram aula no mês de julho de 2020 (período da realização da pesquisa). Além disso, a maioria dos pais, cujos filhos tiveram aulas remotas, acham que a qualidade do ensino diminuiu.

A pesquisa do DataSenado também aponta que os quase 56 milhões de alunos matriculados na educação básica e superior no Brasil, 35% (19,5 milhões) tiveram as aulas suspensas devido à pandemia de covid-19, enquanto que 58% (32,4 milhões) passaram a ter aulas remotas. Na rede pública, 26% dos alunos que estão tendo aulas online não possuem acesso à internet.

“A educação foi fortemente afetada pela pandemia e não podemos, de forma alguma, nos omitir diante das soluções possíveis para minimizar esse cenário”, finalizou Arns.

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