Editorial
Alternativa ao caos

O caminho da reeducação e da reinserção social de detentos e de egressos do sistema penitenciário é árduo. Há muitos personagens e instituições envolvidos que oferecem oportunidade ao indivíduo de refletir sobre o delito cometido para que haja uma mudança de comportamento. Um deles é o Programa Patronato.
Em tempos de presídios e cadeias superlotados, o papel desse programa ganha ainda mais importância como alternativa de amenização do caos penitenciário, afinal, o Programa Patronato é uma instituição indispensável ao exercício efetivo da execução penal, que tem como função prestar assistência jurídica integral e gratuita aos presos e egressos.
Mas no papel, todas essas palavras são lindas. No entanto, o próprio Patronato encontra dificuldade. Em Toledo, as atividades tiveram início há seis anos como um projeto de extensão da Universidade Estadual do Oeste do Paraná. No entanto, nos últimos dois anos, o Patronato tem enfrentado diversas dificuldades para manter os atendimentos.
O JORNAL DO OESTE acompanha todo esse processo desde o início e, por diversas vezes, como é o caso desta edição, divulgou como o trabalho tem se desenvolvido. Infelizmente, o Patronato tem esbarrado na falta de recursos. Problemas de ordem estrutural também refletem no bom desenvolvimento das atividades.
Essas dificuldades precisam ser sanadas para que a atuação do Patronato se dê de forma íntegra, pois essa instituição oferece atendimento jurídico, pedagógico, psicológico e social aos egressos do sistema prisional. Também permite o acesso à justiça, na fase da execução penal, inclusive, momento em que muitos apenados e egressos do sistema prisional encontram-se desassistidos de advogado.
Como é reiterado na reportagem de hoje a melhoria é uma busca constante, tendo como principal foco a humanização do atendimento, a fiscalização contínua e a disponibilidade de atividades complementares para assistidos e familiares. Esse é um programa que vai além de ser uma alternativa ao caos. Ele é uma esperança não só para os atendidos, mas para toda a sociedade.