Editorial
Dia da Liberdade de Imprensa

Nesta sexta-feira, 7 de junho, comemorou-se o Dia da Liberdade de Imprensa. Para quem não é dos meios de comunicação, talvez a data passe em branco, afinal, para que diabos serve isso? Pois é, mas é justamente graças à Liberdade de Imprensa que se tem a liberdade de expressão, mesmo para expressar ideias pouco ortodoxas, como se percebeu nas recentes manifestações em universidades estaduais Brasil afora, onde homens e mulheres sem roupa alguma protestavam contra o contingenciamento de recursos proposto pelo Governo Federal.

Livre expressão que também se presenciou nas passeatas em favor do presidente Jair Bolsonaro, assim como também defende a liberdade do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, condenado e ainda réu em outros processos. Liberdade de expressão de quem critica a imprensa, rasga jornal na praça ou ataca jornalistas no exercício da profissão. Uma liberdade que permite a prática de, nas redes sociais, desfiar um rosário de impropérios a quem não pensa de maneira igual ou então faz algum comentário “indevido”.

No Brasil essa liberdade de imprensa vem sendo testada à exaustão nos últimos anos, seja com ameaças contra jornalistas, atentados contra empresas de comunicação ou até mesmo em decisões como do Supremo Tribunal Federal de retirar sites do ar ou então de não se exigir mais a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Felizmente essas tentativas apenas reforçam a importância de se ter uma imprensa livre e forte, apesar de suas falhas, apesar de suas limitações.

Também é importante ressaltar que, mesmo com tantos ataques, ainda assim a imprensa segue exercendo seu papel de fiscalizador social com mais acertos que erros e isso é graças ao amadurecimento da democracia tupiniquim. Não fosse assim certamente o Brasil já teria se transformado numa Venezuela onde apenas ‘sobrevivem’ os veículos de imprensa atrelados ao governo.

Esta é uma data para comemorar, mas também para refletir, afinal, o Brasil é considerado um dos países mais perigosos para o trabalho jornalístico, ficando à frente até mesmo de regiões em guerra. Para refletir!