Editorial
Mais que uma vírgula

Assim que começamos a aprender a gramática, aprendemos a importância do uso da vírgula. Regras simples que fazem toda a diferença como não separar sujeito de verbo, como usar a vírgula para separar o aposto e o vocativo do resto da oração. Porém, a língua portuguesa, para muitas pessoas, é traiçoeira.

Nós, do JORNAL DO OESTE, trabalhamos diariamente com ela. Vivemos da escrita, mesmo assim, por diversas vezes temos que recorrer ao livro de regras gramaticais, ao VOLP, ao manual das novas regras ortográficas. A língua portuguesa não é simples.  

Alguns têm mais facilidade. Outros, não. Mas o fato é que sempre estamos procurando o nosso melhor. O JORNAL DO OESTE ao longo de todos esses anos procura a sua melhor versão. Há quem diga que jornalista não precisa saber escrever, que ele precisa ter outras qualidades como uma boa apuração, um tino investigativo, ser curioso. 

Na verdade, jornalista precisa de tudo isso e, ainda mais, de agilidade. Em um jornal diário, precisa escrever rápido, pensar rápido, agir rápido. Às vezes, nessa enxurrada, acaba perdendo uma letra, digitando um “s” a mais, esquecendo-se de um “que”. Se isso passa batido, o que se dirá da “bendita” vírgula? Ela é um calo em muitos sapatos.

Mas, especialmente, hoje, as vírgulas, os verbos e os complementos estão bem colocados e o JORNAL DO OESTE comprova que jornalista precisa saber escrever, averiguar fatos, pesquisar dados e, principalmente, precisa cumprir com o seu papel: contar histórias e atingir os corações dos leitores.

Hoje, o trabalho da jornalista Angélica Maria é reconhecido, em Curitiba. Ela é uma das finalistas do Prêmio Ocepar de Jornalismo. Durante semanas, a profissional dedicou-se em cumprir com o tema proposto “No campo ou na cidade somos o cooperativismo no Paraná” e buscar as melhores palavras para descrever o trabalho intitulado “Cooperativas ditam o tom e assistência técnica cria a sintonia com cooperados”.

É um reconhecimento não só do trabalho da profissional, mas de toda a equipe do JORNAL DO OESTE, pois um jornal não se faz sozinho. Há uma estrutura de pessoal que se dedica, incansavelmente, para que todos os dias o periódico chegue a você leitor com qualidade e com o respeito à informação e ao nosso público. Se muitas vezes cometemos equívocos, hoje é um dia para lembrarmos e comemorarmos os nossos acertos.