Mauro Picini
Mauro Picini Moda & Estilo 04/06/19

Aquecedores a gás são campeões em economia e conforto no inverno, mas precisam de manutenção e cuidados especiais

Com a chegada da época mais fria do ano, especialistas orientam sobre como ter uma ducha quente, econômica e principalmente segura

Tomar um banho quentinho no inverno, preocupado se o “disjuntor vai cair” ou abrir o registro do chuveiro o mínimo possível para ter a temperatura quente no chuveiro no ponto exato. Quem nunca passou por isso? Embora o uso do aquecedor a gás em casa evite todos esses transtornos, a vontade de relaxar debaixo d’água e ‘esquecer a vida’ não pode ser maior do que a atenção dedicada ao equipamento.

A manutenção dos aquecedores a gás é fundamental para evitar acidentes como o que aconteceu na semana passada em Santiago no Chile, quando uma família brasileira perdeu a vida num apartamento alugado. Segundo as autoridades chilenas, a causa mais provável das seis mortes teria sido a inalação de monóxido de carbono (CO), gás utilizado como força motora de alguns aparelhos domésticos como aquecedores a combustível.

O especialista e inspetor do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea PR) Regional Cascavel, Roberson Parizotto, explica que quando há alguma falha na combustão o aquecedor pode liberar monóxido de carbono, que dependendo da quantidade inalada chega a causar a chamada ‘morte branca’.  “A chama deve ser preponderantemente azul e transparente, sem a excessiva formação de pontas amareladas. Caso esteja amarela é sinal de que a regulagem não está correta, a combustão não está sendo completa e está produzindo o monóxido de carbono”, orienta. No período de inverno os acidentes aumentam. “Esta é a época do ano em que ocorrem mais acidentes, pois é quando se usam mais os equipamentos, às vezes sem a manutenção adequada”, alerta.

Entre os sintomas da asfixia por CO estão: dores de cabeça, sonolência, confusão mental, arritmias, turvação visual, fraqueza, tontura, dores abdominais e no peito, e vômito.

Em casos como o ocorrido na tragédia no Chile, a primeira medida seria a abertura de portas e janelas para permitir a circulação do ar. Por isso, a recomendação é que aquecedores a gás sejam posicionados em áreas de serviço, justamente para evitar problemas em ambientes fechados. Outra orientação do especialista é que proprietários de aquecedores mais antigos fiquem atentos com relação à chama piloto, que deve estar sempre acesa.

 

Cuidados desde a compra

Ficar de olho na chama é uma dica de segurança essencial, mas não a única. Segundo Parizotto, os cuidados começam já na compra do aparelho, garantindo mais segurança e – como bônus – uma boa economia. “É importante ter conhecimento daquilo que realmente se precisa”, frisa.

O Engenheiro diz que o consumidor deve escolher o modelo mais adequado às suas necessidades levando em consideração a capacidade e a vazão do equipamento, a tubulação instalada no imóvel e até o posicionamento do cômodo onde ficará o aquecedor. “Quanto maior a distância do aquecedor até o local do consumo (como o chuveiro, torneiras), maior será a perda de temperatura. De repente é até necessário pressurizar a rede hidráulica. Deve-se observar, também, se a ventilação é adequada, se existem dutos para a saída de ar, sem fechar as aberturas existentes, pois o queimador consome oxigênio do ambiente durante a combustão”, ressalta Parizotto.

Hoje no mercado existem diversas marcas de aparelhos, mas na hora da compra é preciso muita atenção pois “o barato pode sair caro”, alerta o Engenheiro. Neste momento é que entra o profissional habilitado pelo Crea PR, que pode ser um Engenheiro Mecânico ou profissional qualificado sob a supervisão de um profissional habilitado”, explica citando a NBR 13103:2013, NBR 15923 e NBR15526. “Este profissional habilitado no Crea PR dará suporte em caso de qualquer problema. Não há espaço para descuidar quando se fala em segurança. A instalação e/ou manutenção incorreta pode colocar em risco a vida de familiares e outros moradores.”

Parizotto lembra ainda que o consumidor deve procurar empresas cadastradas junto ao Crea PR, tanto no momento da compra e instalação, como na hora de se fazer a manutenção dos aparelhos. Ele pontua que o intervalo recomendado entre as revisões periódicas é, geralmente, de seis meses. “O profissional irá checar o equipamento, os dutos, a chaminé, os bicos de entrada de água e gás, a pressão, se os queimadores estão ok”, complementa.

 

Atenção adicional

Se no dia a dia o cuidado deve ser constante com aquecedores a gás, nas férias, por exemplo, não pode ser diferente. O Engenheiro lembra que antes de sair de casa é preciso fechar os registros para evitar possíveis vazamentos.

Além do equipamento a gás, algumas empresas também oferecem aquecedores de água totalmente elétricos, geralmente usados em torneiras, já que olhar para a pia cheia de louça, em pleno inverno, não é nada animador. Neste caso, assim como para os aparelhos portáteis que esquentam pequenos ambientes, Parizotto diz que é preciso checar a voltagem e a potência e saber se a fiação do imóvel suporta a utilização. O consumidor deve procurar auxílio de um Engenheiro Eletricista que poderá fornecer todas as informações para um uso seguro.

Outra dica é não utilizar fornalhas e fornos de cozinha para esquentar o ambiente. “Isso é muito perigoso”, ressalta Parizotto. Também é preciso estar atento à vida útil do equipamento. “Caso esteja comprometida, é aconselhável a substituição”.

 

Economia: conforto no banho e no bolso

Aquecedores a gás são garantia de um banho quentinho e com água à vontade. E como se isso já não fosse bom o bastante, os aparelhos também são mais econômicos que um chuveiro elétrico, como afirma o Engenheiro da Compagás - Companhia Paranaense de Gás, Alexandre Gonçalves. Ele destaca que, com o gás natural, a economia fica em 44% e no caso do GLP (que é o gás de cozinha), aproximadamente 15%. “Se você comparar uma qualidade de banho igual, com mesma vazão de água a 35 graus, o custo deste banho com gás é bem menor”, esclarece.

Não significa, porém, que dá para ignorar o relógio e esbanjar. Isto porque, no inverno, o consumo de gás para aquecer a mesma quantidade de água é maior. “No verão, não é difícil que água fique a 25 graus na temperatura ambiente, ou seja: para chegar aos 35 graus do banho, você vai ter que aquecer 10 graus, mas no inverno, a água na temperatura ambiente vem a 10 graus, então você vai ter que aquecer mais para chegar aos 35 graus e isso requer mais energia. Por isso, estimamos que, nesta época do ano o consumo aumente 30%”, completa.

 

Sobre o Crea-PR

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR), criado no ano de 1934, é uma autarquia responsável pela regulamentação e fiscalização dos profissionais da empresa das áreas da engenharia, agronomias e geociências. Além de regulamentar e fiscalizar, o Crea-PR também promove ações de atualização e valorização profissional por meio de termos de fomentos disponibilizados via Editais de Chamamento.

 

Workshop aborda sobre importância da integridade empresarial

Diego Bonaldo

Encerrando a programação realizada no Mês da Indústria, foi realizado o workshop com o tema “Ferramentas de compliance, códigos de conduta e canais de denúncia”, na noite de quarta-feira (29). A iniciativa foi promovida pela Associação Comercial e Empresarial de Toledo (Acit), em parceria com o Senai.

Na abertura, o diretor de Indústria da Acit, Diego Bonaldo, e a gerente da Unidade Sesi/Senai de Toledo, Eliane Ritter, destacaram a importância do evento, que vem sendo trabalhado em inúmeras cidades do estado desde o ano passado, pelo Sistema Fiep, com apoio do CIFAL Curitiba e o Unitar, organismos das Nações Unidas.

O workshop foi conduzido pelo consultor Joel Luiz Deringue, que há mais de 10 anos atua na área financeira e contábil, focado em gestão de riscos, controles internos, governança corporativa e compliance, em empresas dos ramos industrial e de serviço, entre elas, Votorantim, BRF, Fiat Powertrain, e atualmente, no Sistema Fiep.

A proposta foi promover reflexões sobre combate à corrupção, compliance, integridade, transparência, códigos de conduta, entre outras medidas que as organizações e empresas devem adotar para ter um ambiente íntegro, seja ele corporativo e pessoal.

Desde 2013, com a promulgação da Lei Anticorrupção Empresarial, programas de compliance passaram a fazer parte da rotina de muitas companhias brasileiras. O tema que ganhou ainda mais visibilidade após as investigações da operação Lava Jato, revelarem o envolvimento de diversas empresas em esquemas de corrupção, que resultaram, inclusive, na prisão de altos executivos.

Segundo Joel Deringue, a adoção de programas de integridade - que preveem algumas defesas internas, estão se consolidando como prática nas mais diversas organizações. “Parece moda, mas é algo que veio para ficar. As empresas de modo geral, não só multinacionais brasileiras e independentemente do porte, precisam se adaptar a esses temas para que continuem sendo competitivas e consigam permanecer no mercado”, ressalta.

 

Avaliação

Inúmeras atividades movimentaram o setor industrial durante este mês, em razão da comemoração do Dia Nacional da Indústria, no dia 25. As ações foram promovidas em parceria entre Acit, por meio da Diretoria de Indústria, Sebrae, Senai e campus local da PUCPR.

Para o diretor de Indústria da Acit, Diego Bonaldo, as ações vão ao encontro do papel da entidade é auxiliar no desenvolvimento das empresas associadas, visando representar e fortalecer o setor industrial de Toledo, estimular o desenvolvimento local e regional. “Em busca de melhorias constantes, a Acit, juntamente com seus parceiros, possibilitou a realização de palestras de alto nível, a missão técnica a São Paulo, para oportunizar experiências e agregar conhecimento que auxiliem os empresários na adaptação ao cenário econômico e buscar alternativas para seus negócios”, explica o diretor.

 

Estreia com sucesso...

O comunicador Parangolé (RICTV) ampliou sua presença nos meios de comunicação. Ontem ele estreiou na Rádio União (AM 900) com o programa “Show do Parangolé no Rádio”, que irá ao ar de segunda a sexta-feira, das 15h30 às 16h30. O programa contém muito entretenimento, diversão, piadas, fofocas, participação do ouvinte e sorteio de prêmios, entre outras atrações bem no estilo Parangolé de ser. Imperdível! Vale acompanhar. Te desejo muito sucesso amigo....Conte aqui com a equipe do Jornal do Oeste.

 

O que o Brasil pode ser

*J.A.Puppio é engenheiro, empresário e autor do Livro “Impossível é o que não se tentou”

A demanda mundial por produtos do agro, sejam alimentos, fibras ou bioenergia ainda vai crescer e são poucos países no mundo serão capazes de atender esse crescimento.

O principal deles certamente é o Brasil, mas para isto precisamos de um novo sistema político baseado em homens com ideais diferentes do passado, onde imperava o toma lá dá cá, ou seja, uma política de votos em troca de favores ou cargos políticos ou qualquer tipo de benesse.

Com a revolução chegando ao campo, o país deverá entrar nesse ambiente da quarta revolução industrial, chegando a nossa oportunidade de assistirmos uma nova onda de crescimento, onde teremos um salto na gestão da produção rural.

A expansão acelerada de tecnologias disruptivas nos países avançados questiona os modelos de produção e serviços construídos pela indústria do século xx, gera mudanças no comportamento dos mercados consumidores e aponta para mudanças econômicas e sociais profundas, incluindo a atividade no campo e a produção de alimentos.

A digitalização, a conectividade e automação acelerada desarticulam indústrias e alteram os padrões de competitividade. Para o Brasil, a diferença entre ser competitivo e permanecer no atraso depende da capacidade de aproveitar as oportunidades abertas pelo ciclo atual.

Se os políticos faltarem, estaremos perdendo mais uma oportunidade de chegar ao nosso futuro. Temos que ficar atentos, uma vez que no nosso país existem no Brasil fazendas de proporções gigantescas, o agronegócio é pauta de discussão obrigatória e, sobretudo, urgente, entre todos os atores envolvidos com o tema. O agronegócio é responsável por 33% do PIB e por 42% das exportações totais do Brasil, gerando cerca de 37% dos empregos em todo o território nacional.

Tendências tecnológicas da agricultura  4.0, máquinas autônomas, inteligência artificial, big data e blockchain, fazem parte da  nossa produção agrícola, que vem alcançando altos índices de produtividade.

Há cerca de uma década, o agronegócio brasileiro tem se consolidado como o principal setor que sustenta a economia do país. A produção brasileira de grãos do período 2018/2019, segundo o 5º levantamento realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgado no dia 12 de fevereiro, deve alcançar 234,1 milhões de toneladas. Se comparado com a safra passada, o crescimento deverá ser de 6,5 milhões de t, o que representa volume 2,8% superior.  Houve incremento de 910,5 mil hectares na área plantada ou 1,5% a mais em relação à safra 2017/18, elevando o total para 62,6 milhões de hectares.

A nossa conclusão é que o Brasil tem tudo para deslanchar, especialmente no agronegócio e que o debate político ganharia muito se deixassem de ideologias do passado para nos concentrarmos nas exigências e oportunidades do nosso século.

*José Antonio Puppio

 

“Tenho uma ferramenta poderosa para dissipar ideias”, afirma Fernanda Lima à GQ

Apresentadora aparece ao lado do marido, Rodrigo Hilbert, em um ensaio clicado em Nova York, nos EUA; edição bimestral chega às bancas no dia 3 de junho

Rodrigo Hilbert à GQ de junho: “Podemos ajudar em tudo, inclusive em política”

Apresentador aparece ao lado da mulher, Fernanda Lima, em um ensaio clicado em Nova York, nos EUA; edição bimestral chega às bancas no dia 3 de junho

Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert estampam a capa da revista GQ Brasil de junho e julho. Grávidos de uma menina, o casal – que está junto há cerca de 15 anos e descobriu a gravidez logo após esse ensaio – foi submetido a algumas perguntas no estilo “Amor e Sexo”, programa de Fernanda na TV Globo. Eles versam sobre o aumento da família, os desafios de criar uma mulher independente e dois homens descontruídos, além dos motivos que os levaram a viver uma temporada em Los Angeles, nos Estados Unidos. Na entrevista, refletem se são bons pais na revista que chega às bancas na próxima segunda-feira (03.06).

Pais dos gêmeos João e Francisco, de 11 anos, eles criam os garotos para entender igualdade de gênero e querem que a pequena cresça livres de preconceitos. “Quero que minha filha entenda que é livre nos pensamentos, desejos e escolhas como, de alguma maneira, também fui educada. (...) Quando a gente fala de feminismo e de luta por igualdade, não é exatamente de mim que o feminismo está falando, mas de outras mulheres que passam mais dificuldades, pelas condições que vivem, pela cor da pele que têm”, complementa.

“Tenho um microfone nas mãos, uma ferramenta poderosa para dissipar ideias e aumentar a autoestima das pessoas. Quero fazer com que elas se divirtam e tomem consciência de quem são”, garante Fernanda. E Hilbert continua: “Nós somos pessoas públicas, podemos ajudar em tudo, inclusive em política. Vamos voltar e batalhar para termos um país melhor para todos”. Ambos voltam a morar no Brasil depois das férias escolares das crianças, no segundo semestre.

Nesse período, experimentaram uma vida no anonimato e agora fazem uma análise sobre a certeza de que são bons pais. “Me sinto mais seguro. Me vejo aprendendo muito com os meninos e comigo mesmo. Tenho mais paciência, escuto cada vez mais as crianças. Isto é um mérito da Fernanda”, relata Rodrigo. “Cada manhã, a gente é diferente. Depois de 11 anos, passei a enxergar muita coisa, valorizar, estudar. Venho com uma bagagem melhor. Mas é difícil botar um filho no mundo”, completa Fernanda. A revista chega às bancas no dia 3 de junho. Para mais e acompanhar essa e outras entrevistas exclusivas, acesse: gq.globo.com/.

 

CAPA

Edição 96 – Junho e Julho de 2019

Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert vestem Hugo Boss

Texto: Ademir Correa

Fotos: Henrique Gendre

Styling: Juliana Gimenez

 

OUTROS ASSUNTOS

Nessa edição impressa, bimestral (junho e julho de 2019), a publicação entrevista Rodolfo De Santis, que apresenta seus novos três restaurantes para este ano, em GOSTO, e o fervor dos chás fit. Por exemplo, a Desinchá, dos jovens mineiros Eduardo Vanzak, de 26 anos, e Lohran Schmidt, de 25, já chegou a faturar 140 mil reais em um único dia. Para renovar o visual sportswear, a revista traz um especial de looks comfy para viagem, além de um ensaio de moda inspirado em itens do surfe, hiking e escaladas em ESTILO. Um especial de Relógios mostra os símbolos de estilo e funções além da tela do celular. Em VIVER BEM, a publicação afirma que os 40 anos não são apenas os novos 20 ou 30, são também a chance de repensar a forma como você faz sexo. Por fim, a revista também fala da revolução do turismo vivencial no Brasil, em como experiências regionais e pequenas pousadas têm feito a ec onomia girar.

 

Sobre a GQ

Lançada em 1957 nos Estados Unidos e presente em 18 países, a GQ se consolidou como o guia essencial de estilo, cultura e lifestyle do homem brasileiro sofisticado, oferecendo o melhor do universo masculino na revista mensal, tablet, site e aplicativos para smartphone. Desde seu lançamento no Brasil, em 2011, a GQ é a publicação masculina com o maior número de anunciantes de relógios no país, ganhando inclusive especiais com o tema na revista. O Prêmio GQ Men Of The Year, cerimônia de premiação das personalidades masculinas (e uma mulher) que mais se destacaram no ano, celebrou em 2017, sua sétima edição. GQ foi eleita por três vezes a melhor revista masculina do Brasil pelo Prêmio Veículos de Comunicação. A revista tem circulação de mais de 15 mil exemplares.