Mauro Picini
Mauro Picini Sociedade + Saúde 03/07/19

As sacolas plásticas e o início de um novo tempo

Desde o último dia 26 de junho, partir desta quarta-feira (26), os estabelecimentos do Estado do Rio de Janeiro estão proibidos de oferecer sacos ou sacolas plásticas descartáveis aos seus clientes, devido a aprovação da Lei 8.006/2018. Na mesma semana, a cidade de São Paulo (SP) sancionou um projeto de lei municipal para a proibição do fornecimento de canudos plásticos na cidade. Seguindo esse ritmo, logo medidas semelhantes estarão presentes em todo Brasil.

E agora, o que podemos fazer? Muitos de nós passamos a vida inteira usando copos e canudos plásticos em festas, restaurantes e escritórios, e sacolas plásticas para as compras. Essas mudanças são reflexo de um tema importante e discutido há muito tempo. Os impactos que causamos ao meio ambiente precisa ser repensado urgentemente. Economia circular, negócios de impacto, sustentabilidade, economia de baixo carbono, empreendedorismo social, indústria 4.0... Com a definição de um novo marco legal e diante de tantos temas relevantes, fica evidente que estamos vivenciando momentos de grande transformação. Uma verdadeira disruptura.

Como consumidores e cidadãos, sabemos da importância de consumir de forma consciente, priorizando produtos e serviços que minimizem os impactos negativos ao capital natural e à biodiversidade, ao mesmo tempo em que respeitem os direitos humanos e as relações sociais e trabalhistas. Isso tudo, sem deixar de lado a viabilidade econômica, aspecto igualmente importante para o equilíbrio e o desenvolvimento sustentável. Mas como sociedade, precisamos também assumir o compromisso de produzir de forma responsável. Em outras palavras: a conscientização sobre as responsabilidades na atuação de cada organização, instituição e indivíduo.

As sacolas e os canudos plásticos são a ponta do iceberg, quase como um chavão, pois representam apenas uma tímida parcela da quantidade de plástico e de matérias-primas de origem fóssil (como petróleo) que consumimos. No entanto, muito maior do que o impacto na quantidade do plástico consumido, é o impacto na mudança de hábitos. E é justamente aí que reside a grande transformação, importante e urgente. Esta mudança ocorre mais lentamente do que a adaptação tecnológica, já que vivemos tempos de inovação acelerada, pois envolve questões culturais, econômicas, sociais, dentre tantas outras.

No caso dos canudos, por exemplo, foram adotadas inúmeras formas de conscientização da população sobre os perversos impactos do plástico sobre a vida marinha e a terrestre. Vídeos, postagens e campanhas diversas evidenciando a realidade com o engajamento de tantas pessoas famosas e não famosas, foram cruciais para desencadear o processo de revisão sobre a maneira como consumimos.

Apesar da dificuldade de se conscientizar uma população de que o novo modelo é melhor do que o modelo anterior, a mudança de hábitos passa a ser duradoura. “A mente que se expande a uma nova ideia, jamais retornará ao seu estado original”, Einstein declarou muito sabiamente.

Torçamos para que esta premissa possa valer também para tantos outros produtos e processos que precisamos rever. Embora recente e, talvez ainda pouco consolidado, dificilmente voltaremos a consumir canudos plásticos. O mesmo se aplica às sacolas plásticas. Elas são só o começo. E não tem mais volta.

*Por Mariana Schuchovski
*Mariana Schuchovski é Doutora em Engenharia Florestal, professora de Sustentabilidade no ISAE Escola de Negócios e fundadora da Verde Floresta – Sustentabilidade, Meio Ambiente e Florestas.

 

Óleo de Algodão é opção mais saudável para o preparo de frituras, massas e pães

Sina Cheff é uma linha de produtos para o mercado de Food Service que garante frituras mais sequinhas e alto rendimento

Presente nas principais padarias, confeitarias, restaurantes e atacados do país, a marca Sina Cheff conta com uma linha completa de produtos, como margarinas para Uso Geral e especiais para bolos, massas e cremes (BMC), para Folhados e Croissants (FC), além dos óleos, gorduras vegetais e ovos pasteurizados em embalagens Tetra Pak.

A preocupação é sempre colocar no mercado produtos que além de oferecerem alta qualidade, maior rendimento nas receitas e rentabilidade ao cliente, ofereçam também ingredientes cada vez mais saudáveis.

O Óleo de Algodão Sina Cheff é puro e indicado para frituras em geral (imersão e aspersão), massas e pães industriais e, além de ser uma opção mais saudável para o preparo das receitas, garante frituras mais crocantes e bonitas, alto rendimento e estabilidade no processo e maior resistência a altas temperaturas. O produto é encontrado no mercado em Pet de 6 litros .

Também temos nosso ÓLEO SINA CHEFF FRY base ALGODÃO, em balde de 14,5kg. Ele não é hidrogenado e é levemente pastoso, garantindo o não vazamento do produto.

E para conseguir os melhores resultados nas receitas, a marca Sina Cheff apresenta 10 dicas para uma boa fritura que vão ajudar, e muito, no dia a dia.

 

1. LIMPE A FRITADEIRA ANTES DE INCLUIR O ÓLEO

É necessário retirar os resíduos, filtrar ou descartar o óleo e lavar bem a fritadeira.

 

2. MANTENHA O ÓLEO NO NÍVEL INDICADO PELO FABRICANTE

Ao longo da fritura verifique se é necessário repor.

 

3. TEMPERATURA IDEAL PARA FRITURA ENTRE 180º e 190º

Utilize um termômetro para conferir a temperatura.

 

4. COLOQUE ATÉ 10% DE PRODUTO EM RELAÇÃO AO ÓLEO

Se a quantidade for maior, a temperatura do óleo pode diminuir e encharcar os Alimentos.

 

5. NUNCA APLIQUE SAL DURANTE A FRITURA

Sal e outros temperos oxidam o óleo da fritura.

 

6. RETIRE OS RESÍDUOS

Para não oxidar ou queimar o óleo ao longo da fritura, retire os resíduos com uma escumadeira.

 

7. FRITE ALIMENTOS BEM SECOS E SEM EXCESSO DE GELO

Eles ficarão mais crocantes e evitarão acidentes com respingos de óleo.

 

8. NÃO MISTURE PRODUTOS

Reponha sempre o óleo com o mesmo produto utilizado.

 

9. FILTRE O ÓLEO PERIODICAMENTE

Não manusear a fritadeira quente, filtre o óleo com filtro de papel ou pano limpo. Se não estiver utilizando, tampe a fritadeira.

 

10.  REPITA O PROCESSO

Para garantir os melhores resultados e qualidade dos produtos para as próximas frituras, siga as etapas novamente

Sina Cheff também incentiva o descarte consciente do óleo e alerta sobre a importância de não despejar o óleo na rede de esgoto. Os produtos Sina Cheff podem ser adquiridos por meio dos distribuidores, atacadistas e C&C.

 

SOBRE SINA

http://sina.ind.br/

@sina_industria

@sinacheff

O Grupo Sina iniciou suas atividades em 1980, é especializado no esmagamento de grãos e uma das maiores produtoras de seus derivados como óleos vegetais do Estado de São Paulo. Hoje está presente em diversos segmentos com forte atuação em todo o mercado nacional. São 4 fábricas que produzem insumos e produtos, como: farelos, lecitina, gorduras, óleos, margarinas, ovos industrializados, entre outros, destinados a diversos segmentos do mercado e atua em parceria com indústrias dos setores alimentício, têxtil, automotivo, farmacêutico e químico.

Sina criou a marca Sina Cheff focada no mercado de food service (padarias, confeitarias, restaurantes, Atacados, etc.) onde vem crescendo exponencialmente através de investimentos em novos produtos, produção, qualidade e distribuição. Hoje Sina Cheff é uma das marcas mais respeitadas graças a confiança e parceria com seus clientes e profissionais. A empresa investe constantemente em tecnologia, profissionais qualificados e infraestrutura, além de manter projetos de educação ambiental, incentivo ao esporte e prática de coleta seletiva em regiões que necessitam e nas comunidades onde as fábricas estão localizadas.

 

Como remunerar herdeiros em uma empresa familiar?

Uma questão que parece simples  e que, na verdade, é bastante complexa  é a remuneração dos familiares que trabalham nos negócios da família.

A remuneração não lida apenas com a questão dos salários mensais. Ela engloba benefícios, questões de igualdade e equidade e até os planos de aposentadoria dos familiares. 

Muitos pais querem ser justos. Dentro de seu padrão de Justiça acham que o correto é dar o mesmo salário para todos os filhos que trabalham na empresa. Normalmente, os futuros herdeiros exercem funções diferentes não tendo nem o mesmo nível de responsabilidade e nem de  autoridade em seus cargos. Um filho ou filha podem estar exercendo cargos em nível de chefia enquanto outros em nível de supervisão. Eles devem ganhar o mesmo? Para muitos pais sim, pois não querem implantar discórdia e ressentimento entre os filhos. Ao fazer isto, semeiam ressentimentos entre os  irmãos. Os irmãos que têm maiores responsabilidades não aceitarão que os demais, em cargos inferiores ganhem a mesma coisa. Pode até ser que, na presença dos pais, tudo pareça tranquilo, mas na realidade os conflitos neste cenário estão em formação.

Outra questão que surge é quanto os filhos devem receber mensalmente. Na teoria, muitos pais concordam que os filhos devem receber aquilo que o mercado remunera. Mas, na realidade, isto acontece muito raramente. Os filhos precisam receber mais, pois certamente têm um nível de gastos cujos salários não cobrem as despesas. Como remunerar então? Se o que recebem em folha for muito superior ao que os demais  funcionários da empresa do mesmo nível levam para casa, estará criado o ambiente para um clima negativo e desmotivante na equipe de trabalho. Admissível é o familiar ganhar um pouco mais. Isto se justifica por alguns fatores que serão aceitos pelos colegas de trabalho, como por exemplo: os familiares são mais comprometidos com os negócios da família; em épocas de crise os familiares se sujeitarão a fazer sacrifícios; familiares em geral não pensam em mudar de emprego e assim por diante. Mas tudo isto não quer dizer que o familiar deverá ganhar muito mais. Portanto as famílias precisam encontrar outros canais de remuneração para seus filhos, como direito a retiradas (antecipação da distribuição de lucros), remuneração por participarem no Conselho da Empresa ou mesadas que os pais queiram repassar aos filhos. Grande parte das famílias remunera de forma indireta seus herdeiros, como a compra de imóveis e veículos.

Outra questão a ser levantada se refere a pagamento de prêmios, bônus e outros benefícios. Cada família empresária tem sua maneira de gerenciar este tema. Para algumas famílias, os familiares não têm o direito a receber bônus ou premiações de qualquer espécie, já que são remunerados de outra forma. Para outros, os membros da família devem ter os mesmos direitos que os demais funcionários. O que é o certo ou o errado? O certo sempre é o que a família decide. 

Outro assunto é a aposentadoria. Quem pagará a aposentadoria dos fundadores da empresa que, em geral, reinvestiram todos seus vencimentos na empresa e não fizeram seu pé de meia? Para estes,  a empresa deveria pagar de forma vitalícia uma aposentadoria condizente com suas necessidades. Entretanto, da segunda geração em diante a aposentadoria deveria ser administrada de forma independente por cada familiar. Não faz sentido a empresa cuidar financeiramente de todos familiares até o resto de suas vidas.

A remuneração e os benefícios dentro de uma empresa familiar podem gerar sérios conflitos. Cabe às famílias empresárias aproveitar os momentos de  harmonia nos negócios para discutir todos estes pontos e estabelecer as regras de jogo para o momento atual e o futuro. As discussões deveriam seguir protocolos específicos, que são ferramentas simples mas poderosas dentro do contexto da boa governança corporativa. Bons protocolos mitigam conflitos futuros permitindo que a empresa familiar tenha reais chances de se perpetuar.

*Thomas Lanz
*Thomas Lanz é fundador da Thomas Lanz Consultores Associados, empresa especializada em governança corporativa, gestão de empresas médias e grandes no Brasil.