Mauro Picini
Mauro Picini Sociedade + Saúde 07/08/19

Sala de Aula: PRESENTE?

Acedriana Vicente Vogel é diretora pedagógica do Sistema Positivo de Ensino
Acedriana Vicente Vogel*

Além dos altos índices de evasão escolar no Ensino Médio brasileiro, há um outro fator a ser analisado que nem sempre aparece nas pesquisas, o número de alunos que estão somente fisicamente presentes em sala de aula, ‘cumprindo tabela’. Não é sem razão que professores, pais e alunos desejam uma remodelação no trabalho escolar na última etapa da educação básica no país.

Recentemente, a Talis (Teaching and Learning Internacional Survey – Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem, realizada pela OCDE a cada cinco anos) revelou pontos de atenção a respeito da aprendizagem e das condições de trabalho de professores e gestores de escolas em 48 países, entre eles o Brasil. Conforme os resultados da pesquisa, há uma forte relação entre o clima escolar e a qualidade da aprendizagem, e apontam-se as seguintes evidências no que se refere ao Brasil:

1.  O dobro de frequência na constatação de incidência de intimidações, bullying e ofensas verbais entre estudantes. Apesar de este tema ser amplamente discutido, ainda é preciso que todos no ambiente escolar entendam que o bullying não é aceitável e quando de fato for enfrentado, teremos condições de combatê-lo. Quando um aluno não se sente confortável e seguro na sua escola, com certeza não há condições de aprendizado.

2.  Há 34% a mais de relatos de professores em nosso país indicando a necessidade de acalmar os estudantes antes de iniciar as aulas, reduzindo ainda mais o tempo de trabalho pedagógico.

3. As metodologias ativas são menos usadas do que na média dos outros países, mesmo com 80% dos professores brasileiros estarem abertos a adotar práticas inovadoras.

4. 60% dos diretores brasileiros informaram que a qualidade da educação em suas escolas é prejudicada pela falta de professores qualificados, o dobro dos demais países pesquisados.

É notório que já avançamos pela força da lei com a inclusão de 1.200 horas para os itinerários formativos como um espaço de protagonismo para o estudante no Ensino Médio. Por outro lado, realizar esse plano será um grande desafio. Em diversas partes do mundo, oficinas de marcenaria, costura, gastronomia, mecânica e música dividem espaço na matriz com os componentes curriculares clássicos. Isso porque, para promover o engajamento e garantir aprendizagens que sustentam e ancoram o desenvolvimento cognitivo, essas oficinas são estratégicas. E, mais, oportunizam interações que qualificam a comunicação e desenvolvem a empatia, competências necessárias para dar respostas criativas aos problemas complexos que ainda não conhecemos, que emanam de uma sociedade em profunda mudança, cuja arquitetura do mundo do trabalho ainda está sendo desenhada. Muito pouco sabemos do que será exigido para operar nesse mundo que ainda desponta no horizonte, salvo o que chamamos de qualidades humanas – ainda escassa. Mas se conseguirmos tirar do papel o trabalho com as dez competências gerais da BNCC, já avançaremos a uma ressignificação da escola de educação básica no Brasil, construindo sentido para a sua existência. É uma chance ouvirmos nas chamadas diárias, da boca e do coração de cada estudante, PRESENTE!

 *Acedriana Vicente Vogel é diretora pedagógica do Sistema Positivo de Ensino

 

Nutricionista revela como a alimentação pode ajudar a combater a prisão de ventre

Segundo um amplo estudo da Federação Brasileira de Gastroenterologia, a prisão de ventre, também conhecida como intestino preso, é um sintoma presente na rotina de 20% da população brasileira, sendo pelo menos dois terços deste numerário mulheres, sendo então algo recorrente na vida de mais de 40 milhões de brasileiros.

O nutricionista especialista em ortomolecular, Dr. Leone Gonçalves, afirma que existem vários fatores que podem contribuir para o aparecimento destes sintomas: Fatores físicos, emocionais e culturais combinados ajudam a agravar as condições de manutenção da saúde intestinal. Má alimentação, sedentarismo, baixa ingestão de líquidos, ou ser somente por consequência de uma alimentação  pobre em fibras já são agravantes”, explica.

O Dr. Leone aponta que muitas das vezes, não é preciso recorrer a laxantes e medicamentos, e a solução do problema pode estar na própria alimentação: “assim como qualquer outro remédio, os laxantes não devem ser tomados por conta própria. Caso você esteja há muitos dias sem conseguir evacuar, consulte um médico. Mas em geral, aumentar a ingestão de fibras, líquidos e alimentos probióticos já ajudam e muito. O melhor remédio para a constipação sempre serão hábitos saudáveis”.

Para ajudar aqueles que sofrem com o problema, o Dr. Leone Gonçalves elaborou uma lista com algumas dicas para não sofrer mais com o intestino preso tendo a alimentação como principal recurso:

 

1- Laxantes naturais - Estes alimentos abaixo são considerados laxantes naturais, porque ajudam a soltar o intestino preso:

Frutas: figo, pera, maçã, kiwi;

Verduras: alface, rúcula, agrião, couve, brócolis, repolho, berinjela e abobrinha;

Grãos: aveia, farelo de aveia, farelo de trigo, milho, lentilha, quinoa;

Sementes: chia, linhaça, gergelim;

Oleaginosas: castanhas, amendoim, amêndoas, nozes;

Bebidas: café, chá de erva-cidreira e de cáscara sagrada.

 

2- Evite alimentos constipastes - Existem alimentos que devem ser evitados, ou ter sua ingestão bastante reduzida, para pessoas que já apresentam os sintomas de intestino preso. Bebidas alcoólicas, chocolate, café, chá preto devem ser evitados. Os alimentos que aumentam a produção de gases, especialmente os ricos em enxofre, também entram nessa lista de proibições, caso você queira melhorar o intestino

 

3- Invista em alimentos probióticos - Iogurtes naturais ajudam a renovar e fortalecer a flora intestinal. Invista nessas opções, em alimentos que são probióticos. Além do iogurte, o kefir é um probiótico que está ganhando popularidade, principalmente entre os adeptos de uma alimentação mais natural e que tem mostrado bons resultados nesse aspecto.

 

4- Hidrate-se e faça exercícios - Evite o sedentarismo e hidrate-se adequadamente, entre dois e três litros de água por dia aproximadamente, para que o intestino funcione adequadamente. A água ajuda a formar o bolo fecal.

 

5- Se persistirem os sintomas um médico deve ser consultado - Se mesmo adotando uma alimentação balanceada e seguindo as orientações a constipação persistir, procure um médico e realize exames, pois a condição pode ser sinal de um problema mais sério de saúde. Fotos de:  Reprodução / MF Press Global

 

Brasil e outros países da América Latina sediarão estudo inédito para tratamento de insuficiência cardíaca em pacientes com doença de Chagas

Negligenciada, doença de Chagas afeta aproximadamente seis milhões de pessoas no mundo¹-², principalmente no continente latino-americano. Até 30% das pessoas cronicamente infectadas desenvolvem alterações cardíacas³

Pela primeira vez, o Brasil e outros países da América Latina serão palco de um estudo que avaliará um tratamento para insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida em pacientes com doença de Chagas, o PARACHUTE-HF (Prevention And Reduction of Adverse outcomes in Chagasic Heart failUre Trial Evaluation). Com previsão de início ainda em 2019, a investigação será realizada pela Novartis em parceria com o Instituto Brasileiro de Pesquisa Clínica (BCRI). Serão recrutados cerca de 900 pacientes em vários centros de pesquisa no continente latino-americano.

A doença de Chagas, também conhecida como tripanossomíase americana, é uma doença tropical negligenciada potencialmente fatal que, segundo estimativas, afeta aproximadamente seis milhões de pessoas em todo o mundo e é responsável por aproximadamente 12 mil mortes por ano¹-²-³.

Liderado pelo brasileiro Renato Delascio Lopes, presidente do comitê executivo e diretivo do estudo, professor de Medicina na Duke University Medical Center e membro do Duke Clinical Research Institute, o estudo internacional, prospectivo e randomizado testará o medicamento indicado para insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFER), sacubitril/valsartana, em comparação ao enalapril em pessoas com ICFER causada por cardiomiopatia chagásica crônica.

“Este ano completa 110 anos em que o médico brasileiro Carlos Chagas identificou o protozoário Trypanosoma cruzi no sangue humano. Após mais de um século, a doença de Chagas ainda continua sendo um grande problema de saúde pública e o Brasil tem ao menos um milhão de infectados. Este será o primeiro estudo randomizado de grande porte para avaliar uma potencial terapia para insuficiência cardíaca especificamente nesta população negligenciada, podendo representar um marco importante para o tratamento da doença”, avalia Lopes.

O estudo tem um comitê executivo composto por experientes pesquisadores internacionais: Prof. Edimar Alcides Bocchi, chefe da Unidade de Insuficiência Cardíaca do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas, da Universidade de São Paulo (InCor-HCFMUSP); Dr. Luis Echeverria Correa, diretor do programa de insuficiência cardíaca e transplante da Fundação Cardiovascular da Colômbia; Prof. Ruben Kevorkian, diretor médico em cardiologia na Universidade de Buenos Aires e chefe da Divisão de Cardiologia no Hospital Santojanni; Prof. John McMurray, professor de cardiologia médica e diretor adjunto do Instituto de Ciências Cardiovasculares e Médicas da Universidade de Glasgow; Prof. Carlos Morillo, professor do Departamento de Ciências Cardíacas da Faculdade de Medicina Cumming, Instituto Cardiovascular Libin e Universidade de Calgary.

Cada país latino-americano terá um coordenador nacional como parte do comitê diretivo do estudo, sendo no Brasil o Prof. Felix Ramires, médico assistente da Unidade Clínica de Miocardiopatias do InCor-HCFMUSP.

 Sobre a doença de Chagas³ - A doença é endêmica em 21 países da América Latina, sendo a segunda causa de desenvolvimento de insuficiência cardíaca crônica. No entanto, devido à mobilidade populacional, nas últimas décadas tem sido cada vez mais detectada nos Estados Unidos, no Canadá e em muitos países europeus e em alguns países do Pacífico Ocidental³.

A doença de Chagas apresenta-se em uma fase aguda inicial, em que um alto número de parasitas circula no sangue. Na maioria dos casos, os sintomas estão ausentes ou são leves e inespecíficos. Durante a fase crônica, a doença afeta principalmente o coração e os músculos digestivos, levando a distúrbios cardíacos em até 30% dos pacientes e alterações digestivas, neurológicas ou mistas em até 10% dos pacientes. A infecção pode eventualmente levar à morte súbita devido a arritmias cardíacas ou insuficiência cardíaca progressiva.

A cardiomiopatia chagásica é a manifestação clínica mais impactante da doença de Chagas, resultando na maioria da morbimortalidade. Os pacientes, mesmo mais jovens, tendem a ter pior qualidade de vida e maiores taxas de hospitalização e mortalidade em comparação com outras etiologias.

 

Sobre o medicamento - O Entresto® (sacubitril/valsartana) é um medicamento administrado duas vezes ao dia que reduz a sobrecarga sobre o coração doente por aumentar neuro-hormônios protetores (sistema dos peptídeos natriurético), enquanto, simultaneamente, inibe os efeitos nocivos do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) hiperativo⁸-⁹. Outros medicamentos comuns para insuficiência cardíaca, chamados inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECAs) e bloqueadores dos receptores da angiotensina II (BRAs), bloqueiam apenas os efeitos nocivos do SRAA hiperativo. O Entresto® contém o inibidor da neprilisina, sacubitril, e o bloqueador do receptor da angiotensina (BRA), valsartana.

 

Cinco Armadilhas que podem aparecer para quem quer ter uma vida fitness

A diva fitness e especialista em concursos públicos Gabi Lubies conta como sair do estado de auto-sabotagem para uma mentalidade que te conduza a superar as dificuldades, tanto no fitness como na vida

Muitos dos que decidem ter uma vida fitness - e aqui vamos considerar que é aquela em que a pessoa cuida melhor de sua alimentação, passa a praticar exercícios com regularidade - encontram alguns desafios em sua jornada, e muitas vezes acabam não resistindo e desistem de ter o fitness como estilo de vida.

A diva fitness Gabi Lubies também é uma expert em concursos públicos e preparação para rotina de estudos e provas. Ela afirma que o mesmo mindset, mentalidade e disciplina para conseguir o corpo sarado tão desejado, é o mesmo para os concursos e para a vida, mas que as pessoas costumam cair em armadilhas de auto-sabotagem.

Gabi Lubies fez uma lista com as cinco principais armadilhas que sabotam dietas e treinos, e que fazem as pessoas desistirem, e mostra como não cair nestas ciladas, e alcançar os seus objetivos:

 

1-  Não acreditar em si  -  Pode parecer algo bobo, saído direto de um clichê de internet, mas muita gente não consegue ser fitness por simplesmente acreditar que não é capaz. Acreditam que não conseguem treinar com regularidade, não conseguem ter disciplina, fazer dieta. Uma das coisas que mais escuto é “queria ter sua disciplina e força de vontade”. Eu não tenho dúvidas de que se a pessoa quiser, ela vai conseguir, pois a nossa força é muito superior do que nossas desculpas.

Se você acreditar que tem o controle da situação, pode e vai ser fitness e também terá êxito em tudo o que se prontificar a fazer na sua vida, não apenas na meta de ter um corpo sarado.

Algumas estratégias podem ajudá-lo a acreditar mais em si: lembrar de algum obstáculo que foi capaz de vencer, pense nos desafios que encarou no passado e em que teve sucesso; encontre alguém com uma vida parecida ou com mais aparentes “dificuldades” do que você e que consiga se superá-las, isso ajuda a dar “um sacode”, sabe? Quando vemos alguém com muito mais razões para não conseguir e que chegam lá, pensamos: eu também consigo.

 

2-  Síndrome do “já que” - Não conhece essa síndrome? Nunca ouviu alguém dizer o famoso “já que” para justificar suas escapadas ou prolongá-las ainda mais? “já que hoje bebi, vou comer também”, “já que sai da dieta na quarta, volto na próxima segunda”, “já que vou sair de férias, não adianta começar agora”, e etc. A lista é longa. A questão é simples, escorregadas irão ocorrer, mas não é por isso que você vai “jacar” de vez e largar sua caminhada. Quando sair do “prumo”, no momento seguinte retome, não precisa botar tudo a perder. Pense em tudo que já caminhou para chegar ali! Escorregou? Ok, esquece, vira a página e faz o que tem que ser feito dali por diante. Acredite que quanto mais você conseguir manter-se focado, menos vontade de deslizar terá!

 

3-  Não saber distinguir alimentação saudável de dieta - Você começa a treinar, não vê muito resultado, aí vai se desestimulando e não entende o motivo, já que você faz dieta. Aí eu pergunto: será que você faz dieta mesmo? Ou será que alimenta-se de forma saudável? Antes de falar a diferença delas, vale a pena dizer que não há certo ou errado entre elas, mas como são coisas diferentes, os resultados alcançados também o serão.

Ocorre que muitas vezes as pessoas querem resultados específicos como perder peso, ganhar massa e aí é que a dieta é mais adequada, pois nelas faz-se a quantificação do quanto deve-se ingerir com base no gasto e objetivo do indivíduo. As dietas tendem a durar prazo certo e irão alterar a depender do que se pretende alcançar.

Quando a pessoa começa a ser fitness em geral tem uma meta e muitas vezes está se alimentando muito bem, mas não com a alimentação voltada para o seu objetivo. Aí é que um bom profissional de nutrição poderá lhe auxiliar corretamente seja para uma reeducação alimentar ou para uma dieta específica.

 

4-  Achar que a balança é o melhor parâmetro - Treinamos, nos alimentamos bem e vamos nos pesando quase todo dia, e vamos surtando quando não vemos o peso alterar. O reflexo na balança não é demonstrado tão imediatamente e pode não dizer muito. Quando treinamos e nos alimentamos bem, os percentuais gordura e de massa magra alteram e isso pode ser evidenciado muito mais de outras maneiras do que diretamente nos ponteiros. Observe seu bem-estar, suas medidas, como você se vê no espelho, sua percepção é o seu melhor termômetro.

 

5-  Comparar o seu resultado com o dos outros  - Se não for a maior armadilha, provavelmente é a mais cruel. Somos seres únicos e nossos organismos respondem aos estímulos de forma única também. Não adianta comparar-se com alguém com biotipo parecido, com estilo de vida similar, porque ainda assim, não terá os mesmos resultados.

Você pode espelhar-se em alguém, isso é ótimo, ajuda muito, mas não deve nunca buscar ter exatamente os mesmos resultados e no mesmo prazo de quem quer que seja. Busque ser a sua melhor versão, atingir os seus objetivos, mas não fique olhando para o outro e cobrando-se ser igual a ele, pois isso poder ser muito destrutivo. Vá acompanhando os seus resultados pessoais e vibrando a cada conquista, independente do tamanho. Você precisa estar bem com você e seu espelho reflete sempre a sua imagem, é a ela que você deve dedicar seus esforços e ser o seu parâmetro. Sugestão de pauta(Press Release) - Obrigado por publicar

Créditos - Foto: Dan Galic / MF Press Global