Mauro Picini
Mauro Picini Sociedade + Saúde 11/09/2019

Setembro Amarelo: Por que uma pessoa comete suicídio?

Por Sabrina Ferrer, psicóloga-chefe do FalaFreud

O suicídio é algo que vem chamando a atenção da sociedade. Não é de hoje que somos surpreendidos com alguns casos, seja de alguma celebridade ou de pessoas que, direta ou indiretamente, estavam próximas a nós. Nestas ocasiões, chocados, a pergunta que insistentemente invade a nossa mente é: Por quê?

Segundo as estatísticas, podemos ver o quão importante é abordar esse assunto e compreender a situação. Trata-se, além de uma comprovação do sofrimento individual, de um sério problema de saúde pública. Segundo o mais recente relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 800 mil pessoas cometem suicídio a cada ano – uma taxa de 11,4 para cada 100 mil habitantes. Isso significa um suicídio a cada 40 segundos. A “violência autodirigida”, como o suicídio, é classificada pela OMS e é hoje a 14ª causa de morte no mundo inteiro. E a terceira entre pessoas de 15 a 44 anos, de ambos os sexos.

Nossa cultura valoriza a vida em todos os sentidos, haja vista os incontáveis métodos de rejuvenescimento. Daí a morte, mesmo sendo um processo natural, não é bem-vinda porque rompe com o sonho humano de imortalidade. O suicídio, então, é tido como intolerável, nos conduzindo quase sempre a buscarmos uma justificativa para compreender tal ato e amenizar nossa perplexidade. O comportamento intencional de tirar a própria vida é resultado da soma de diversos fatores de origem emocional, psíquica, social e cultural. O indivíduo busca na morte o alívio, uma forma de fugir daquilo que o deprime, que o exclui de maneira insuportável.

Existem algumas pessoas que são mais propensas a cometer suicídio, são aquelas com transtornos mentais, depressivos, bipolares, transtornos de personalidade, dependentes químicos e esquizofrênicos. Outras podem estar passando por uma enfermidade, como câncer, HIV, ou mesmo pessoas que sofreram ou sofrem algum tipo de abuso ou bullying. Ou passaram por perdas, seja de emprego, separação, ou até uma exposição da vida íntima na internet.

A melhor forma de combater o suicídio é vencer nossos preconceitos e começar a falar desse assunto. Existem muitas pessoas que tem ideias suicidas mas não cometem o suicídio. Nesse processo a pessoa pensa em se matar, às vezes até planeja isso, mas não o faz.

O fato de haver um número considerável de pessoas que têm ideias suicidas criou uma crença na nossa sociedade de que quem fala que vai se matar não faz isso. Essa crença não é verdade. A maioria das pessoas que cometem suicídio comentam essa ideia com alguém antes de cometer esse ato. Neste caso, os sentimentos de uma pessoa que fala em se suicidar são minimizados por aqueles que não entendem sobre o assunto ou que nunca sentiram o mesmo.

A pessoa que sente vontade de morrer está em um processo de dor tão intenso que não vê outra saída. Na verdade, ela não quer matar a vida, ela quer matar a dor. Há nessas pessoas uma vontade imensa de viver, mas sem a dor, sem o problema. Nesses casos o suicídio pode ser visto como o fim de um longo sofrimento. Essas pessoas não têm encontrado sentido para a vida.

Para prevenir o suicídio é indicado que as pessoas escutem aquele que fala em se matar. Preste atenção em mudanças de comportamento, seja para uma tristeza profunda, a perda de vontade de fazer as coisas que a pessoa gostava, e até mesmo uma mudança repentina de humor para a felicidade. Se a pessoa estava muito triste e de repente fica feliz, pode ser que tenha planejado seu suicídio e está assim por se sentir aliviada em poder acabar com a dor.

Alguns sinais podem nos ajudar a perceber se o indivíduo está pensando em suicídio. Preste atenção se a pessoa costuma dizer as seguintes frases:

• “Minha morte seria melhor para todos” ou “Pelo menos vocês não teriam mais que me aguentar”.

• “Ninguém se importa, mesmo”, “Ninguém entende o que eu sinto” ou “Você nunca entenderá”.

• “Agora é tarde, eu não aguento mais”, “Não existe mais nada a ser feito” ou “Eu só queria que a dor passasse”.

• “Eu não tenho razões para viver” ou “Estou tão cansado de viver”.

Conversas assim podem ser indícios que o indivíduo pretende cometer suicídio. Não julgue. Se você nunca pensou ou se sentiu como a pessoa não diga como ela deveria se sentir ou o que deveria fazer. Apenas demonstre seu apoio e esforce-se para compreendê-la.

Falar que “Não é ruim assim” ou “As coisas vão melhorar” não ajuda em nada e fará com que ela sinta que você não entende ou não está ouvindo. Prefira dizer “Você não está sozinho. Eu estou aqui com você e ajudarei no que for preciso” . Eu não quero que você morra.” ‘Eu me preocupo com você.” Chame a pessoa para fazer algo com você como caminhar, praticar um esporte e qualquer coisa que a ajude a se manter fisicamente ativa. Um diário para a pessoa também pode ajudar. Assim, ela poderá expressar tudo que sente em vez de reprimir as próprias emoções.

Se você que está lendo este artigo agora tem ideias suicidas, saiba que existe um caminho para você. Existem estratégias que você pode usar para ajudar a mudar esses pensamentos. A mente de uma pessoa com pensamentos suicidas funciona de forma diferente. É preciso encontrar estratégias para lidar com isso. O uso, de programação neurolinguística, técnicas de mindfulness e meditação podem ajudar, além de um acompanhamento terapêutico intenso para que a pessoa possa se expressar livremente, sem julgamentos e encontrar atividades que lhes proporcione qualidade de vida.

Sabrina Ferrer é psicóloga-chefe do FalaFreud. Possui 14 anos de experiência na área de psicoterapia e Gestão de Pessoas. Sua abordagem é baseada na Psicanálise e Teoria Cognitivo Comportamental. Atua em clínicas atendendo adolescentes com questões emocionais, autoconhecimento, adultos com os mais variados sintomas e situações, além de idosos em casos de depressão e falta de motivação.

 

Prati-Donaduzzi recebe representantes de 20 farmácias gaúchas

A Prati-Donaduzzi – maior produtora de medicamentos genéricos do Brasil – recebeu nessa segunda-feira (19) representantes de 20 farmácias. No grupo, proprietários, farmacêuticos, balconistas e operadores de caixa de farmácias de 15 cidades do Rio Grande do Sul.

Na farmacêutica, eles, visitaram desde o Warehouse (espaço onde são armazenadas as matérias-primas que chegam à indústria diariamente), até à unidade onde são produzidos os principais medicamentos sólidos. Entre eles, a Losartana (indicada para o tratamento de hipertensão arterial), a Metformina (usada no controle do diabetes) e o Captopril (indicado para tratamento de hipertensão e insuficiência cardíaca). “É a segunda vez que eu visito a Prati. É sempre um aprendizado”, afirmou a empresária Viviane Scheffer Schwanck.

O empresário Renato Valli Sole atua no ramo farmacêutico há 19 anos, em Pelotas. Pela primeira vez conheceu de perto como são produzidos os medicamentos da Prati-Donaduzzi que ele indica para seus clientes no dia a dia. “Essa visita é um elo muito importante entre a indústria e os clientes. Esse detalhe impacta diretamente nas vendas”, disse Sole.

A expectativa para conhecer a indústria farmacêutica paranaense era grande. Segundo o Supervisor de Vendas Externas de Porto Alegre, Vitor Paulo Wendorff, as vagas para a visita foram disputadíssimas. “Conhecer a produção dos medicamentos é algo muito aguardado pelos nossos clientes. Quem vem quer voltar”, afirma.

Na unidade fabril, foram recepcionados pela Sócia-Fundadora da farmacêutica, Dra. Carmen Donaduzzi, pelo Diretor Comercial, Walter Batista da Silva, pelo Gerente de Vendas da Região Sul, Carlos Henrique Turri e pelo Gerente de Marketing, Lucas Angnes.

Conheça Mais - A visita à empresa faz parte do Projeto Conheça Mais (PCM), do Setor de Marketing. Desde 2010, a iniciativa já trouxe mais de 11 mil clientes para conhecer a indústria, que hoje, detém o título de maior produtora de medicamentos genéricos do Brasil. Até o final do ano, pelo menos outros 700 balconistas, operadores de caixas e farmacêuticos de várias redes espalhadas pelo Brasil devem participar do projeto. De acordo com a coordenadora do Conheça Mais, Noemi Kistemacher, o objetivo é aproximar a empresa dos clientes e mostrar o cuidado no processo de fabricação. Afinal, hoje, a Prati produz 12 bilhões de doses por ano e está presente em mais de 56 mil farmácias brasileiras.

 “Até 2010, a Prati atendia apenas as unidades públicas de saúde. Naquele ano, entrou numa outra fase, vendendo também às farmácias privadas. Nada mais justo que trazer quem vende nossos produtos para conhecer o processo fabril”, explicou Noemi.

Opinião semelhante é do Supervisor de Vendas Externas, Jeferson de Oliveira Marcanth, que atua em Pelotas. Segundo ele, os colaboradores das farmácias tem papel importante na venda dos produtos. “Quando os nossos clientes conhecem o processo produtivo eles levam até o consumidor final a qualidade dos medicamentos da Prati”, disse.

Passeio Turístico - Antes da visita à Prati-Donaduzzi, o grupo formado por 39 pessoas, passou por Foz do Iguaçu. Eles conheceram as Cataratas do Iguaçu e o Parque das Aves.

 

Núcleo de Agropecuárias e Pet Shops entrega doações ao Adote Toledo

Para ajudar cães abandonados, sob cuidados do movimento Adote Toledo, o Núcleo de Agropecuárias e Pet Shops, da Associação Comercial e Empresarial de Toledo (Acit), realizou a segunda edição da campanha ‘Doe para um Pet abandonado’.

A iniciativa, que seguiu do dia 15 de julho a 30 de agosto, recolheu 360 quilos de ração, casinhas, mantas, potes para ração, bebedouro, tapetes, iscas e produtos de higiene.

As doações foram entregues ao Adote Toledo, na sexta-feira (30). O movimento atende no momento, cerca de 50 cães, que estão sob zelo de protetores voluntários.

A coordenadora do Núcleo de Agropecuárias e Pet Shops, Clenir de Moura, comenta que a ação contou com a participação efetiva de todas as empresas nucleadas. “Ficamos bem contentes com o resultado, principalmente com a quantidade de ração que irá ajudar muitos cães. Tentamos também sensibilizar nossos clientes para que participassem da boa ação e conseguimos, através de cartazes em nossas lojas e caixas onde eles poderiam depositar as doações”, conta. 

Segundo a voluntária e administradora da página Adote Toledo nas redes sociais, Katiuscia Bassani, as rações serão distribuídas entre as protetoras. “Hoje temos uma senhora que abriga em sua chácara 25 cachorros. Outra parte iremos disponibilizar para as protetoras que alimentam cachorros em locais específicos na rua. Temos uma voluntária, por exemplo, que alimenta todos os dias, 12 cães de rua, em bairros diferentes. Temos também uma mãezinha com sete filhotes que estão em um lar com a tutora da cachorrinha, mas a pessoa não tem condições de comprar ração”, conta.

Katiuscia ressalta que as doações foram muito bem-vindas neste momento. “Dependemos totalmente de doações. Estamos sempre pedindo ajuda na página da Adote Toledo e está cada dia mais difícil. Essas doações foram uma grande bênção, pois com todos os produtos doados, entre ração, casinha, produtos de higiene, podemos dar melhores condições aos nossos resgatados e aos da rua. Com essa parte suprida, podemos focar nossos esforços nas adoções e resgates”, explica.

Em funcionamento há quase um ano, a página Adote Toledo já realizou a intervenção de adoção de 194 animais. Os interessados em contribuir com o movimento podem entrar em contato no instagram @adotetoledo.

Participaram da campanha as empresas do Núcleo de Agropecuárias e Pet Shops: Aquaripet, Pet Shop Bom Pastor, Pet Shop Dog Clean, Du Cão Pet Shop, Agropecuária Scherer, Fabri Mercantil Agropecuária, Agroveterinária Scherer e Agroshop.

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A cistite afeta tanto as mulheres como aos homens

A cistite é uma inflamação da mucosa da bexiga e pode acometer homens, mulheres e crianças. As mulheres são as maiores vítimas das cistites: aproximadamente metade delas apresentará pelo menos uma infecção urinária ao longo da vida. Isso pode ocorrer por questões anatômicas, hábitos, vida sexual e hormonal. Lembramos que a uretra é uma estrutura curta e larga, localizada na região perineal próxima ao canal vaginal e ânus, que transporta a urina da bexiga para o meio exterior.

A cistite pode ser desencadeada por medicamentos (como os quimioterápicos) que podem causar inflamação da bexiga; radioterapia na região pélvica (Actínica); inflamação crônica de causa desconhecida e de difícil tratamento (Intersticial); uso de sonda na bexiga por longos períodos; cálculo urinário; câncer de bexiga; fungos, principalmente em pacientes diabéticos e imunodeprimidos; bactérias, que são as causas mais frequentes; e uma associação de outras condições da bexiga ou abdome inferior, tais como: câncer ginecológico, corrimento vaginal, doenças inflamatórias pélvicas, endometriose, doenças inflamatórias do intestino, lúpus, tuberculose, entre outras.

A cistite intersticial (CI) não é causada por uma infecção bacteriana e acomete aproximadamente 12 milhões de pessoas nos Estados Unidos.  As causas não são claras e admite-se ainda que possa ser provocada por um problema vesical motivado por alterações no sistema nervoso, muscular, química da urina ou alergia. Uma complicação observada na CI é a redução da capacidade vesical funcional máxima, ou seja: “a bexiga fica pequena”.

Em aproximadamente 90% das vezes a bactéria E. coli é a responsável pela cistite bacteriana. Essa bactéria coloniza a pele do períneo e habita o intestino, sem nenhum problema; mas se alcançar a bexiga e os rins, pode desencadear grandes danos, inclusive com risco de vida.

A cistite pode acontecer depois de uma relação sexual, provavelmente porque a uretra sofreu traumas (normais do próprio coito) e torna-se vulnerável à migração das bactérias, sendo mais intensa e comum na menopausa, devido ao ressecamento da vagina por deficiência hormonal (estrógeno).   

A cistite pode não ter sintomas, mas quando relatados podem ser intensos, súbitos e bastante desconfortáveis, devido ao aumento da frequência e Urgência miccional; dor ao urinar ou no abdome; urina turva, escura ou com cheiro forte; presença de sangue na urina; mal estar geral; febre; confusão mental (mais comum em pessoas idosas).

No diagnóstico, o médico identifica fatores como: o padrão miccional, hábitos miccionais, intestinais e vida sexual; doenças associadas, como corrimentos vaginais, diabetes, doenças autoimunes, etc; uso de medicamentos, alterações anatômicas, alterações em exames de Urina e Imagem.

O tratamento deve ser personalizado para cada cistite; mas nas bacterianas, o médico prescreverá além dos analgésicos o antibiótico, guiado pelo antibiograma. Ao tratamento urológico, soma-se o acompanhamento multidisciplinar (ginecologista e proctologista) em caso de infecção urinária de repetição.

Para prevenir a cistite, recomenda-se beber bastante água; evitar bebidas como chá, cítricos, chimarrão, refrigerantes e café; usar roupas íntimas de algodão; preferir duchas ao papel higiênico; fazer a higiene íntima sempre da vagina para o ânus e utilizar produtos neutros, sem perfumes; manter o períneo limpo e seco; urinar assim que você sentir desejo - não adie!; lavar a área genital antes e depois do ato sexual; evacuar pelo menos uma vez ao dia. Em caso de obstipação intestinal, converse com um proctologista; na menopausa, se a paciente tiver cistites, consulte um ginecologista, visando o uso de hormônios, caso não tenha contra indicação; evitar usar anel anticoncepcional (consulte um ginecologista); tratar os cálculos renais, caso você os tenha.

O uso de Cranberry é questionável e não há evidências claras de que vá lhe ajudar. Homens, idosos, grávidas e crianças com sinais e sintomas de cistite devem procurar o seu médico ou um Urologista. Qualquer paciente com dor lombar e febre deve procurar um médico imediatamente, pode ser bastante grave.

*Dr. Marco Aurélio Lipay é Doutor em Cirurgia (Urologia) pela UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo), Titular em Urologia pela Sociedade Brasileira de Urologia, Membro Correspondente da Associação Americana e Latino Americano de Urologia e Autor do Livro “Genética Oncológica Aplicada a Urologia”

 

 

Olavo P. de Almeida assume a presidência da Abramge PR/SC

No final do mês de julho, foi eleita a nova diretoria da Abramge PR/SC - Associação Brasileira de Planos de Saúde para o biênio 2019/2020. Quem assume a presidência é o assessor jurídico da Paraná Clínicas -Planos de Saúde S/A., Olavo Pereira de Almeida, que era vice-presidente na última gestão. Para o cargo de vice-presidente, foi eleita a advogada Daniela Xavier Artico de Castro, da Nossa Saúde. Compõem a diretoria, ainda, Alexandre da Silva Lima (Paraná Assistência Médica, de Maringá); Celso Lopez Valente (Evangélico Saúde); Leonice Terezinha Zeni (Clinipam); Hiran Alencar Mora Castilho (Santa Rita Saúde, de Maringá) e Ana Carolina Hildebrand Seyboth (Hospital Marechal Cândido Rondon).

A associação tem como objetivos fomentar discussões de políticas públicas do setor de saúde suplementar, criar estratégias para melhorar a operação dos planos de saúde, além de garantir a viabilidade financeira das operadoras. Entre os planos da nova gestão estão: fortalecer a atuação das operadoras de saúde nos estados do Paraná e de Santa Catarina, defendo os interesses do setor; compartilhar informações em relação a normas e regulamentações; fomentar a capacitação de profissionais para atuação junto aos planos de saúde, através de realização de seminários e de um MBA,  além de participar do Comitê de Saúde Suplementar do Tribunal de Justiça do Paraná representando as Associadas.