Mauro Picini
Mauro Picini Sociedade + Saúde 12/06/19

“Sou spornossexual assumido”, declara funkeiro que detém título de Mister Mundial Universo

O termo metrossexual foi inventado 20 anos atrás  por um jornal britânico,  mas alguns homens se colocam em  uma nova categoria: são os spornossexuais. Essa  “categoria” de homens misturam as palavras  “esporte”, “pornô” e “sexual”.

É o caso do Fialho, vencedor do prêmio Mister Mundial Universo. O funkeiro, que divide seu tempo entre os palcos e academia,  treina cerca de 3 a 4 horas por dia. Por causa disso, o funkeiro, que possui abdômen  sarado e tatuagens que valorizam os músculos dá mais valor ao seu corpo do que suas roupas. “Se você está bem fisicamente, qualquer roupa estará bem”. Essa nova geração de metrossexuais é menos apegada às roupas e mais ligada em aperfeiçoar seus próprios corpos. Seus músculos e a pele se tornam os acessórios mais chiques, e a academia é o templo desse tipo de consumo, comparável às lojas de grife.

 

Sexo após a menopausa: problemas podem ser contornados com visitas regulares ao ginecologista

Vida sexual da mulher pode ser prazerosa também na Terceira Idade

O mundo mudou e o comportamento das mulheres também, inclusive das mais velhas. Há três décadas, mulheres de 60 anos eram consideradas velhas e serviam apenas para cuidar dos netos. Hoje, elas não precisam mais ficar sem companhia - ou em má companhia. As redes sociais estão aí para ajudá-las a encontrar um parceiro. Mas ainda há um grande desafio a vencer: como manter a vida sexual ativa, apesar da menopausa?

Com as alterações hormonais, o desejo sexual tem efeito ioiô e junto com o ressecamento vaginal, são sintomas que afetam diretamente o dia a dia da mulher após a menopausa e, é claro, interferem nas relações. A diminuição da libido é comum. Estrógeno a menos pode levar as paredes da vagina a perderem elasticidade. A vagina, a vulva e o trato urinário inferior tendem à atrofia. Por isso, buscar orientações de um médico ginecologista pode ajudar muito.

A ginecologista Juliana Pierobon, da Altacasa Clínica Médica, explica que, por causa da menopausa, a redução dos hormônios mexe com a lubrificação da mucosa vaginal, tornando o ato sexual, por vezes, desconfortável.

“A diminuição do estrogênio e da testosterona influenciam na cognição, na sensibilidade e textura da pele e mucosas, bem como na motivação sexual. A fisiologia se modifica, mas a resposta sexual ainda existe. Ela está apenas mais lenta”, explica.

A médica ressalta, no entanto, que a vida sexual pós-menopausa também tem muito a ver com a parte emocional e não apenas com os hormônios. “As mulheres devem derrubar o tabu de que a partir da menopausa terá uma vida sexual ruim. O acompanhamento ginecológico adequado é fundamental para minimizar os sintomas e assegurar um sexo prazeroso”, afirma a especialista, lembrando que, a partir dos 65 anos, as mulheres podem ter orgasmos diferentes, com sensações menos intensas. Além disso, diversas áreas do corpo podem deixar de ser sensíveis ao toque.

Para a especialista, uma mulher saudável, motivada, em um bom relacionamento a dois, tem mais disposição para o sexo. Já quem viveu relacionamentos não tão gratificantes, acumulou mágoas ou adquiriu doenças ao longo da vida, como depressão e hipertensão, ou as que tomam medicamentos que interferem na libido, podem ter o desejo comprometido. O mesmo pode ocorrer com quem passa por situações estressantes, como a saída dos filhos de casa e a aposentadoria.

Juliana Pierobon alerta que as mulheres devem se esforçar para manter uma atitude positiva diante da velhice, aproveitando as vantagens da prática do sexo na Terceira Idade, com mais tempo para curtir o parceiro e sem as ilusões da juventude. No entanto, não podem jamais esquecer do uso da camisinha.

“O preservativo proporciona segurança durante o sexo para pessoas de qualquer idade e não deve ser deixado de lado apenas pelo fato de essas mulheres não mais engravidarem. A falta de discussão sobre sexualidade e uso de preservativo levaram ao aumento no contágio e o número de doenças sexualmente transmissíveis em idosos dobrou na última década”, orienta a médica da Clinica Altacasa, na capital paulista.  

As questões que envolvem os problemas sexuais na Terceira Idade podem ser contornadas com visitas regulares ao ginecologista, que precisa incluir a questão entre os assuntos clínicos.

“Acredito que o tema muitas vezes não seja discutido por ser um tabu e porque muitos profissionais acreditam que a sexualidade das mulheres idosas é inexistente. Com orientação adequada e medicamentos, a vida de muitas mulheres pode aflorar da noite para o dia, aumentando sua autoestima e bem-estar”, finaliza a Dra. Juliana.

Dicas para as mulheres terem uma boa vida sexual na Terceira Idade

- Uso de lubrificante na hora do sexo facilita a penetração e a torna mais prazerosa;

- Uso frequente de creme intravaginal a base de estriol – por indicação do ginecologista – combate o ressecamento interno da vagina e melhora a elasticidade da muscosa vaginal;

- Tratamentos com laser vaginal melhoram a atrofia genito-urinária a longo prazo e podem ser indicados pelo ginecologista

- Terapias e exercícios físicos melhoram o emocional e o físico e podem ajudar na hora do sexo;

- Beber bastante água pode ajudar na produção de fluidos necessários a uma boa relação sexual;

- A aceitação do próprio corpo é fundamental para se sentir segura junto ao parceiro; além de um entendimento mais amplo do sexo, além da penetração.

 

Novo tratamento oral para artrite reumatoide chega ao Brasil

Medicamento da farmacêutica Eli Lilly demonstra melhora significativa nos sinais e sintomas da doença

A farmacêutica Eli Lilly acaba de lançar no mercado brasileiro o Olumiant®(baricitinibe), medicamento oral indicado em monoterapia ou em combinação com metotrexato (MTX) para o tratamento de pacientes adultos com artrite reumatoide ativa moderada a grave, com resposta inadequada ou intolerância a um ou mais antirreumáticos modificadores da doença (DMARDs não biológicos e biológicos)[1]. Olumiant é uma nova opção de tratamento que mostrou superioridade significativa em diversas medidas de eficácia em relação ao adalimumabe e metrotrexato, considerados padrões de tratamento, mostrando melhoria já na primeira semana de tratamento e com um perfil de segurança satisfatório com dados publicados de 5,5 anos de estudo[2].

Mais de 3500 pacientes participaram de estudos clínicos com Olumiant no mundo todo. Os resultados demonstraram evolução significativa no combate à inflamação das articulações, retardo na progressão da doença e melhora rápida nos sintomas clássicos da doença, tais como dor articular, fadiga e rigidez matinal2. “Apesar dos avanços no tratamento da artrite reumatoide, muitos pacientes ainda sofrem com os efeitos debilitantes da doença, que podem causar danos nas juntas e incapacidade”, diz Marcela Caselato, Gerente Médica de Imunologia da Lilly. “Acreditamos que como uma terapia de última geração, Olumiant vai ajudar os pacientes brasileiros com artrite reumatoide a se sentirem melhor mais rapidamente”.

O programa de desenvolvimento clínico de fase 3 de Olumiant possui quatro estudos completos com uma ampla variedade de pacientes adultos com artrite reumatoide, desde aqueles que nunca foram tratados até os que já receberam outros tipos de medicamentos previamente[3][4][5][6]. Especificamente no estudo RA-BEAM, Olumiant demonstrou melhoria significativa nos sinais e sintomas da artrite reumatoide nos pacientes quando comparado a outros medicamentos, como metrotexato ou adalimumabe2.

 

Nova terapia - Aprovado em mais de 40 países, entre eles EUA, Japão e na União Europeia, Olumiant® (Baricitinibe) é um medicamento sintético seletivo de uso oral e diário que tem a função de inibir a proteína JAK. Isto é, no caso da artrite e reumatoide, o sistema de defesa do organismo estimula a produção de substâncias conhecidas como interleucinas. Essas substâncias transmitem sinais para o interior das células por meio de proteínas chamadas Janus quinases (JAKs), causando os sintomas e impactos articulares. A inibição da proteína JAK reduz a produção de outras interleucinas, e diminui a ativação do sistema de defesa, a inflamação e as deformidades das articulações.

 

Sobre a Artrite Reumatoide - De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia, a Artrite Reumatóide (AR) é uma doença inflamatória crônica que pode afetar várias articulações e impacta cerca de 1% da população. A causa é desconhecida e acomete as mulheres duas vezes mais do que os homens. Inicia-se, geralmente, entre 30 e 40 anos e sua incidência aumenta com a idade. Os sintomas mais comuns são dor, edema, calor e vermelhidão em qualquer articulação do corpo, sobretudo mãos e punhos. As articulações inflamadas provocam rigidez matinal, fadiga e com a progressão da doença, há destruição da cartilagem articular e os pacientes podem desenvolver deformidades e incapacidade para realização de suas atividades tanto de vida diária como profissional. A AR é uma doença autoimune, ou seja, é uma condição em que o sistema imunológico, que normalmente defende o nosso corpo de infecções (vírus e bactérias), passa a atacar o próprio organismo (no caso, o tecido que envolve as articulações, conhecido como sinóvia).[7]

 

Sobre a Eli Lilly and Company - A Lilly é uma organização global líder na área da saúde que une cuidado e descoberta para melhorar a vida das pessoas ao redor do mundo. Foi fundada há mais de um século por um homem compromissado com a criação de medicamentos de alta qualidade e hoje permanece sendo guiada por essa missão em tudo o que faz. Ao redor do mundo, funcionários Lilly trabalham para inovar e entregar medicamentos que mudem a vida daqueles que precisam, melhorando o entendimento e o tratamento de doenças, e servindo a comunidades com voluntariado e filantropia. Para saber mais sobre a Lilly, acesse ww w.lilly.com.br.

 

Quando a depressão pode ser o início da solução

Prof. Everson Araujo Nauroski é filósofo clínico, doutor em sociologia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e coordenador do Curso de Sociologia do Centro Universitário Internacional Uninter

À primeira vista o título soa estranho, no mínimo curioso. Pensar que a depressão, considerada a doença do milênio, possa ser algum tipo de solução na vida de alguém parece algo absurdo. Será mesmo?

O que me levou a escrever essa breve reflexão foi o caso do Miguel (nome fictício). Com 55 anos, ele se sentia infeliz no casamento e no trabalho, dizia que sua vida não tinha mais sentido. Passadas algumas sessões no consultório de minha antiga professora, Miguel foi se dando conta de seus padrões mentais e dos problemas que criou para si mesmo. Aos poucos, começou a enxergar uma luz no fim do túnel.

Depois de anos a fio como único provedor da família, estava cansado e desanimado, sentia-se sem reconhecimento. Sua principal queixa era “me sinto sugado em casa... eu tenho que resolver tudo”. Em decorrência de seu estado de saúde, acabou perdendo um dos empregos. Isso causou mudanças no padrão de vida do qual sua família estava acostumada a usufruir. As queixas e reclamações em casa só aumentavam. De certa forma, Miguel compreendeu que ele próprio havia contribuído para que sua esposa e filhos fossem ficando dependentes, acomodados e egoístas. E agora, diante de uma conjuntura que exigia deles uma mudança de comportamento, eles não estavam nem um pouco dispostos a ajudá-lo. Em vez de todos contribuírem com algum sacrifício, buscar um trabalho e ajudar nas despesas, o pressionavam para que buscasse ajuda e, assim, tudo voltasse a ser como antes....

Sua mulher era graduada em administração, mas nunca havia trabalhado na área. Ainda antes de se formar, eles se casaram. Os dois empregos de Miguel e seu bom rendimento permitiram que sua esposa pudesse ficar em casa e cuidar dos dois filhos do casal.

Após quase 20 anos de casamento, com os filhos crescidos, um fazendo faculdade e outro terminando o ensino médio, a vida deles se resumia a uma agenda de “tocar os estudos aos trancos e barrancos”, sair com os amigos e curtir, sem se preocupar. Mas quando a mesada foi retirada, a revolta foi grande... Miguel se ressentia da atitude mimada de seus filhos e se culpava por isso.

No curso de seu tratamento terapêutico, Miguel foi se dando conta de que parte da solução do problema ele já tinha. Após meses de consultas e ainda se sentindo deprimido, ele se deu conta de que a mudança não poderia partir somente dele, mas deveria envolver a dinâmica das relações de sua família. No entanto, essa não era uma perspectiva compartilhada.  As queixas agora se somavam a ameaças da esposa: “se você não melhorar vou morar com minha mãe e levar os meninos junto. Minha família sempre teve boas condições.” Essa “insensibilidade” da esposa decorria de um casamento idealizado, que não existia mais.

Após quase um ano de tratamento, ele continua se sentindo deprimido, mas estranhamente feliz. Sua esposa foi morar com sua sogra e levou os filhos junto. Parte da venda da casa permitiu a Miguel comprar um pequeno apartamento. Com mais tempo, agora com apenas um emprego e se sentindo mais leve, passou a visitar com mais frequência sua mãe e irmãos. Em sua última consulta, disse que queria retomar as amizades deixadas para trás e quem sabe encontrar uma namorada, talvez um namorado, e riu muito das próprias palavras...