Editorial
Nossa Língua Portuguesa

Ela carrega traços da nossa história. Com o tempo ganhou novas formatações, passou por mudanças e formalizou acordos ortográficos para padronização entre os países que a tem como idioma oficial. A nossa Língua Portuguesa tem seus encantos e complexidades.

Ao avaliarmos, primeiramente, a fonética já é possível esbarrar nos questionamentos dos pequenos que estão no processo de alfabetização. As crianças aprendem a escrever e o som de cada letra, parece ser simples até que passam a unir as sílabas e formar as palavras.

Algumas palavras escrevem com ‘s’, mas tem som de ‘z’. Outras são grafadas com ‘c’, porém possuem som de ‘s’. Essa ‘confusão’ é um dos primeiros indícios da complexidade de nossa língua materna. Mas que com estudo e dedicação são ‘solucionados’.

Nem mesmo o português conseguiu escapar das artimanhas humanas. Com o passar dos anos toda a formalidade da Língua Portuguesa foi tomando outras proporções, um exemplo, ‘vosmicê’ que é a segunda pessoa do singular, termo usado no Brasil colonial que, hoje, caiu em desuso. Graficamente correta é a palavra ‘você’, que na linguagem oral pode ser facilmente identificada como ‘cê’, enquanto que na comunicação virtual fica abreviada como ‘vc’.

Mesmo em seus diversos contextos, o importante é que a comunicação aconteça. Mas vale destacar que a Língua Portuguesa jamais perdeu sua formalidade. Não é certo, tão pouco ‘bonito’, escrever uma palavra de maneira errada. O mesmo acontece com a pronúncia.

Interessante, como ela, por vezes, pode ficar em segundo plano na grade curricular de instituições de ensino superior. Como disciplina secundária perde espaço. Mas independente da formação acadêmica, se ela acontece no Brasil, o ideal seria ofertar aos segmentos do mercado de trabalho profissionais habilitados para suas funções com domínio exemplar do idioma oficial do país. Afinal, eles irão se comunicar. Em algum momento da vida será preciso escrever algo que será lido por outra pessoa, seja um e-mail, um documento, um recado.

Esse universitário e profissional de hoje enfrenta os desafios que envolvem o último acordo ortográfico. Ele precisa estudar para entender as mudanças na acentuação das vogais tônicas depois de ditongos decrescentes, dos ditongos abertos e das vogais dobradas, além disso, tem o uso do hífen, do trema e do acento diferencial.

Nossa Língua Portuguesa tem suas complexidades como as demais. Ela também tem os seus encantos. Sua diversidade de palavras, expressões e sinônimos tornam o português um idioma rico. Em nossa língua quando queremos dizer que estamos com saudades, simplesmente, usamos a palavra e todo o sentimento que ela carrega. Já os americanos, por exemplo, não têm uma palavra que traduza de forma literal, eles precisam usar expressões do idioma que, às vezes, também podem remeter a nostalgia. Para nós, brasileiros, ‘filhos da Língua Portuguesa’, nostalgia tem outro sentido. É por essas e outras que nosso idioma merece respeito.