Editorial
Pesquisa, tecnologia e ciência para promover a cura

O Parque Científico e Tecnológico de Biociências (Biopark) tem atraído olhares de pesquisadores e investidores distantes. Com mais de cinco milhões de metros quadrados, aquele espaço tem a missão de equalizar um ecossistema de inovação no âmbito científico. Atrair o interesse de instituições de ensino e pesquisa e empresas, especialmente aquelas ligadas a tecnologia, saúde e sustentabilidade é o foco dos trabalhos.

Mais um passo importante foi dado na manhã de quarta-feira (30). O Biopark inaugurou o Laboratório de Biomateriais (LBB). A iniciativa conta com a parceria da Universidade Laval, de Quebec (Canadá), do Hospital Erasto Gaertner, por intermédio de seu Instituto de Bioengenharia, da Universidade Federal do Paraná e da Universidade Tecnológica Federal do Paraná.

O país tropical, especificamente o Oeste paraense, abre as portas para que a medicina possa avançar. As pesquisas devem envolver, por exemplo, o desenvolvimento de próteses bucomaxilofaciais e ortopédicas, que com o auxílio de impressoras 3 D podem ser confeccionas em determinados tipos de materiais e serem implantadas nos pacientes.

Mais uma vez, o olhar para o futuro, com foco no presente, permite gerar oportunidades. Oportunidades no campo da pesquisa e desenvolvimento que visam gerar saúde. Oportunidades de cura, de recomeço de vida para os pacientes, especialmente, para uma sociedade que exige cada mais produtividade, rendimento e metas que resultam no desgaste da saúde.

Tratar de forma eficaz as doenças e ser ainda mais eficiente quando o assunto é saúde preventiva tem sido alguns dos desafios de milhões de pesquisadores espalhados pelo mundo. Muitos têm projetos inovadores, mas faltam recursos. Outros têm estrutura, mas faltam investimentos. Para o resultado final ser publicado, efetivado, colocado no mercado e ‘salvar vidas’ todo o processo precisa funcionar.

O Biopark é uma porta de entrada para o mundo. A ideia é que a missão ‘dele’ possa ser efetivada e gerar frutos a serem colhidos no futuro. A internacionalização da estrutura, ao contar com parcerias de outros países, apenas reforça que o conhecimento precisa e deve ser compartilhado para o bem da sociedade como um todo.