Editorial
Revisitar o futuro

O título deste editorial parece uma loucura. Plena insanidade. Como revisitar algo que somente existe no campo das ideias? Afinal, o futuro ainda não aconteceu. Previsões? Viagens no tempo? Não se trata de nada disso. Esse texto é sobre história. Mais loucura ainda, pode pensar, você, caro leitor.

Mas esse é um raciocínio lógico. Devemos conhecer o passado, a nossa história, para não cometer os mesmos erros no presente e, consequentemente, redefinir o nosso futuro. Nada melhor que este fim de semana para fazer uma reflexão sobre o que vislumbramos para o que está por vir. 

Afinal, neste sábado, comemoramos o 7 de Setembro. Mas o que significa essa data? Um desfile, atos cívicos, vestir-se de verde e amarelo e honrar a pátria amada? Estudamos que 7 de Setembro é muito mais que isso. Um reportagem especial trata deste assunto.

Comemoramos a independência do Brasil, que deixou de ser colônia de Portugal. Diversos países que já foram colônias comemoram seus dias da independência. Na Argentina é em 9 de julho, no Canadá 1º de julho, e nos Estados Unidos, 4 de julho. Até Portugal tem seu próprio dia da independência: 1º de dezembro, quando se separou da União Ibérica que formava com a Espanha.

A data é para ser comemorada, mesmo, para que seu significado não caia no esquecimento. Mas é preciso mais que isso. Estudar esses fatos históricos é necessário para que possamos ter uma reflexão crítica do presente. Infelizmente, o real conceito de pátria parece não fazer sentido num mundo globalizado e tecnológico.

No entanto, mesmo que a internet e a economia criem a sensação de que todos somos ‘cidadãos do mundo’, precisamos entender que a nossa realidade política e social é nacional e compõe uma coletividade em que fazemos parte e damos o nome de pátria.

Valorizar a pátria, no entanto, pode ter consequências muito ruins, com a falta de cultura crítica. Afinal, o Brasil não deve ser o país do “ame-o ou deixe-o”. É preciso repensar sobre patriotismo. É preciso revisitar o futuro e ver, com os próprios olhos, qual Brasil você quer para você e o que você, caro leitor, está fazendo para que esse futuro se torne real.