Proporcionalmente, Toledo é a 2ª do PR em geração de empregos neste ano

59

Toledo é novamente destaque em âmbito estadual na geração de empregos. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quarta-feira (26) pelo Ministério da Economia, a Capital Paranaense do Agronegócio foi, em termos relativos, de janeiro a abril, o segundo de maior saldo per capita de geração de empregos entre os municípios do Paraná com mais de 100 mil habitantes.

Neste período ocorreram 9.957 admissões e 7.753 desligamentos, saldo positivo de 2.204 novos postos de trabalho, uma proporção de 1.545,09 empregos criados para cada 100 mil habitantes, média que (por pouco) só não foi superior do que a de Araucária (1.562,78). Cascavel (1.359,48), Apucarana (1.272,08) e Cambé (1.250,22) completam o “Top 5”. Em números absolutos, Toledo ficou em 7º lugar, atrás de Curitiba (17.739), Cascavel (4.518), Maringá (3.478), Londrina (3.447), São José dos Pinhais (2.331) e Araucária (2.285).

Dos 2.204 novos postos de trabalho, 921 (3.534 admissões/2.613 demissões) foram gerados pelo setor de serviços, 653 (3.089/2.436) pelas indústrias, 349 (2.281/1.932) pelos estabelecimentos comerciais, 210 (788/578) pelas empresas de construção e 71 (265/194) pela agropecuária.

Abril

Se forem levados em conta somente o quarto mês deste ano, Toledo também se destacou. Com um saldo de 251 novos empregos (2.097 admissões e 1.846 demissões), o município foi o sétimo do Paraná em termos absolutos, atrás de Cascavel (1.060), Maringá (487), São José dos Pinhais (356), Apucarana (350), Araucária (325) e Cambé (278). Proporcionalmente falando, a Capital Paranaense do Agronegócio encontra-se na sexta posição, com 175,96 novos postos de trabalho para cada 100 mil habitantes – Cascavel (318,96), Cambé (258,99), Apucarana (256,91), Araucária (222,28) e Fazenda Rio Grande (219,60) estão à frente.

O setor de serviços foi responsável por 150 (746 admissões/596 desligamentos) dos 251 novos postos de trabalho criados em março no município, 60 (634/574) pelas indústrias, 45 (484/439) pelos estabelecimentos comerciais, 37 (187/150) pelas empresas de construção e a agropecuária teve saldo negativo de 41 (46/87).

Balanço

O gerente da Agência do Trabalhador, Rodrigo Souza, comemora os resultados do Caged e chama a atenção para o crescimento da construção civil, com índice acima dos demais segmentos, 1,02% em abril e 6,12% no primeiro quadrimestre, bastante acima da média geral – 0,45% e 4,14%, respectivamente. “Estes dados comprovam a força da economia de Toledo, com vários setores ao mesmo tempo apresentando um panorama bastante animador, ainda mais se levarmos em conta o impacto que a pandemia do novo coronavírus tem causado à economia em todo o mundo”, pontua.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico, de Inovação e Turismo, Diego Bonaldo, o crescimento das commodities (bem em estado bruto produzido em larga escala e com características físicas homogêneas em todo o mundo), sobretudo as relacionadas à proteína animal, contribui para este panorama. “Para que esta situação se mantenha, o governo municipal tem atuado em várias frentes, desde o incentivo ao empreendedorismo até as políticas públicas de qualificação profissional, principalmente da mão de obra dos jovens. Além de pensarmos nos setores tipicamente urbanos, como o comércio, a construção e a prestação de serviços, também estamos atentos ao desenvolvimento da atividade agropecuária no interior, onde está o motor da nossa economia”, salienta.

Da Prefeitura de Toledo-PR