Associação busca usar dados para alavancar setor de TI no Oeste do Paraná

A partir de pesquisa junto às empresas de tecnologia da informação e comunicação (TIC), foi elaborado um diagnóstico do setor no Estado. Os dados oferecem um panorama nos eixos ‘negócios’, ‘pessoas’ e ‘processos’. A tomada de informações foi possível com a participação de parceiros regionais. O Oeste do Paraná foi a segunda região com maior participação na pesquisa, conforme dados do próprio diagnóstico. O material pode ser acessado aqui no link.

Segundo o consultor do Sebrae, Vinicius Galindo de Mello, para garantir que empresas referências em suas regiões participassem do levantamento, a instituição contou com a parceria da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação do Oeste do Paraná (Iguassu-IT), Vale Digital, TI Paraná, Software by Maringá e Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro).

O Oeste do Paraná foi a segunda região com maior participação de empresas na pesquisa, 19,5%, atrás, somente, da região leste do Estado, que contou com 23,8% de participação. Ao todo foram respondidas 266 perguntas.

Na quarta-feira (10), houve um evento online de apresentação dos dados que compõem o Diagnóstico do Setor de TIC do Paraná. Participaram a Assespro-PR, Iguassu-IT e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

O consultor do Sebrae da regional de Cascavel, Osvaldo Brotto, responsável pela apresentação dos dados, observa que, a partir do diagnóstico podem ser direcionadas ações em prol do setor. “O importante é fazer uma reflexão conjunta a respeito dos dados que foram disponibilizados”, frisa.

O setor vive um momento desafiador, segundo o presidente da Igaussu-IT, Marcio Pinheiro. “Nada melhor que olhar dados para tomar decisões”, ressalta.

O presidente da Assespro-PR, Lucas Ribeiro destaca a importância do diagnóstico para a construção de empresas cada vez mais fortes e que gerem resultados e progresso para as empresas.

DADOS – No perfil empresarial, 50% são empresas de software e, dentre os dados, a mão de obra está entre os principais problemas para o setor no Estado.

No eixo “negócios”, 45% das empresas relataram carência de profissionais qualificados no mercado. Como principal ameaça, 44% apontaram a busca por novos fornecedores por parte dos clientes. Como reflexo disto, a necessidade de expansão para mercados nacionais e internacionais foi apresentada por 68% dos negócios.

No eixo “pessoas”, 44% das empresas operam em regime CLT, o que de acordo com o consultor do Sebrae/PR, representa um atrativo para profissionais. Em mais 60% do total de negócios, são oferecidos incentivos para reter mão de obra.

Característica do setor, a inovação está presente na maioria das empresas. Do total, 86% relataram investimentos em desenvolvimento de novos produtos. Os negócios demonstraram preocupação quanto à segurança de dados, sendo que 75% deles já utilizam como modelo padrão de segurança a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

Ao analisar alguns números, o presidente da Iguassu-IT ressalta que, 63% tem produtos de alta qualidade e, ao mesmo tempo acham que tem força de venda limitada. “Desenvolver o produto e colocar ele no mercado é muito importante. Precisamos vender”, ressalta Marcio Pinheiro.

A tesoureira da Iguassu-IT, Anaide Holzbach de Araújo, observa que há setores diferentes no mercado. “Quando temos empresas que atendem o médio e grande porte é diferente. Precisamos criar aceleradores de implementação e profissionalização nas entregas. Vou deixar um desafio para a gente conseguir trabalhar nisso”, frisa. “Precisamos olhar mais para nossa América Latina. Seria interessante um programa para fomentar a busca de cliente nesta região”, destaca.

Para o presidente da Assespro-PR, Lucas Ribeiro, os problemas são semelhantes em algumas questões. “Precisamos evoluir muito ainda”, destaca. “Temos muitas oportunidades fora do Brasil. Há vários programas disponíveis”, conclui.

PANDEMIA – As empresas de TIC não foram afetadas diretamente, mas precisaram atender e resolver questões de seus clientes, principalmente no processo de digitalização, ou transformação digital. “Tivemos um efeito danoso quanto à disputa por profissionais. Precisamos sensibilizar os governos para a atração de talentos para a área de tecnologia”, pondera Anaide Holzbach. “Atualmente nossa mão de obra é buscada por empresas do mundo todo”, frisa.

“Achamos que estamos transformados digitalmente e isso é um erro, ainda precisamos avançar muito. Vários itens precisam ser avaliados”, destaca Pinheiro.

FOZ DO IGUAÇU