Projetos de Marechal Cândido Rondon são premiados no Prêmio Gestor Público Paraná

O município de Marechal Cândido Rondon mais uma vez foi destaque em nível estadual, por conta de projetos inovadores dentro da administração pública e que de alguma forma contribuem para melhorar a qualidade de vida da população.

O município rondonense participou do Prêmio Gestor Público Paraná (PGP-PR) com quatro projetos, sendo dois deles premiados. A cerimônia de encerramento da edição 2020 aconteceu na última quinta-feira (10), de forma virtual através da internet.

Os projetos premiados foram: SIG Geo, com o Troféu Tecnologia e Inovação, e Gestão Integrada de Resíduos Sólidos com o Certificado de Reconhecimento.

O PRÊMIO – Neste ano, 68 municípios inscreveram iniciativas, sendo que 36 foram contemplados, além de um consórcio de municípios. Mesmo com a pandemia do coronavírus, a 8ª edição foi a segunda com maior número de projetos e municípios inscritos, ficando atrás apenas da 7ª edição, realizada em 2019, em que participaram 79 municípios com 200 projetos inscritos.

SIG GEO – O projeto teve grande destaque na edição deste ano no Prêmio Gestor Público Paraná. A sua finalidade é contribuir para a modernização da administração municipal de maneira escalável, com ênfase na melhoria da qualidade da informação por meio de sistemas de georreferenciamento e geoprocessamento. Foram utilizadas ferramentas livres e gratuitas, de modo a integrar a estrutura existente e utilizar dados da IPM (Sistemas de Gestão Pública).

Os idealizadores do projeto foram Vilson Carlos Kickow (desenhista) e João Paulo Polles (técnico de informática) com a colaboração de Alcione Isac Farsen (assistente administrativo), Elizandra Marlise Lamb (analista técnica).

De acordo com os idealizadores, é necessário suprir a demanda quanto à geolocalização e à falta de informação dos navegadores de GPS existentes para o município, além de melhorar o atendimento ao público e também os processos internos com a implantação de cadastro técnico multifinalitário, usando softwares e processos livres ou gratuitos.

Eles afirmam ainda que é preciso corrigir a numeração e a posição geográfica dos lotes/unidades do município, a base cartográfica cadastral da municipalidade, efetuar registros de fotos em 360º periodicamente das vias públicas do município e fornecer ferramentas de análise para fiscalização tributária e de obras através de mapas temáticos para tomada de decisão.

Entre as metas a serem atingidas, estão: cadastrar todas as vias rurais e urbanas no sistema com imagens em 360º e condição de navegação de GPS pessoa, e auxiliar a fiscalização tributária da Secretaria de Fazenda do município quanto à perda de receita advinda de construções sem alvará ou sem conhecimento da municipalidade.

“Observando o banco de projetos da 8ª edição do prêmio, vi que o município concorreu com projetos de alto nível e tivemos êxito na modalidade de tecnologia e inovação. Agradeço em nome da equipe envolvida no projeto, aos secretários de Coordenação e Planejamento, Reinar Seyboth, e de Fazenda, Carmelo Daronch, pela abertura do diálogo e discussão de como solucionar as demandas de cada secretaria e, principalmente, ao prefeito Marcio Rauber, que acreditou e oportunizou a viabilidade e a implantação do projeto, para que no futuro a sociedade colha os frutos deste investimento”, destaca Vilson.

GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS – Idealizado pelos integrantes do Departamento de Meio Ambiente da Secretaria de Agricultura e Política Ambiental, o engenheiro ambiental, Marcos Chaves, e a técnica em Meio Ambiente, Alessandra Algeri, o projeto Gestão Integrada de Resíduos Sólidos tem como objetivo garantir a gestão eficiente do manejo e destinação dos resíduos sólidos no município, dando sustentabilidade financeira, ambiental e social em todos as etapas do gerenciamento dos resíduos sólidos.

O projeto resultou na geração de emprego e renda para 65 catadores de materiais recicláveis. Houve aumento da quantidade de material coletado pelas associações de catadores, de 12,11% em 2016 para 21,74% em 2019, além do aumento da reciclagem efetiva dos materiais, de 8,8% em 2016 para 15,52% em 2019. O projeto resultou também na diminuição do volume recolhido pela coleta convencional, de 87,89% em 2016 para 78,26% em 2019 e na redução do volume de material aterrado, de 91,2% em 2016 para 84,48% em 2019.

“A gente fez um panorama do que melhorou nos últimos anos quanto ao cumprimento de metas com relação aos resíduos. Fizemos também um panorama geral nas melhorias feitas no Aterro Sanitário e nas associações, como também no aumento de geração de emprego e renda. Abordamos, ainda a educação ambiental. O Ecoponto passou a ser um grande diferencial, por ser um espaço em que os munícipes podem destinar os materiais e, que daí por diante podem receber o tratamento necessário. Para o futuro, com os recursos disponíveis, serão feitos investimentos nos barracões e na construção de um pátio de compostagem, onde poderá ser feito o aproveitamento do lixo orgânico domiciliar”, explicam os idealizadores.

Da Redação

MARECHAL CÂNDIDO RONDON