Sanepar adota rodízio em nove cidades do Oeste e Sudoeste

A redução na vazão nos mananciais de abastecimento, provocada pela severa estiagem que atinge o Paraná, leva a Sanepar a implantar o rodízio no abastecimento de água a partir da próxima segunda-feira (30) em três cidades da região Oeste e seis da região Sudoeste. “A medida é necessária e será aplicada para garantir que todas as áreas das cidades recebam água”, explica a gerente-geral Sudoeste da Sanepar, Rita Camana.

Em agosto o Paraná passou a integrar o Monitor da Seca, criado devido à estiagem severa do Nordeste do País em 2012. Dados do observatório mostram que 62% do território paranaense estão afetados pela seca. As chuvas previstas devem vir em volume pequeno, não vão resolver o déficit hídrico e não trarão alívio para o abastecimento e nem para a lavoura, que também sofre com a seca prolongada.

Na região Sudoeste, entram na programação do rodízio os sistemas de abastecimento de Capanema, Planalto, Salgado Filho, Pranchita, Dois Vizinhos e Nova Prata do Iguaçu. Os rios perderam de 70% a 90% no volume de água, como é o caso do Rio Siemens, que abastece Capanema e Planalto, o Rio Jirau Alto, que fornece água para Dois Vizinhos, e o Rio Tamanduá, em Salgado Filho, que praticamente secou.

Cascavel, Medianeira e Três Barras do Paraná são as cidades do Oeste que passam a ter o fornecimento de água de forma alternada. As vazões dos rios Cascavel, Peroba, Saltinho e São José, em Cascavel, estão com redução de mais de 50% no volume de água.

O Rio Alegria, em Medianeira, voltou a perder vazão acima de 40%. E o Trigolândia, que abastece Três Barras do Paraná, teve queda acentuada, chegando a reduzir 90% no seu volume.

A programação do rodízio de cada sistema será divulgada individualmente, com os dias e horários de fechamento para cada setor das cidades.

USO RACIONAL – Agora, mais do que nunca, o uso da água deve ser prioritário para alimentação e higiene pessoal. A limpeza dos ambientes, tão necessária neste momento de pandemia, deve ser feita com balde e pano.

O uso da mangueira para qualquer atividade deve ser abandonado. A lavagem da roupa precisa ser feita de forma cumulativa para evitar desperdícios. E a água descartada desta lavagem e do enxágue das roupas pode ser aproveitada nas descargas e limpezas dos ambientes.

“Esse é o momento de todos darem sua parcela de contribuição e ajudarem as cidades a passarem por essa crise hídrica com o menor impacto possível no abastecimento”, alerta Rita.

Da AEN