Soldado Fruet cobra providências do Governo contra Covid-19 na fronteira

Na sessão plenária remota da última segunda-feira (30), o deputado estadual Soldado Fruet (PROS) solicitou mais atenção do Governo do Paraná para reforçar a estrutura de enfrentamento à pandemia da Covid-19 na região da fronteira. Devido ao aumento expressivo de casos na 9ª Regional de Saúde, um dos pedidos do parlamentar é que a Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) estude a viabilidade de implantação de um hospital de campanha em Foz do Iguaçu. Outra reivindicação do deputado é que o Estado regulamente medidas sanitárias no transporte coletivo.

“Temos assistido um expressivo aumento de casos de contaminados pela Covid em nosso Estado. Aqui em Foz do Iguaçu, os últimos relatórios da Sesa mostram números alarmantes, 50% acima da média no restante do Estado”, destacou o Soldado Fruet. Ele ressaltou que a questão dos brasiguaios constitui um agravante na região. “Embora residam no Paraguai, não encontram naquele país suporte médico necessário e atravessam a ponte para buscar atendimento médico”. Além disso, comentou que há argentinos que atravessam o rio de barco para se tratar na cidade paranaense.

Segundo o deputado, “estamos próximos do colapso, com mais de 90% dos leitos e enfermarias ocupados e a Prefeitura restringindo atividades no sentido de minimizar aglomeração de pessoas e risco de contágio”. Ele citou que Foz do Iguaçu é uma cidade de clima quente, com vida noturna.

“É impossível uma cidade turística fechar os comércios à meia-noite”, ponderou, salientando a preocupação com os empregos. “Estamos no final do ano, dependemos de turistas para sobreviver. Se não passarmos segurança para os turistas, vai ser outro colapso econômico na nossa cidade”, apontou.

O Soldado Fruet lamentou que o município não tenha agido para reduzir os riscos de contaminação no transporte coletivo, “que circula com número reduzido de ônibus e poucos horários nas linhas, obrigando a população a superlotar os veículos”.

“Temos uma média de 60 mil usuários, mas nada é feito para desinfectar esses ônibus. Já solicitei ao prefeito, mas diante do aumento da contaminação e como se trata de saúde pública, acho necessária uma urgente ação do Estado para regulamentar o transporte público nesta época de pandemia”, explicou. Para ele, “de nada adianta fechar os comércios se os ônibus permanecerem com aglomeração e sem o mínimo de preocupação com os seus usuários”.

Da Assessoria