Aids: essa luta não pode parar

O mês de dezembro começa com um apelo de luta contra um vírus que tem feito milhares de vítimas durante anos. O dia 1º de dezembro é lembrado há 30 anos como o Dia Mundial de Luta contra a Aids e as ações de combate e prevenção são estendidas durante o todo mês. Essa data foi instituída como forma de despertar a necessidade da prevenção, promover o entendimento sobre a pandemia e incentivar a análise sobre a Aids pela sociedade e órgãos públicos.

O laço vermelho, muito utilizado no mês de dezembro e, mais recentemente, também em outros meses, simboliza a ligação dessa doença com o sangue e a ideia de paixão, solidariedade e comprometimento com a luta.

O Ministério da Saúde apresentou na última terça-feira (1º) o Boletim Epidemiológico HIV/Aids 2020, que traz os dados de diagnósticos e infectados consolidados do ano de 2019. Segundo dados, atualmente cerca de 920 mil pessoas vivem com HIV no Brasil: 89% delas foram diagnosticadas, 77% fazem tratamento com antirretroviral e 94% das pessoas em tratamento não transmitem o HIV por via sexual, por terem atingido carga viral indetectável. Até outubro deste ano cerca de 642 mil pessoas estavam em tratamento com antirretroviral.

TESTAGEM – O Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA/SAE) do Consórcio Intermunicipal de Saúde Costa Oeste do Paraná (Ciscopar) realiza neste mês orientações via on-line para as empresas e demais grupos sobre prevenção ao vírus HIV. A coordenadora do CTA/SAE Jéssica Leonita Sartor explica que a devido à descentralização da PEP para os 18 municípios, a agenda do departamento não permitiu realizar outras atividades além das publicações on-line.

Ela conta que no início da pandemia houve uma restrição da testagem rápida e de livre demanda e que o Ciscopar realizava os testes em alguns casos específico. Porém, a testagem por agendamento retornou na unidade e a dispensa de medicamento continuou neste período.

“Todos os pacientes conseguem ter acesso a medicação retirada no CTA ou no seu município, porque enviamos quando os pacientes solicitam. Em nenhum momento da pandemia os pacientes ficaram sem a medicação retroviral”.

Jéssica enfatiza que a prevenção vai muito além do uso do preservativo, ela inclui testar regularmente as pessoas, tratar todas as pessoas diagnosticadas com HIV, prevenir a transmissão vertical, vacinar contra Hepatite B e HPV e tratar as outras doenças sexualmente transmissíveis.

Da Redação