Covid-19: os cuidados essenciais em relação à escova dental

Escovar os dentes é uma ação do cotidiano, quase que no ‘automático’. A escova de dentes é um objeto importante na higiene bucal. Esse item também está entre os cuidados preventivos contra o novo coronavírus. Diante de um resultado positivo para Covid-19, a escova precisa ser trocada, além disso, é importante evitar que o objeto fique próximo ao de outras pessoas que não foram contaminadas.

“A escova pode vir a transmitir o vírus para outra pessoa – no caso de encostar na escova de outra pessoa – , pois, o vírus pode sobreviver em determinadas superfícies, como o cabo da escova”, cita a especialista e mestre em Ortodontia, doutoranda em Materiais Dentários, Jessica Rico Bocato Borborema. “No entanto, não está claro, o tempo de viabilidade do vírus especificamente em escovas de dente. O ideal é que quando uma pessoa infectada compartilha o banheiro com outras, não contaminadas, as escovas fiquem separadas, para que não haja o risco de contaminação, caso se toque na haste, sendo importante guardar em um porta-escovas”.

Jessica explica que a saliva é um meio de transmissão da Covid-19, por isso, é necessário que aconteça a troca da escova durante e após o tratamento da doença para evitar o risco de reinfecção. Ela acrescenta que essa informação vem sendo transmitida, porém, ainda não tem muito embasamento científico para ser dita com exatidão.

“Dessa forma, até termos uma certeza sobre os riscos, vem sendo aconselhado o uso de produtos como enxaguantes bucais apropriados ou água oxigenada para uma boa desinfecção, sendo importante o uso durante o período da doença. A solução pode ser borrifada na escova ou então deixar o item de molho por alguns minutos. Depois de higienizada, não é aconselhável deixar a escova sobre a pia do banheiro, o ideal é guardar num porta-escovas”, orienta.

SAÚDE BUCAL – A pandemia desencadeou outros problemas relacionados à saúde bucal, com isso, uma escovação adequada pode contribuir para evitar outros agravos. “Durante este período que vivenciamos de incertezas, a busca nos consultórios tem aumentado por pacientes que relatam estar ‘apertando’ ou ‘rangendo’ mais os dentes, decorrente do aumento do stress e ansiedade. Esse ato de apertar ou ranger os dentes é chamado de bruxismo e dependendo do grau de severidade, pode acarretar desgaste dental patológico, sensibilidade e retração gengival. Neste momento é extremamente importante a recomendação da escovação adequada, pois muitas vezes, o paciente que apresenta o bruxismo não escova os dentes de forma correta, podendo piorar a retração gengival e a sensibilidade”, alerta.

ESCOVA DENTAL HIGIENIZADA – A escova dental não serve apenas para deixar uma sensação de frescor e limpeza na boca. A profissional enfatiza que as cerdas do produto, com o creme dental, conseguem desorganizar a placa bacteriana. “Por outro lado, uma mistura de saliva, restos alimentares e bactérias podem ficar retidos no meio das cerdas da escova e que se não forem higienizadas podem retornar para a cavidade bucal. Por isso, é essencial usar produtos com ação antimicrobiana para limpeza das escovas”.

Jessica orienta que seja realizada a desinfecção das escovas de dentes com enxaguantes bucais a base de clorexidina ou solução de água oxigenada. É muito importante também diminuir a umidade da escova para não ter proliferação de microorganismos. Após o uso, ela indica bater o cabo na borda da pia e secar as cerdas com papel toalha ou papel descartável; não utilizar toalhas ou panos para enxugar, pois podem deixar resíduos na escova.

PERÍODO DE TROCA – “É importante realizar a troca das escovas regularmente devido ao acúmulo de placa bacteriana após determinado tempo. Dessa forma, as trocas devem ocorrer, em média, a cada três meses de uso. Um tempo maior que este, começa a haver desgastes das cerdas, comprometendo a remoção da placa bacteriana sobre a superfície dos dentes e gengiva, com isso, a escova perde a eficiência. No entanto, casos de força excessiva durante as escovações, podem danificar mais rapidamente e devem ser trocadas a cada um mês de uso”, conclui.

Da Redação / TOLEDO