Covid-19 x atividade física: é fundamental manter o foco na saúde

Mesmo para quem já tinha hábitos saudáveis e aproveitava o verão para amplificar a rotina de atividades físicas, especialmente ao ar livre, a pandemia trouxe impactos. Treinos mais leves, distanciamento do profissional de educação física, uso de álcool em gel, aquisição de equipamentos individuais e uso de máscara são algumas das mudanças, mas o difícil é superar a doença.

A servidora pública federal, Amanda Jaqueline Teixeira, pratica atividade física faz cinco anos. Ela optou em treinar ao ar livre por achar que é uma atividade que se adequa melhor ao seu estilo de vida e também, além de trazer-lhe mais segurança por causa da pandemia.

“Em 2020, iniciei uma rotina de treinos com acompanhamento profissional. No mês de maio, fiz a opção de não encontrar com o treinador mesmo que as atividades fossem realizadas ao ar livre devido ao risco de contágio pela Covid-19, como sou trabalhadora de área essencial, a proteção dos outros passou a ser prioridade. Os treinos, portanto, passaram a ser realizados on-line, por videochamada com o treinador”, relata.

Amanda se adaptou a modalidade on-line e além de manter outros hábitos saudáveis, contudo, infelizmente, em dezembro ela recebeu diagnóstico positivo para a Covid-19. “Durante o isolamento domiciliar, apesar de sintomas bem fortes, mantive uma boa rotina de hidratação e alimentação, precisando ficar alguns dias sem treinar. Desde o início da pandemia, meu personal trainer, o Fábio Bento, estuda os efeitos da doença no organismo, as formas mais adequadas de seguir o condicionamento físico entre outros aspectos. Dessa forma, rapidamente, conseguimos retomar os treinos com os cuidados necessários”, pontua.

O retorno presencial aos treinos ocorreu de forma gradativa. Amanda passou a fazer uso ainda mais frequente de álcool em gel, sem ter contato direto com o chão, além da aquisição dos próprios equipamentos para o treino e assim evitar o compartilhamento. Em relação ao uso da máscara, em espaço aberto e durante a prática da atividade física, ela cita que o processo de adaptação ocorreu rapidamente, tendo em vista de que é algo necessário para a segurança do coletivo.

IMPORTÂNCIA DA ATIVIDADE FÍSICA – Para Amanda, a rotina contínua de atividades físicas contribuiu significativamente em seu processo de recuperação da doença. “Não tenho dúvidas de que ter hábitos mais saudáveis de alimentação atrelados a uma rotina bem delimitada e individualizada de treinos foram medidas fundamentais para além de recuperar muito rápido, apesar de ter tido sintomas fortes, não apresentar no momento, qualquer resquício da doença. Atividade física é fundamental neste processo pandêmico, pra saúde mental e física, mas precisamos fazê-la da forma mais segura possível, até que sejamos todos vacinados”.

SAÚDE EM FOCO – Segundo o treinador esportivo/personal trainer, Fábio Bento, uma das medidas é baixar a intensidade e volume dos treinos, conforme orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS). “Neste momento de combate a pandemia é importante manter em alta os padrões de imunidade, adotar a prática de atividades físicas moderadas, manter os cuidados com a higiene (esterilização das mãos), alimentação equilibrada, entre outros hábitos saudáveis”.

No caso da Amanda, o profissional pontua que após o processo de recuperação da doença, a retomada dos treinos ocorreu de maneira gradativa com a liberação médica. Ele comenta que as atividades foram mais leves e com controle do treino para poder dosar a carga de volume e intensidade, tudo de acordo com a individualidade biológica da aluna.

“É importante manter o corpo saudável e em movimento. Se a Amando fosse sedentária, provavelmente, o processo de recuperação não teria ocorrido de maneira satisfatória. Cuidar da saúde em tempos de pandemia deve ser uma de nossas prioridades”, enfatiza.

Da Redação

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