Ocupação dos leitos de UTIs na Macrorregião Oeste está quase em 100%

A Macrorregião Oeste é formada pela 10ª Regional de Saúde de Cascavel, 9ª Regional de Saúde de Foz do Iguaçu, 8ª Regional de Saúde de Francisco Beltrão, 7ª Regional de Saúde de Pato Branco e a 20ª Regional de Saúde de Toledo. As cinco regionais possuem 172 leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI’s) exclusivos para a Covid-19. Destes 159 estavam ocupados até o meio-dia de quinta-feira (10), ocasionando uma taxa de 92,44% de ocupação.

Outro fator a ser observado é que havia o pedido de sete leitos exclusivos para o coronavírus aguardando a disponibilidade na Macro Regulação, até às 12 horas de ontem, sendo que dois eram para Toledo, Cascavel e Foz (cada cidade) e um em Francisco Beltrão. Cascavel também necessitava de um leito de UTI pediátrica.

O município de Toledo possui 24 leitos de UTI para atendimento da doença, os quais estão disponíveis na Associação Beneficente do Oeste do Paraná (Hoesp), mantenedora Hospital Bom Jesus. Até a atualização realizada às 12 horas de quinta-feira (10), dos 24 leitos existentes, 21 estavam ocupados, gerando uma taxa de 88%.

A secretária de Saúde de Toledo Denise Liell afirma que a prevenção é essencial neste momento. Ela ainda solicita a colaboração da população quanto às medidas para evitar o contágio dessa doença, como o uso da máscara, a utilização do álcool em gel, lavar as mãos com água e sabão quando possível, evitar aglomerações e sair de casa quando necessário.

Denise complementa que o município, atualmente, segue as orientações do decreto do Estado do Paraná que tem validade até o dia 17 de dezembro. O decreto prevê o toque de recolher das 23 horas às 5 horas, também proíbe confraternização e eventos presenciais com aglomerações com grupos de mais de dez pessoas, excluindo a contagem de crianças de até 14 anos.

REGIÃO – A ocupação dos leitos de UTI’s não é uma realidade somente em Toledo. Em Assis Chateaubriand, na Associação Beneficente Moacir Micheletto, a taxa de ocupação chegou a 100%, ou seja, os 14 leitos de UTI’s para a Covid-19 estavam com pacientes. Assis e Toledo compõem a 20ª Regional de Saúde.

Em Cascavel, ao todo são 46 leitos de UTI’s para atendimento da doença, até às 12 horas de ontem, 44 estavam ocupados. Os Hospitais de Retaguarda e São Lucas estavam com a taxa de ocupação em 100% e o Huop 93%.

Na 9ª Regional de Saúde de Foz, a taxa de ocupação era de 90%, sendo que de um total de 50 leitos, cinco leitos estavam disponíveis. A 8ª Regional de Saúde de Francisco Beltrão também chegou a ocupação de 100%, ou seja, os dez leitos estavam ocupados e em Pato Branco, somente o Pelizzari possuía duas vagas disponíveis.

REATIVAÇÃO – Atualmente o Estado soma 1.090 leitos de UTI adulto, 1.690 enfermarias e 22 UTI’s e 34 enfermarias pediátricas. Desde 20 de novembro, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) tem viabilizado a reativação de leitos de UTI e enfermaria em todas as macrorregiões do Paraná. Dados da Regulação de Leitos Estadual atualizados na quarta-feira mostram que 197 leitos de UTI adulto foram reativados no Paraná. Além disso, existe a previsão de mais 44 leitos até a próxima segunda-feira (14).

O JORNAL DO OESTE manteve contato com a assessoria de comunicação da Sesa sobre a possibilidade de abertura de novos leitos de UTI. A informação repassada é que os municípios de Assis Chateaubriand e Cascavel receberão novos leitos de UTI para a Covid-19. No entanto, a confirmação deve acontecer até a próxima semana. A assessoria de comunicação não informou sobre a quantidade de leitos que serão implantados nestes municípios.

Desde 26 de março, quando houve a implantação dos leitos exclusivos no Estado, 31.683 paranaenses já foram atendidos. Na quarta-feira, 2.111 pacientes estão internados no Paraná. A média de permanência de um paciente é de 12 dias na UTI.

ORIENTAÇÃO – Conforme o secretário de Estado da Saúde Beto Preto, a orientação do governador é ampliar e disponibilizar o maior número possível de leitos para atendimento à população. “Porém, é importante reforçar que estas medidas são finitas. O sistema de saúde em todo o mundo está chegando ao seu limite, seja pela falta de profissionais, medicamentos, equipamentos ou estrutura”.

Para Beto Preto, a melhor prevenção neste momento é reforçar as medidas adotadas desde o início da pandemia. “Enquanto não houver uma vacina segura e eficaz, pedimos que a população se conscientize e retome os cuidados básicos de prevenção da doença, como o uso de máscaras, álcool em gel, adoção do distanciamento social de pelo menos dois metros, além de evitar aglomerações”.

Da Redação