Por que vacina contra a febre amarela?

A febre amarela silvestre é uma doença infecciosa febril aguda causada pelo vírus da febre amarela. Ela é transmitida por mosquitos do gênero Haemagogos a pessoas não vacinadas que entram em áreas rurais, matas, rios, parques, reservas ou localidades que já tem casos confirmados da doença. A forma urbana da doença ocorre pela transmissão da mesma pelo Aedes aegypti.

A vacina está disponível nas Unidades Básicas de Saúde de todo Estado. Quem tem entre nove meses de idade e 59 anos e nunca tomou uma dose deve se vacinar.

 

TRANSMISSÃO – Na FAS o ciclo de transmissão se processa entre o macaco infectado –> mosquito silvestre –> macaco sadio. Na FAU a transmissão se faz através da picada do mosquito Aedes aegypti, no ciclo: homem infectado –> Aedes aegypti –> homem sadio.

O período de incubação varia de três a seis dias, após a picada do mosquito infectado. O sangue dos doentes é infectante 24 a 48 horas antes do aparecimento dos sintomas até três a cinco dias após, tempo que corresponde ao período de viremia. No mosquito Aedes aegypti, o período de incubação é de nove a dias, após o que se mantém infectado por toda a vida.

 

DIAGNÓSTICO – É clínico, epidemiológico e laboratorial.

 

SINTOMAS – Os primeiros sinais da doença são febre alta de início súbito, associada a dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômitos, dor no corpo, dor abdominal. Com isso, a enfermidade pode se confundir com outras doenças como leptospirose, gripe ou dengue.

A febre amarela pode ter evolução rápida, em cerca de 10% dos casos, para formas graves com icterícia (amarelão da pele), dor abdominal intensa, sangramentos em sistema digestivo (vômitos ou fezes com sangue), pele ou urina e falência renal. Por isso, a importância de identificar a doença precocemente para realizar os cuidados médicos necessários.

 

TRATAMENTO – Não existe tratamento antiviral específico. É apenas sintomático, com cuidadosa assistência ao paciente que, sob hospitalização, deve permanecer em repouso, com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado. Os quadros clássicos e/ou fulminantes, exigem atendimento em Unidade de Terapia Intensiva, o que reduz as complicações e a letalidade.

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