Síndrome pós-festas: é preciso estar atento aos sintomas físicos e psicológicos

É mais comum do que se imagina o surgimento de distúrbios e doenças emocionais no período pós-festas. Diante de todas das dificuldades e incertezas vividas em 2020, à mudança de ano não representa a solução para os problemas. As frustrações permanecem se nada for feito para mudar e dessa forma é preciso estar em alerta em relação à saúde mental.

Conforme a psicóloga, Janes de Paula, é normal algumas pessoas desenvolverem depressão logo no início do ano. Ela cita que costuma atender pacientes que desenvolvem a síndrome de fim de ano, os quais apresentam sintomas físicos e psicológicos como angústia, frustração, tristeza, insônia, melancolia, alterações no apetite, culpa e ansiedade.

Para Janes, esses quadros podem representam personalidades que exigem muito de si. “O encerramento de um ano tende a representar o fim de um ciclo. É muito comum que as pessoas façam análises de como foi o ano, o que atingiram, os planos que não realizarem, enfim, um balanço financeiro e emocional. Quando o foco fica apenas naquilo que foi deixado de lado, nos sonhos que não foram concretizados, os sentimentos de frustração, angústia e medo são mais intensos e podem desencadear crises de tristeza e dúvidas sobre o sentido de sua existência”.

SÍNDROME DO FIM DE ANO – Conforme a psicóloga, essa síndrome por ser desencadeada por uma série de motivos. “São diversos os sintomas emocionais e psicológicos que podem envolver esse quadro. Quando a pessoa notar algo diferente, ou principalmente, quem está ao seu lado, é muito importante busca ajuda profissional o mais rápido possível. Com diagnósticos precoces é possível evitar mais sofrimento e iniciar os tratamentos médicos e psicológicos de maneira paralela”, alerta.

Janes comenta que as pessoas não devem exigir muito neste momento. Ela destaca que a pandemia deixará reflexos negativos por longo tempo, por isso, é fundamental que todos voltem o olhar para a saúde em todos os seus aspectos e sem esquecer-se de nenhuma faixa etária.

PENSAMENTO POSITIVO – “A positividade é fator essencial para que possamos levar uma vida com mais leveza. Exercitar a resiliência também é fundamental para mantermos elevada nossa autoconfiança e autoestima. É fundamental que as conquistas sejam enaltecidas e valorizadas. Quando olhamos mais para aquilo que conseguimos é possível cultivar o nosso ‘melhor lado’ e assim manter o espírito de otimismo e esperança”, declara.

Da Redação

TOLEDO