Abrir MEI foi uma alternativa entre os agravos da pandemia

Abrir o próprio negócio e apostar em novos segmentos de trabalho foi uma das principais opções de muitos trabalhadores no turbulento ano de 2020. O balanço anual da Sala do Empreendedor de Toledo aponta que no ano passado foram abertos 1.233 novos CNPJ’s MEI, enquanto que em 2019, foram 1.274. Ser um microempreendedor individual permitiu manter a renda.

“Percebemos que apesar da pandemia os números de atendimentos na Sala do Empreendedor permaneceram altos”, avalia a responsável pela Sala do Empreendedor de Toledo, Fernanda Moreira. “O MEI se tornou uma alternativa de renda as pessoas que perderam o emprego ou que tiveram diminuição de seus rendimentos devido às restrições impostas pela pandemia”.

Os setores que mais possuem CNPJ’s ativos como MEI, segundo Fernanda, são da área de serviços na construção civil, comércio de vestuário e na área de cuidados com a beleza. “Apontamos como principais justificativas o fato de serem atividades, como na construção civil, que devido os encargos trabalhistas algumas empresas solicitam o CNPJ MEI para a contratação da pessoa por se tratar da realização de algum serviço temporário. Na área do comércio de vestuário é devido à facilidade para aquisição de produtos e revenda, gerando renda a essa pessoa de forma facilitada e com baixo custo e muitas vezes podendo ser realizada via internet não necessitando de um estabelecimento comercial”, declara.

Não é possível traçar um perfil conciso dos microempreendedores de Toledo. Contudo, dados da Sala do Empreendedor do município apontam que aproximadamente 30% compreendem faixa etária que varia dos 31 aos 40 anos; 23% dos 41 aos 50 anos e 22% dos 21 aos 30 anos.

BAIXAS NAS EMPRESAS – Em relação às empresas que encerraram as atividades em 2020, Fernanda explica que os números fornecidos referente a baixa de CNPJ’s são daquelas que passaram pelo atendimento da Sala do Empreendedor. Já as empresas que foram baixadas pelo próprio empresário a Sala não tem como identificarmos. Os dados apontam que, em 2019, foram baixadas 368, enquanto que no ano passado foram 386.

“Com relação à baixa de CNPJ’s notamos que não houve um aumento significativo, permaneceu dentro da média dos outros anos, isso se dá pelo fato de o CNPJ MEI possuir um baixo custo de manutenção”, justifica a responsável pela Sala do Empreendedor de Toledo.

SUPORTE – A Sala do Empreendedor funciona como um ‘setor de apoio’ ao microempreendedor individual, pois a maior parte das obrigatoriedades do MEI podem ser consultadas e resolvidas através do Portal de Atendimento. Dessa forma, a Sala funciona como um ‘suporte’ para auxiliar a esclarecer as dúvidas dos empreendedores para que possam cumprir suas obrigações dentro da legalidade.

“Em 2020, nossa maior dificuldade foi conseguir repassar informações aos empresários sobre os atendimentos quando houveram os períodos de lockdown. Estamos trabalhando neste ano para que os empresários tenham acesso a todos serviços através da internet, para evitar que não percam tempo em filas ou caso, fatos como o que ocorreram no ano de 2020 como o fechamento de órgãos públicos devido a pandemia, não venham a interferir nos atendimentos ao empresário. Nossa maior expectativa é que possamos atender aos empresários cada vez mais de forma ágil e sem burocracias desnecessárias, ofertando serviços via internet ou através de outros canais que venham agilizar o dia a dia dos usuários do serviços da Sala do Empreendedor”, conclui.

Da Redação

TOLEDO