Adapar orienta produtores sobre a proibição da utilização de paraquate

Produtores rurais que ainda têm produtos agrotóxicos com o ingrediente ativo paraquate não devem mais utilizá-los nos cultivos na safra agrícola de 2020/2021. Após Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para prorrogar o prazo de utilização do produto em estoque, adquiridos até a data limite, a Agência criou um calendário específico para aplicação e autorizou o uso do paraquate em estoque conforme região e cultura em prazos determinados.

A data limite para as regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste foi 31 de maio. Desde então, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) realiza fiscalizações rotineiras para evitar a utilização do agrotóxico. O fiscal agropecuário da Adapar Anderson Lemiska explica que com a prorrogação do prazo para utilização, as empresas fabricantes não estão recolhendo os produtos e muitos produtores ainda tinham em estoque. O prazo final foi dado para que houvesse um esgotamento dos estoques.

“Dia 31 de maio foi o último dia para a utilização. A partir de agora ele fica um herbicida sem registro para utilização no Brasil. Se tiver alguma utilização nós vamos fazer as autuações e aplicações da multas. Como é um produto que não tem registro para nenhuma cultura, é previsto na lei federal de agrotóxico a interdição e a destruição da cultura ou produto”, esclarece.

O fiscal conta que a Agência está reforçando essas orientações com os produtores da região para evitar prejuízos e também para que eles solicitem ao fabricante o recolhimento do produto. “Na nossa região, praticamente, poucos utilizavam, porque as próprias cooperativas e as revendas já se prepararam em não comprar esse tipo de produto sabendo da proibição. Elas colocam herbicidas substitutos ao paraquate”.

ENTENDA O PRODUTO – O fiscal da Adapar Anderson Lemiska conta que o paraquate é um produto muito antigo no Brasil utilizado com a finalidade de dessecação de plantas, tanto na pré-semeadura nas culturas, quanto na pré-colheita como no caso da soja. “Essa dessecação tem a finalidade de acelerar a maturação da planta e facilitar a colheita. Ele é um produto com uma carência relativamente baixa, com menos de dez dias já é possível fazer a colheita, mas depois de um certo tempo, a Anvisa colocou em pauta o produto para avaliação”.

A Agência Brasileira de Vigilância Sanitária (Anvisa), na sequência de uma avaliação completa, decidiu proibir a produção, importação, comercialização e utilização de paraquate devido a sua elevada toxicidade. A proibição entrou em vigor em 2020, depois de um período transitório de três anos. Mas por meio da RDC nº 428/2020, de 7 de outubro, a Anvisa criou um calendário específico para aplicação e autorizou o uso do paraquate em estoque conforme região e cultura em prazos determinados.

“O grande problema é, principalmente, para o aplicador. O produto tem uma alta toxicidade e na bula, conforme o registro do fabricante, a Avisa colocou que pode causar alguns problemas de saúde, como câncer, Parkinson, entre outras doenças”, finaliza.

Da Redação*

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*Com informações da Aen