Adoção na pandemia: plataformas digitais são importantes ferramentas para o andamento dos processos

A pandemia da Covid-14 fez que os processos de adoção já encerrados ganhassem mais agilidade no quesito de aproximação, algo que antes acontecia de maneira mais lenta. A abertura para a utilização das plataformas digitais, de maneira mais intensa, permite que crianças e adolescentes que vivem em entidades de acolhimento institucional possam manter a esperança em encontrarem uma família.

“Durante a pandemia, os processos de adoção na Comarca de Toledo não foram paralisados ou interrompidos, só tivemos de nos adequar as normas estabelecidas”, cita a assistente Social do Núcleo de Apoio Especializado à Criança e ao Adolescente (NAE) da Comarca de Toledo, Rita Adriana Chicarelli Ruiz. “É importante assinalar que os procedimentos precisaram ser adaptados em observância às recomendações do Ministério da Saúde, Organização Mundial da Saúde (OMS), Secretaria de Saúde e autoridades civis a fim de evitar o alastramento da Covid-19. O Tribunal de Justiça do Paraná, por sua vez, publicou o Decreto Judiciário 401/2020 mantendo o atendimento preferencialmente de forma remota com atendimento presencial agendado se imprescindível”.

CONTATO VIRTUAL – Para que os processos finalizados tivessem continuidade foi aprimorada a utilização das plataformas digitais. Esse avanço permitiu o contato das famílias com as crianças e adolescentes. Além disso, também facilitou a realização de reuniões entre os envolvidos para que os trabalhos pudessem dar andamento.

Rita reforça que os processos não foram prejudicados. Ela cita que o NAE e o Grupo de Apoio à Adoção de Toledo (Gaat) conseguiram dar sequência aos trabalhos – seguindo todas as recomendações de segurança – iniciando a aproximação de crianças e ou adolescentes com os pretendentes de forma virtual, por videochamadas, áudios, fotos, reuniões e o resultado foi positivo.

“Assim que o processo de destituição do poder familiar da criança ou adolescente está encerrado ocorre o cadastro deles no SNA. Depois disso, inicia busca por famílias de acordo com o perfil. Após um período de aproximação à guarda para fins de adoção é deferida e começa o estágio de convivência”, esclarece.

100 DIAS DE ADAPTAÇÃO – Após receber a guarda para fins de adoção, os pretendentes levam a criança/adolescente para casa e iniciam o processo de adaptação – também definido como estágio de convivência. Durante este período a mãe ou o pai entram em licença maternidade para que consigam acompanhar o filho com prioridade e se dediquem a adaptação. 

Nessa fase os pais terão de participar do grupo de pós-adoção e receberão acompanhamento e orientação da equipe do NAE. “Findado o estágio de convivência é feito um relatório sobre este período que será anexado aos autos para que então a adoção seja deferida e o novo registro de nascimento expedido”, cita Rita ao reforçar que adotar é uma forma de gerar um filho no coração.

Da Redação