Afocato acolhe e cuida de animais vítimas de maus-tratos

Eles precisam de um lar para que possam receber carinho e atenção. Com um tutor responsável, os animais não precisam viver nas ruas em busca de alimento e abrigo. Contudo, nem todos têm sorte e acabam sofrendo situações de maus-tratos e abandono. O município conta com os trabalhos da Associação Focinhos Carentes de Toledo (Afocato) que acolhe e incentiva a adoção consciente.

Um problema recorrente que não atinge somente Toledo é a ocorrência de situações de maus-tratos e abandonos. No ano passado, a entidade acompanhou aproximadamente 265 casos de violação dos direitos dos animais.

“Abandono é crime e é considerado maus-tratos. Geralmente, ele ocorre mais comumente em áreas rurais, em periferias com bairros mais carentes e que tenham acesso fácil a vias rodoviárias, em terrenos e áreas baldias. Também, o abandono acontece nos portões das casas de protetores de animais, pois quem abandona sabe que essas pessoas não negarão acolhimento ao animal. Por isso a situação dos protetores é sempre caótica”, alertam as integrantes da Afocato, Anna Luisa Finkler e Maria Lúcia Gollmann – membros efetivos da Afocato que representaram a Associação.

Em relação aos tipos de maus-tratos, elas citam que é comum o abandono e negligência como a falta de castração ao deixar as fêmeas criarem constantemente e abandonando os filhotes; falta de cuidados básicos com comida (sem água, sem comida ou se tem não é o suficientes); falta de higiene (sem tosa e banho); falta de local apropriado (deixar acorrentados, sem

abrigo do sol e da chuva. Os voluntários também encontram muitas situações de falta de cuidados veterinários por alguma doença como tumores avançados, feridas, traumas ortopédicos, entre outras.

ACOLHIMENTO – “Sempre que a Afocato acolhe um animal vítimas de maus-tratos é avaliada a condição geral desse animal, se necessário ele é encaminhado para cuidados em clínicas veterinárias parceiras ou atendimentos pela prefeitura. Ele também recebe banho, vacina, vermífugo e carinho. O animal será cuidado em lar temporário até ficar sadio e apto para a adoção. Geralmente, não doamos animais doentes, salvo em raras exceções, como quando o animal possui um problema de saúde crônico e o adotante interessado tem ciência e se compromete com esse cuidado contínuo”, declaram ao enfatizarem que o número de acolhedoras não consegue atender a demanda e que a Associação precisa de suporte financeiro para suprir as necessidades desses animais acolhidos.

Da Redação

TOLEDO