Associação dos Autistas: atividades e orientações acontecem de forma online

As crianças e os adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) também tiveram um ano de mais dificuldades. Promover o ensino, a interação e o entretenimento, repassar as atividades cotidianas, não deixar de fazer o que é essencial para manter o corpo e a mente saudáveis, são tarefas que tomaram outras proporções para essas famílias. Sem poderem contar com o apoio das atividades presenciais da Associação de Familiares e Amigos dos Autistas – VIDA de Toledo – foi preciso criar uma rede virtual de ajuda.

“As mães criaram grupos e por meio online passaram a interagir e se ajudar”, comenta a presidente da VIDA, Danúbia Cristina Portolan. “Fico emocionada ao ver como é bom contar com o apoio uma da outra, especialmente, neste momento”, cita ao enfatizar que a diminuição das terapias, aulas remotas, alterações na rotina, uso de máscaras, são algumas das mudanças que aumentam os desafios neste período de enfrentamento de pandemia.

A média de participação da entidade ficava em torno de 200 famílias. Danúbia pontua que a falta dos atendimentos presenciais exige que todos os envolvidos sejam mais dinâmicos, por isso, para manter as atividades a distância, com troca de informações, dicas de brincadeiras e orientações acontecem via whatsapp; essa foi uma alternativa para que o público não fique desassistido.

NOVA SEDE – Em setembro de 2019, o município fez a doação da antiga Casa do Brinquedo para a entidade. A Associação iniciou os trabalhos de adequação e reforma da estrutura. De acordo com a presidente, o novo espaço irá permitir mais qualidade nos atendimentos prestados a esse público e seus familiares. Com a nova estrutura, a  Associação passa a contar com uma sala mais ampla de informática e de reuniões, um local exclusivo para o bazar, três sanitários – além de um adaptado e outro infantil – pois, na sede atual tem apenas um e a instalação do novo parquinho que já foi doado pela prefeitura.

“Iniciamos os trabalhos de reforma e adequação, mas os trabalhos não foram finalizados. A prefeitura retomou o espaço e voltaram a pagar as contas de luz, pois a entidade estava com dificuldades”, comenta Danúbia ao salientar que em fevereiro ou a março a direção da entidade irá procurar a gestão para que os projetos sejam realizados.

NATAL SOLIDÁRIO – Sem poder ter contato físico e realizar uma ação comemorativa presencial do Natal, neste ano, a Associação irá promover uma entrega de brinquedos via drive thru no dia 13 de dezembro, das 15 horas às 18 horas, na antiga sede localizada no Jardim Gisela.

“Iremos entregar um brinquedo para cada criança. Quem quiser contribuir com a campanha pode fazer a doação – brinquedos em bom estado de conservação ou novos – em nosso bazar, na rua São João nº 7871, nas quintas das 14 horas às 17 horas, ou ligar no número (45) 99818-6255”, explica a presidente ao citar que no dia ação os pais devem levar a carteirinha. Esse documento foi implantado no primeiro semestre do ano passado. A carteirinha de identificação visa proporcionar mais qualidade de vida para as pessoas que possuem Transtornos do Espectro Autista (Tea) e seus familiares. A Lei Municipal R 37 de 23 de maio de 2017 institui que toda a pessoa com deficiência tem preferência em filas de bancos, hospitais, lojas, consultórios entre outros.

DIAGNÓSTICO O diagnóstico de uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) inicia com o pediatra durante as consultas mensais de acompanhamento de seu desenvolvimento.  Quando surgem dúvidas com relação a comunicação e interação social e padrões restritos e estereotipados do comportamento, a criança é encaminhada para o neuropediatra ou psiquiatra infantil para iniciar a investigação com a equipe multidisciplinar.  Geralmente fonoaudióloga, psicóloga, psicopedagogo e terapeuta ocupacional integram essa equipe. O diagnóstico deve ser realizado antes dos três anos de idade. Geralmente, são os cuidadores que procuram o médico por identificar que alguma característica está atrasada, tais como comunicação ou comportamento.  A avaliação é clínica e de observação. A qualidade de vida está relacionada a identificação precoce e as terapias realizadas. O médico irá encaminhar para as terapias necessárias. Atualmente, o que se tem de comprovação científica indica que a melhor linha a ser trabalhada com o transtorno é a análise aplicado do comportamento, com suporte para as famílias instrumentalizando os cuidadores para dar continuidade no trabalho em casa e também suporte para a escola.

Da redação