Associação dos Deficientes Visuais de Toledo e a luta por acessibilidade

Acessibilidade, oportunidade de emprego e inclusão social são algumas das dificuldades de quem não pode ver. Não ter visão não impede essas pessoas de estudarem, de trabalharem, de formarem suas famílias. Entretanto, para muitas as limitações e a falta de políticas públicas de incentivo podem deixar a vida ainda mais no escuro.

Para o presidente da Associação dos Deficientes Visuais de Toledo (ADVT), Márcio da Silva França, promover qualidade de vida para esse público envolve diversos fatores. Ele pontua que um dos principais desafios da entidade é promover a autonomia e a independência das pessoas cegas, de maneira que isso possa possibilitar que ela tenha a oportunidade de participar de todos os segmentos sociais existentes na sociedade, aquelas que ela quer fazer parte.

“Uma das grandes dificuldades que enfrentamos é a acessibilidade”, lamenta o presidente ao citar que isso atinge a sociedade, pois a falta de acessibilidade pode impedir um cadeirante, uma mãe que leva o bebê no carrinho, de acessar os espaços que gostaria. Ele pontua que o problema atinge diversas regiões do município, desde os lugares que não são adaptados, até as estruturas que possuem linhas guias com chão tátil.

DIFICULDADES EM DIVERSOS LOCAIS – Quando faltam ‘olhos’ para encontrar o melhor caminho o direto de ir e vir, por vezes, fica ainda mais limitado. “Encontramos essas dificuldades em prédios privados e em repartições públicas também. A própria Rodoviária – um espaço muito utilizado por nós, pois a sede de Associação fica em uma sala lá – falta muita acessibilidade”.

Entre aos problemas que envolvem o direto de ir e vir, ocorre a colocação da linha guia nas calçadas, mas nem sempre elas chegam até as entradas, ou se chegam acabam na porta. Ao serem colocadas até um determinado ponto impedem que a pessoa que utiliza a guia consiga chegar ao destino final para o atendimento, por exemplo.

Outra dificuldade, é que, segundo o presidente, diversos espaços que são adaptados foram construídos sem o diálogo necessário com os usuários que utilizam diariamente. Além disso, também é possível encontrar diversas barreiras arquitetônicas, por exemplos, toldos baixos, lixeiras nos passeios público, entre outros empecilhos que dificultam a acessibilidade.

ATENDIMENTOS COMPROMETIDOS – O presidente relata que a pandemia interferiu diretamente nos trabalhos da entidade. Em 2020, a Associação ficou sem os trabalhos da secretária e os atendimentos convencionais e isso gerou impacto no andamento dos projetos em andamento e dos novos ainda em fase de elaboração. Neste ano, a entidade voltou a prestar atendimentos, mas somente com agendamento prévio.

“Para o próximo mês temos na programação a realização de uma assembleia para discutirmos a retomada dos trabalhos presenciais diários. A ideia é voltarmos a atender o público das 13h30 às 17h30 de segunda a sexta e contarmos com o trabalho de uma secretária para que possa fazer o cadastro e preenchimentos dos documentos das pessoas nos procuram”, declara ao reforçar a importância do trabalho da entidade para o público.

Da Redação

TOLEDO