Bike: estilo de vida que cresceu durante a pandemia

Para fazer uma atividade física, para o trabalho ou para curtir um passeio com os amigos, a bicicleta se tornou um dos veículos mais procurados nesta pandemia. De acordo com dados da Associação Brasileira do Setor de Bicicletas (Aliança Bike), a procura pelas bicicletas teve um aumento de 118%, entre junho e julho deste ano, no comparativo com 2019. O período é considerado o pico da pandemia. Mas, de acordo com profissionais do setor, o mercado não para de crescer.

Para o empresário e ciclista André Bordignon, as vendas no período do inverno foram bem aquecidas. Na sua loja ele viu desde jovens até as pessoas de mais idades interessadas em bicicletas, equipamentos, peças e acessórios. “Com a pandemia e as academias fechadas, as pessoas procuraram algo que pudessem se exercitar e sair de casa com segurança. E nada melhor que uma bike para curtir um passeio, fazer um exercício físico e ter contato com a natureza”.

Ele acredita que uma parte desses novos ciclistas são aventureiros e vão na ‘onda’ do momento, mas uma grande parcela vai pegar gosto pela modalidade e não vai parar de pedalar. “A bike atrai muitas pessoas, os grupos e traz muitos benefícios para a saúde”, complementa.

A advogada Adrielly Nayara Baratella de Aquino Lopes começou a pedalar incentivada pelos amigos. “Como estava sem fazer atividade física durante a pandemia fui viver essa experiência. No primeiro pedal fiz 25 quilômetros e amei. Dá uma sensação de liberdade; de contato com a natureza. E agora não quero mais parar de pedalar. Eu já sinto diferença porque estou perdendo peso, meu corpo está mais flexível. Tudo fica melhor”.

 

INVESTIMENTOS – Apesar de empolgante, o esporte precisa de certo investimento. Bordignon cita que um ciclista novato poderá desembolsar cerca de R$ 2 mil em uma bike para começar. “Além da bicicleta sempre orientamos que a pessoas adquira os EPIs como capacete, luva, sinalizador e a garrafa de água. Isso é básico para garantir um pedal tranquilo e seguro”.

O sócio proprietário de uma indústria de peças e ferramentas em Toledo, Reginaldo Rodrigues, relata que nesta pandemia, além da grande procura por bicicletas, o setor enfrenta uma dificuldade com reposição de peças e equipamentos. “Todo o mercado está parado. A produção de bicicletas não abre novos clientes e os produtos estão sendo fracionados. Isso é reflexo dos dois cenários: a paralisação da pandemia e a grande procura”, salienta o empresário.

E para quem já adquiriu uma bike ou pretende entrar no grupo dos ciclistas, o empresário, que também é ciclista e já competiu em torneios profissionais, dá algumas dicas. “É interessante fazer uma avaliação médica para o esporte; também aconselhamos a fazer um ‘bike fit’ onde um profissional vai ajustar a bicicleta nas medidas do corpo para evitar lesões; pedalar respeitando as regras de trânsito como andar pelo acostamento; evitar pedal a noite; hidratar bastante; e fazer sempre uma revisão da bicicleta sempre ao sair e também as revisões periódicas conforme indicação do fabricante”, conclui.

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