Cesta básica: arroz e carne continuam sendo os ‘vilões’

Cada ida ao supermercado tem pesado mais no orçamento familiar. O preço dos alimentos tem aumentado e gerado ‘surpresas’ neste período de pandemia. A pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) sobre o preço da cesta básica no país aponta queda nos custos na capital do Paraná, entretanto, não é uma redução de valores que o consumidor parece sentir sempre que vai ao supermercado para fazer compras. 

Conforme o estudo, em outubro deste ano, o custo do conjunto de alimentos essenciais teve aumento em 15 capitais pesquisadas das 17 pesquisadas. No Paraná, o levantamento feito em Curitiba aponta que o consumidor tem gasto em média R$ 521,12 com a alimentação essencial, – 0,60%  em relação ao mês anterior.

Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após fazer uma comparação do custo da cesta básica e o salário mínimo líquido – depois do desconto referente à Previdência Social (alterado para 7,5% a partir de março de 2020, com a Reforma da Previdência) – a pesquisa conclui que o empregado remunerado pelo piso nacional comprometeu, em outubro, 53,09% do salário para comprar os produtos da cesta básica. Já no mês de setembro, o  percentual foi de 51,22%.

OS VILÕES DA CESTA BÁSICA – Entre os itens com elevação nos preços o Dieese apontou o óleo de soja, arroz agulhinha, carne bovina, batata e tomate foram os vilões em variação de valor entres os meses de setembro para outubro. A economista Kelen Carmargo comenta que a elevação envolve fatores externos e reflexos do campo. Ela cita que o arroz teve um aumento das cotações no mercado internacional e em relação às exportações do grão.

“Em nossa região logicamente também sentimos o elevado preço do arroz, contudo, o que chamou mais a atenção foi o preço da carne suína. Este ano chegamos a pagar na faixa de R$ 8,00, em outubro, ao irmos comprar no supermercado encontramos valores na faixa de R$ 19,00. Não tem como fugir do contexto externo e dos preços internos do milho e do farelo”, avalia a profissional ao citar que a economia parte em fazer a substituição dos alimentos.

Da redação