Colégio Novo Horizonte segue trâmites para ter modelo de ensino cívico-militar em 2021

A comunidade escolar do Colégio Estadual Novo Horizonte, localizado no Jardim Coopagro, em Toledo, participou da votação da consulta pública dos colégios cívico-militares e, até às 17h30 de quarta-feira (28), já apresentava o quórum com 372 votos, sendo a maioria favorável a esse novo modelo de ensino para próximo ano. A votação neste Colégio encerrou às 20 horas de ontem. Os votos estavam sendo apurados até o fechamento desta edição.

No Núcleo Regional de Educação de Toledo (NRE) também tiveram o coeficiente favorável os seguintes Colégios: Jardim Zeballos e Jaime Rodrigues, em Guaíra e Barão do Rio Branco, em Palotina. Nas demais escolas, a equipe do NRE de Toledo ainda aguardava os resultados, pois a votação encerrava às 20 horas e até o fechamento desta edição, a votação ainda acontecia.

O diretor do Colégio Novo Horizonte Sadi Nunes agradeceu o empenho das famílias pelo trabalho realizado desde a última terça-feira (27), pois existia a preocupação de não apresentar quórum, no entanto, a comunidade compareceu e votou.

Nunes salienta que segundo a lei que rege o colégio cívico-militar, a gestão será compartilhada, ou seja, os professores e os servidores serão mantidos na instituição. “Não existe transferência de professor ou a possibilidade do colégio ser militarizado; os militares serão de reserva e o trabalho será realizado em conjunto. Cuidados com o patrimônio, organização das finanças, atividades extra-curriculares, noções de respeito, civismo, ética e formação do cidadão são alguns dos assuntos contemplados neste novo modelo de ensino”.

Ele ainda complementa que com base na Lei, “a proposta é pela melhoria da qualidade de ensino e para oferecer mais atividades em algumas disciplinas como Português, Matemática e melhorar os índices do Instituto de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb)”.

 

AVALIAÇÃO – Para o chefe do NRE de Toledo José Carlos Guimarães, existe uma boa aceitação pelo novo modelo de ensino para a comunidade escolar. Dados preliminares indicam que dos votos registrados a maioria é favorável à migração para a gestão cívico-militar.

Para que a implementação seja efetivada, é preciso que mais de 50% das pessoas aptas a votar na escola participe da consulta e que a maioria simples dos votantes (50% e mais um voto) seja favorável ao programa. “Nos Colégios em que a consulta optou por ser cívico-militar, nós encaminharemos os resultados para a Secretaria de Estado de Educação (Seed) para tramitar a documentação para o próximo ano letivo começar como cívico-militar”, afirma Guimarães.

O chefe do NRE de Toledo complementa que o principal desafio enfrentado no órgão foi a falta de informação de algumas pessoas e, com isso, elas posicionaram-se contrárias ao modelo. “Elas não buscaram informações no Núcleo ou até mesmo nos meios de comunicações”.

Ele explica que a escola cívico-militar continuará sendo responsabilidade da Seed; o diretor-geral será um professor da rede. “A equipe será composta por professores da rede pública e que queiram continuar trabalhando na escola, assim como os demais servidores, com exceção do PSS, cujo contrato – conforme rege as normas – encerra no dia 31 de dezembro”. Os colégios cívico-militares são aguardados por muitas pessoas e “nós ficamos gratos e satisfeitos em contribuir com o processo”.